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O meu fanatismo por Tex teve início no ano de 1977, por intermédio de um colega de escola  de nome Álvaro, o qual me emprestou a edição do mês vigente, a revista de nº 80(Editora Vecchi) – “A aldeia da morte”, a princípio não queria nem mesmo ler, pois estava acostumado com os gibis coloridos da Disney. Entretanto, foi paixão à primeira vista, li e solicitei ao meu colega algumas edições anteriores.

Como não poderia ser diferente, não consegui mais deixar de ler Tex, pois quanto mais sabia sobre o ranger, mais preocupado ficava com o seu destino e sempre na curiosidade de saber até quando existiriam tão belas tramas. Isto me levou a ir ao cinema local com mais freqüência, não para assistir aos filmes, mas com o objetivo de comprar e trocar, toda e qualquer edição de Tex que encontrasse.

Naquela época tínhamos na nossa cidade de Sousa/PB, o costume de comercializar gibis usados na entrada do cinema, e assim, troquei todos os gibis coloridos que tinha por edições de Tex que já haviam sido lançadas, e nesta troca e compra, consegui alcançar a edição vigente e atualizar a minha coleção iniciando-se pela nº 1. 

Este período de comércio de revistas me animou, e dei continuidade ao ramo, embora com o objetivo de ganhar algum trocado, e em busca do valor material, vendi um pedaço do meu valor sentimental, ou seja, fui iludido por uma valiosa oferta em dinheiro em troca da revista número “1”. Cometi o engano de que seria fácil encontrar outra nº 1, paguei um alto preço por isto, passei mais de um ano arrependido e à procura da revista, pensei até em não mais colecionar Tex, como forma de punir a mim mesmo pela tamanha besteira que havia cometido.

Mas devido a minha persistência consegui convencer um amigo a me vender o tão cobiçado número “1” de Tex, sendo que fui obrigado a comprar a coleção completa que este amigo tinha, alegando ele, que realizado tal negócio nunca mais compraria uma revista Tex, o que de fato aconteceu, pois ainda hoje tenho contato com este amigo de nome Erivan, o qual sempre me indaga sobre a trajetória de Tex e comenta sobre o negócio que fizemos.

Concluído o meu intento, o meu fanatismo teve prosseguimento, logo depois de assistir ao filme de Tex, de adquirir a fita e inclusive o cartaz, contratei um artista local, que já trabalhava com pintura e escultura para fazer uma réplica de Tex, igualmente como se encontrava no cartaz do filme, foi um trabalho de mais de quinze dias e me custou quase o salário do mês, até porque não havíamos ajustado o preço correspondente. (Clique na imagem para ampliar!)

Não sei até quando e até onde vai este prazer em ser leitor de Tex, mas no ano de 2001 conseguir realizar mais uma façanha, minha esposa teve um parto de um filho homem, até então, tinha duas filhas, e a este filho homem dei o nome de Willer Cesarino Sarmento Gadelha, embora só tenha dois anos, mas chama Tex de Tec e já o associa a toda figura ou fotografia de um homem a cavalo ou armado.

Esta é a relação vivida por mim e Tex, de onde pude tirar não só uma leitura ou um passatempo, mas a figura de um tipo de pessoa que buscamos ser, honesta, coerente, otimista, desprendida dos valores materiais e o amigo das horas certas.

Em tempo:
Artigo escrito por Raimundo de Paiva Gadelha Neto sobre sua aventura com Tex.

Data de publicação:
Publicado em 02/09/2003

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