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* por G.G. Carsan
Estou muito feliz nestes dias de fevereiro,
pois, entre tantas coisas, estou novamente ao lado de
minha coleção de Tex. E desta vez mais consciente do
que nunca da importância em conservá-los em bom estado,
de forma que estou realizando colagens de páginas soltas
e ensacando todos.
É um raro prazer
pegar uma revista e dar uma olhada, ver a data da edição
e ao folhea-la, viajar no tempo. E que viagem! Pude
compreender a tarefa árdua que o texiano português José Francisco está executando
(digitar a Seção dos
Correios para o Portal Tex). Não é tão árdua
assim, apesar de ser uma trabalheira longa e carregada de
responsabilidades, principalmente em ser uma cópia fiel.
É, todavia, um prazer incomensurável. Sim, porque nos
deparamos com cada carta...
Foi dando uma olhada nos correios que me
deparei com a Conversa de Saloon, publicada entre TEX-258 e TEX-273, assinada pelo
Sidney Guzman, um ícone do mundo das HQ, contando histórias
do Velho Oeste, como as trajetórias de Billy The Kid,
tudo sobre a famosa Pinkerton, entre outras.
Pude me deliciar ao ver que o hoje
consultor bonelliano no Brasil, Júlio Schneider enviava cartas
para o Correio do Tex, como vocês poderão conferir em TEX-221. Um texiano de
Manaus, hoje colaborador do Portal Tex apareceu em várias
edições. O Afrânio Braga aparece
magistralmente em TEX-220, contando muito
sobre os "40 Anos de Tex" e faz diversas incursões
em TEX-245, TEX-248, TEX-250 e TEX-264. Hoje sabemos
que o amigo amazonense é uma enciclopédia bonelliana e
ainda tem muito para mostrar. Em TEX-271 pude ver o Vander Dissenha. Em TEX-244, o Paulo Madeira,
de Portugal, com quem falei há poucos dias via MSN, num
agradável papo texiano.
E pergunto, cadê o Arlindo Schneider, de
Joinville, que fez várias aparições nas cartas e
classificados, nos idos TEX-243, TEX-245, etc. Tem
parentesco com o Júlio Schneider?
Em TEX-226 e TEX-227 revi os desenhos
dos texianos Gilmar Borges, de Sacramento-MG e de Paulo
Benedito, de Araruna-PB. Onde anda esta gente? Aposto que
continuam lendo e colecionando o Ranger mais temido do
Oeste.
E vi também que durante as edições
publicadas pela Editora Rio Gráfica, não tivemos a Sessão
de Correios / Classificados. Uma canja para o José
Francisco. Uhh!
Todos sabem que a Editora Vecchi publicou
a revista do ranger até TEX-164 e por isso, este
é um exemplar caro e por que não dizer raríssimo. A
Rio Gráfica mandou bala do TEX-165 ao TEX-200, quando a
Editora Globo pegou o bonde até TEX-350.
Um fato que me chamou a atenção foi as
chamadas para os Fã-Clubes do Tex, que de vez em quando
apareciam, pedindo para os texianos escreverem. E havia lá
uma reclamação, pois um leitor enviou dinheiro e não
recebeu o prometido pelo Fã-Clube. Tomara que Tex tenha
acertado contas com estes enganadores.
E por último, uma constatação: tem alguém
no mundo de Tex, aqui no Brasil, cuja trajetória se
confunde com as publicações do Ranger. Pegue o TEX-058, 2ª edição,
de 1981, e veja na ficha técnica quem é o responsável
pela revisão da revista. E veja tambem em TEX-075, 1ª edição,
de abril de 1977. Veremos que o Paulo Guanaes já
trilhava com o Ranger mais famoso do Mundo. E o dito cujo
sobreviveu às trocas de editoras e continua até hoje,
agora como tradutor. Penso que seja a hora de sabermos
mais desse profissional (se já saiu algo sobre ele,
perdoem-me, pois não vi, ou não me recordo).
Aos que foram citados, peço desculpas
pelas citações, e conto com suas compreensões, e para
aqueles que estão meio calados, solicito entrar em
contato, expandir cada vez mais o universo texiano.
Em outras palavras, é sempre um "must"
pegar uma revista e deparar-se com tanta história,
tantas recordações, e comprovar que o " The Best
do Faroeste" é na verdade o Grande Irmão. Ave Tex
!!!
Escrito por G.G.Carsan, João Pessoa,
PB, Brasil
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