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O herói Tex
Willer completa duplo aniversário em fevereiro, comemora 54 anos de sua
primeira aparição no Brasil, que foi no número 28 da Revista Júnior,
em 25 de fevereiro de 1971 e também 34 anos de publicação numérica
ininterrupta no Brasil, que iniciou com a Vecchi em fevereiro de 1971, passou
para a batuta da Rio Gráfica/ Globo e atualmente está com a Mythos Editora. TEXAS
KID 1951
Tex Willer na Revista Júnior
Neste fevereiro
Tex comemora 54 anos de sua primeira aparição no
Brasil. Foi em 25 de fevereiro de 1951 que chegou nas bancas o número 28 da Revista
Júnior, que trazia a estréia de um personagem de western quente e
explosivo, então com o nome de Texas Kid, na verdade o mesmo Tex que
conhecemos hoje, porém em sua fase inicial.
Sucesso imediato, a Revista
Júnior, que até o número 27 publicava histórias de outros
personagens, passou a publicar nos números e anos seguintes, somente
aventuras de Texas Kid, o mocinho destemido que passou a ser ídolo de
toda uma geração.
A Revista Júnior tinha o formato aproximado ao de um
talão de cheques,
16cm de largura por 7cm de altura, formato que era, na época, o mesmo
utilizado pela
edição original italiana. Destaque-se que este formato permitia
esconder a revista nos bolsos (seguindo a linha dos bolsilivros atuais) para
leitura longe das vistas dos censores, já que quadrinhos era uma leitura
"não recomendada" naqueles tempos duros de repressão.
A Revista
Júnior evoluiu e, no número 178,
passou para o tamanho 17,5 x
13,5cm. Alterou outra vez no nº 264 (junho de 1957), agora mudando para o formato
vertical, embora mantendo as medidas 17,5 x
13,5cm. Saber Mais
TEX TAYLOR 1971
Tex Willer na Vecchi, arco e flecha no nº1 Mas
também comemoramos neste fevereiro o lançamento de TEX pela Editora Vecchi,
em fevereiro de 1971. Uma revista já com título Tex, bem acabada, uma
edição que presenteou os leitores com um arco e flecha de brinquedo
composto a base de plástico.
A edição TEX-001 - Signo
da Serpente chegou às bancas num formato idêntico ao italiano (16 x
21cm), com cada número trazendo entre 100 e 130 páginas. Ao contrário da fase da revista
Júnior, aqui não era observada a ordem cronológica original das
histórias. Registre-se aqui, entretanto, uma curiosidade: nos
números iniciais da Vecchi, o personagem Tex era chamado, pasme!, de Tex
Taylor ao invés de Tex Willer, erro logo consertado ainda na primeira dezena
de títulos da primeira edição e completamente consertado na segunda
edição que seria lançada no final da década de 70. O
número um de Tex foi um sucesso de vendas, mas as edições seguintes
venderam bem menos e a revista esteve por vias de ser cancelada. Mas os
responsáveis da Vecchi, por acreditar que a série tinha condições de se
tornar um sucesso editorial, mantiveram acertadamente a
publicação, porque já no final dos anos 70,
Tex era a revista mais estável da editora, que batia a
invejável marca de 150 mil exemplares vendidos ao mês. Queremos
aproveitar o ensejo da passagem deste mês de fevereiro para, junto a todos os leitores e
navegantes que apreciam o ranger mais temido do oeste, comemorar este duplo aniversário
de Tex Willer,
o personagem de faroeste mais longevo e de maior sucesso editorial em todo o
mundo.
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