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(*) por André Guilherme Portocarrero Teço
aqui alguns comentários sobre o primeiro volume da minissérie Mefisto (O
Retorno de Mefisto, 1/2), que acabei de comprar e avidamente li. Antes de qualquer coisa quero deixar registrado que o primeiro exemplar de Tex que li foi o
TEX-078 - Espectros!, daí dá para se imaginar minha relação com os dois personagens.
Naqueles idos, fazia algum tempo que me ligava no universo dos super-heróis Marvel, colorido e cheio de ação. Mas eu era muito curioso e sempre folheava outras revistas. Confesso que o que me levou a comprar a revista foi o maravilhoso
pôster(ver o pôster). Eu caí no chamariz porque não gostava de revistas em
preto e branco. Não deu outra, encontrei um novo mundo. Fiquei tão vidrado que logo consegui completar minha coleção em sebos e com o lançamento da 2ª edição. Teve um tempo que eu tinha na ponta da língua
todos os títulos de Tex. A gente cresce, as responsabilidades chegam e acabei me afastando um pouco dos quadrinhos. Tenho a coleção completa até o nº 200 e mais alguns álbuns especiais, o "capa dura" etc. E
Tex chegou à Mythos. Comprei alguns exemplares do "normal" e Edição histórica, e especialmente os primorosos gigantes. Hoje escolho pelas histórias e desenhistas, sou um
leitor eventual pois fiquei preso ao passado, ao Tex do mestre Galep, de
Ticci, Lettèri,
Nicolò, mas sempre estou de olho no que acontece. Quando me deparei com a publicidade da edição
do retorno de Mefisto, acho que num Conan ou Mágico
Vento, respectivamente personagens aos quais devo a Mythos o meu reencontro e a grata descoberta, fiquei ansioso, certamente como muitos, pelo novo confronto. Como disse antes, comprei e li imediatamente. Soberbo. Os Claudios foram fiéis ao espírito literalmente maligno do personagem. O texto introdutório explica com primor a concepção da obra, a admiração dos dois pelos seus mestres antecessores e, principalmente o grande respeito por eles e pelos leitores conquistados por aquele magnífico trabalho. Assim, estava tudo lá. Encontrei o Mefisto graficamente lunático, ameaçador e grotesco, assim como as assombrações, as visões tudo no padrão estético anteriormente estabelecido, e quanto ao enredo quanto horror, ódio e malvadeza. Pobre do Mestre
Narbas! Os flashbacks foram um complemtento a mais. Nem me lembrava mais de Loa e do Dr. Fiesmot e o que falar
então de Lily? Grande sacada! Que resgate! E Yama, deixará sua monótona vida após esta aventura? Fechando
estes comentários, uma crítica que entendo pertinente: a edição poderia ser em formato italiano. Seria um refinamento a mais, pois originalmente saiu na Itália em Tex nº 501 a 504
(ver TEX-501) e não em minissérie. Assim poderia ter este diferencial. Será que o custo pesaria tanto assim? Outra coisa que digo com paixão, por isso me
perdoem os novos leitores, o MELHOR desenhista de Tex é, indiscutivelmente Aurélio Galleppini (Galep). Apesar do trabalho realmente excepcional e indiscutivelmente inovador de
Villa, que vejo como o "soro da juventude" de Tex, Galep, todos sabem, é o senhor Tex. Tex é Galep, Tex é Tex. Diabos!!! Nunca havia escrito antes
um texto sobre TEX com tal envergadura e achei que tinha a obrigação de compartilhar desta da minha satisfação com vocês!! Em
tempo:
(*) Matéria escrita por
André Guilherme Portocarrero, texmaníaco de Cuiabá, MT, Brasil Saiba
mais sobre Mefisto:
Dossiê
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Data de publicação:
Publicado em 23/03/2004
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