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Aos
Quadradinhos:
Novo Herói
F. Cleto e Pina
Ignorando-se
sempre a reacção dos potenciais leitores, o lançamento de novos heróis é
sempre um momento delicado, mas mesmo uma editora detentora de séries de
sucesso (Tex, Zagor, Martin Mystére, etc.) como a Bonelli, necessita
regularmente de renovar a sua galeria.
Estreado em Itália há cinco anos, “Dampyr”
chega agora a Portugal por via das edições brasileiras da Mythos, e marca
uma incursão por um género, o terror, regularmente abordado por outras
publicações da casa, mas nunca assumidamente como tema principal, o que
busca, sem dúvida, atingir nichos de mercado até agora “imunes” à produção
Bonelli.
“Dampyr” revisita o tema do caçador de vampiros, com uma variação:
o protagonista é filho de um vampiro e uma humana, o que torna o seu sangue
um veneno para os morto-vivos.
A esta base, que Mario Rossi (Majo) ilustra de
forma competente, o argumentista Mauro Boselli acrescentou dois pontos de
maior interesse: a ignorância acerca da sua própria origem que irá
descobrindo (de forma traumática) ao longo das suas aventuras e, na história
de apresentação, o situar da acção num cenário real, de guerra, recente,
(nos Balcãs, não identificados mas reconhecíveis), local ideal para quem,
como os vampiros, se alimenta de sangue, devido à bestialidade de que por
vezes o ser humano é capaz.
Copyright: © 2005
Jornal de Notícias; F. Cleto e Pina
Domingo, 24 de abril de 2005
Em tempo:
Informações enviadas por
José
Carlos Pereira Francisco, de Anadia, Portugal, representante da Mythos
editora em Portugal e colaborador do Portal TEXBR
Data de publicação:
Publicado em 25/042/2005
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