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Aos
Quadradinhos:
Também por Puro divertimento
F. Cleto e Pina
Por
vezes, ser argumentista – de BD, de cinema, romancista até – é,
nitidamente, puro divertimento. Quando quem escreve joga com as personagens, a
acção, certos estereótipos, subvertendo situações e características para
dar origem a obras por vezes estranhas, por vezes aliciantes, quase sempre
surpreendentes.
De
memória, sem esforço, ao correr da escrita, recordo Le maitre dês
montagnes (Lombard), uma aventura do vicking Thorgal já com alguns anos,
em que sucessivos saltos temporais originam díspares futuros, todos
igualmente coerentes e credíveis, cuja concepção deve ter dado um grande
prazer a Van Hamme, o argumentista.
Puro
divertimento é, também, o nº 14 de Nick Raider, O Sequestro, de
Cláudio Nizzi e Aldo Capitanio, uma história de equívocos, que começa pelo
roubo de um carro transformado em falso (verdadeiro) sequestro, devido à
presença de um bebé no seu interior, que redunda num verdadeiro (falso)
sequestro, que, no final, acabará por se revelar um surpreendente engano,
após investigações, alguns tiros e uma louca perseguição automóvel.
E
puro divertimento é, igualmente, Grand Guignol - O teatro da vida e da
morte, uma história de Sclavi e Piccatto, publicada em Dylan Dog #16, em
que tudo se passa num teatro, no qual a vida real vai sendo transformada em
peça encenada, sendo o leitor sucessivamente iludido quanto ao que é
realidade ou tão só representação, até ao apoteótico e surpreendente
final.
Estes
dois são bons exemplos daquilo que é capaz a actual bd popular italiana, que
a Mythos
Editora vai
distribuindo regularmente pelos quiosques portugueses.
Confira
a matéria original:
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Em tempo:
Informações enviadas por
José
Carlos Pereira Francisco, de Anadia, Portugal, representante da Mythos
editora em Portugal e colaborador do Portal TEXBR
Data de
publicação:
Publicado em 07/08/2004
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