| |

|
|
Blueberry, aliás,
Mike Steve Donovan, é um tenente que vive suas aventuras
também no ambiente selvagem do western.
Mike Blueberry é um personagem que
realmente existiu: nasceu em 30 de outubro de 1843, em
Red Wood Grove, uma grande e bela mansão colonial,
situada próximo de Augusta, Georgia. Filho de Cynthia
Donovan e Slim Phips Donovan, faleceu nonagenário a 5 de
dezembro de 1933, em Chicago.
Foram 90 anos muito bem vividos, dos quais
algumas aventuras foram narradas pelo talento do escritor
belga Jean-Michel Charlier e do desenhista francês Jean
Giraud, e continuam sendo contadas por esse último e
também por François Corteggiani, Michel Blanc-Dumont e
outros renomados artistas; inclusive já contou em seu
staff com o neozelandês Colin Wilson, desenhista do
Texone 14, "L'ultimo Ribelle".
Alguns detalhes da vida tão intensa do
tinhoso, vivido, teimoso, malicioso e maduro Tenente serão
mostrados no Portal, não necessariamente em ordem cronológica.
Implacável como Clint Eastwood, bravo como John Wayne,
justo como Kevin Costner. Só poderia ser o Tenente
Blueberry, o mais audacioso oficial da Cavalaria.
Ele pacifica nações indígenas, vira
xerife, escapa de emboscadas, caça perigosos facínoras
e restaura a ordem numa terra sem lei. Inteligência, músculos
e uma incrível pontaria transformam o Tenente Blueberry
no maior furacão do Oeste, comparado a Tex Willer, o
ranger mais temido do Oeste!
Nesta seção você vai encontrar dados
sobre o tenente, bem como todas as edições publicadas
no Brasil e em seu país de origem, a França.
Para saber mais:
Blueberry no
Brasil
Blueberry nos EUA
Blueberry na França
Em matéria de western, Blueberry
constitui a referência absoluta. Em 1963 esse personagem
foi criado para o semanário "Pilote" (Piloto),
de Georges Dargaud, por Jean-Michel Charlier e Jean
Giraud.
A colonização do Oeste americano sempre
fascinou o mundo inteiro, notadamente os europeus, que
dedicam ao assunto boa parte de sua produção quadrinhística
e cinematográfica.
A idéia de publicar "Blueberry"
surgiu em 1962, quando Charlier foi conhecer "in
loco" os cenários da saga. Detalhista ao extremo, o
roteirista recolheu vasto material de referência e
gastou mais de um ano pesquisando usos, costumes, grupos
étnicos, geografia, história e toda a documentação de
que pudesse dispor para enriquecer sua criação.
Charlier morreu no final de 1989, vítima de crise renal,
fumando charutos e escrevendo histórias, aos 65 anos.
Por outro lado, Giraud revelou-se o mais
promissor aprendiz de Jijé (nome artístico do belga
Joseph Gillain, criador de "Jerry Spring" e
desenhista da capa de "Forte Navajo"), quando o
auxiliava na produção das aventuras desse clássico do
western belga. Gir foi o primeiro pseudônimo usado pelo
francês nascido em 1938, e idolatrado a partir dos anos
70 como Moebius, o mago dos quadrinhos de ficção científica,
revelado pela "Métal Hurlant" para o mundo.
Eles estabelecem ao lançamento um sólido
soldado, que se fixou como o sósia do ator francês
Belmondo. A semelhança se encobre ao fio dos episódios.
Blueberry, apelido de Mike Steve Donovan, que realmente
existiu, era um grande cabeçudo: tinhoso, entretanto,
sempre respeitador do rigor militar, indisciplinado, ele
não hesitou por vezes em desertar para completar melhor
as suas missões.
O cenário utiliza todos os ícones do
Western americano, com tudo aquilo que o mesmo apresenta
de lugares e de personagens pitorescos (Mc Clure, Angel
Face, Red Nick, Chihuahua Pearl, etc., sem contar os índios
que são reabilitados pelos autores, aliás, ponto de
vista adotado em "Jonathan Cartland", por
Michel Blanc-Dumont).
Paralelamente ao ciclo clássico da saga
de Blueberry (26 álbuns - 23 escritos por Charlier e
desenhados por Giraud, três de Giraud - texto e desenho;
e a ser publicado "OK Corral", que está sendo
realizado há três anos), Giraud desenha entre 1968 e
1970 "A Juventude" do futuro tenente (três
obras com texto do saudoso Charlier).
Essa "série" retoma o seu curso
em 1985 sob o lápis de Colin Wilson, assaz respeitoso ao
estilo imposto por Giraud, que desenha seis álbuns - três
escritos por Charlier ("Os Demônios do Missouri",
"Terror no Kansas" e "A Incursão infernal");
e três por François Corteggiani ("A Perseguição
implacável", "Três homens para Atlanta"
e "O Preço do sangue").
Além desses, o ciclo "A Juventude de
Blueberry" é composto por três álbuns de
Corteggiani e Michel Blanc-Dumont, perfazendo doze álbuns,
e sairá em breve "Il faut tuer Lincoln", da
dupla Corteggiani e Blanc-Dumont. O ciclo "Marshal
Blueberry" possui três álbuns - dois de Giraud e
William Vance (desenho), e um de Giraud e Michel Rouge (desenho).
Existe apenas um retrato de Blueberry,
cuja autenticidade é segura, realizado pelo pintor
americano Peter Glay no campo de batalha durante a Guerra
de Secessão, provavelmente em 1863. Assim como uma única
fotografia conhecida do tenente nortista, também no
campo de batalha e junto a colegas de farda. "Forte
Navajo" foi a primeira aventura do jovem fidalgo
Mike Steve Donovan, filho de fazendeiros escravocratas,
plantadores de algodão na Geórgia, que o destino - ou gênio
de Charlier - transformou no Tenente Blueberry.
Porquanto Blueberry, ou, ao menos, aquele
que todo o Oeste conhecia sob esse nome, faleceu em
Chicago, nonagenário, em 5 de dezembro de 1933, na mesma
noite em que o Presidente Franklin Delanno Roosevelt
assinou o Ato de Abolição da Proibição.
Fonte: www.dargaud.com e álbuns da série.
Em tempo:
Informações
desta página traduzidas por Afrânio Braga, texmaníaco de
Manaus, AM, Brasil, que além das aventuras do ranger, lê
regularmente as aventuras de Blueberry.
topo da página
Blueberry
TEXBR
|
|
 |