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uBC Fumetti
SBE Editore

Tex Willer, mais de 50 anos de aventuras Livraria Italiana
Editora Mythos

Dylan Dog 033
Matéria publicada na Edição


Verso&Reverso
Dylan Dog é um fenô-
meno de vendas e um
sucesso absoluto de
vendagem na Itália
 



 

Amigo dylandoguiano,

Dylan Dog 033 - O Senhor do Silêncio - Voltar a página da ediçãoEsta é uma edição digna de registro. Com um termo utilizado pelo criador do personagem, seria chamada de uma edição dylaniata que, num trocadilho italiano com o nome do herói, significa... dilacerada!

Mas ela não tem nada de dilacerada. É especial porque DD ultrapassou a marca de três anos de publicação pela Mythos. Também é especial porque, com este número, tapam-se todos os buracos entre as primeiras histórias da série italiana: considerando todas as edições publicadas no Brasil nas séries da Record (11 números entre 08/1991 e 07/1992), Conrad (6 entre 10/2001 e 06/2002) e a da Mythos (33 de 07/2002 a 07/2005), foram lançados todos os gibis italianos do n° 1 ao 41. 

Nos primeiros anos de vida do personagem, no qual foram publicadas essas 41 histórias (entre 1986 e 1990), Dylan Dog tornou-se uma verdadeira febre na Itália, e as vendas de seus gibis por vezes bateram na casa do milhão de exemplares. Hoje, quase 20 anos depois de sua estréia, a febre baixou um pouco, mas o número de leitores contaminados na Velha Bota ainda é respeitável, e se conta em centenas de milhares. 

Mas a soma das três séries brasileiras dá 50”. Sim, porque duas histórias foram publicadas duas vezes - a do italiano n° 1 (n° 1 da Record e n° 2 da Conrad) e a do n° 8 (n° 8 da Record e n° 5 da Conrad) - e sete são de edições posteriores ao gibi italiano n° 41. Essas sete aventuras foram antecipadas pelo simples fato de serem pequenas obras-primas dilandoguianas, e fazem parte do Top Ten, as dez melhores aventuras de DD apontadas por quem mais entende do assunto, os leitores, segundo apuração do prestigiado site da revista eletrônica italiana uBC (www.ubcfumetti.com). 

São elas: 

DD italiano 51 (Mythos 20, O Mal), ótima estréia do desenhista Bruno Brindisi na Sergio Bonelli Editore, com citações cinematográficas, como o filme a que Dylan vai assistir (The Hidden, no Brasil O Escondido), que serviu de inspiração para Sclavi escrever o argumento do próprio gibi. 

DD italiano 61 (Mythos 15, Terror do Infinito), segunda prova de Bruno Brindisi com DD, o início da trilogia extraterrestre, que se completa com as edições 131 (ver abaixo) e 136. 

DD italiano 66 (Mythos 4, Partida Com a Morte), uma das histórias sempre presentes na lista das Dez Mais da série, na qual um homem desafia a morte para uma partida de xadrez, no melhor estilo de O Sétimo Selo, de Ingmar Bergman. 

DD italiano 74 (Mythos 5, O Longo Adeus), uma história de Dylan sem monstros, sem sangue, sem homicídios. Só poesia, e da melhor qualidade. O passado de DD, seu primeiro monstro, como ele conseguiu seu revólver... considerada a obra-prima dos roteiristas Mauro Marcheselli e Tiziano Sclavi, inspirou outros autores, dentre eles Ade Capone, criador de Lazarus Ledd, cuja história Heróis é considerada uma das melhores de seu personagem. E foi inspirada em O Longo Adeus

DD italiano 81 (Conrad 1, Johnny Freak), para muitos simplesmente a história mais bela de toda a série. Outro fruto de Marcheselli e Sclavi, quando de seu lançamento na Itália levou muitos críticos ferrenhos, daqueles que consideram HQ uma patologia da sociedade de consumo, a rever seus pontos de vista. Não há como segurar uma profunda suspirada ao final da leitura. Quatro anos depois, com a edição italiana n° 127 (ainda inédita no Brasil), Johnny retornou. Ou parece. 

DD italiano 100 (Mythos 1, A História de Dylan Dog), entre complexo de Édipo, em que DD se apaixona pela mãe, e figura má do pai, os autores pretenderam unir pontos e revelar fatos do passado do personagem. Para quem nunca leu DD antes desta história, é possível que tenha boiado, mas quem já o conhecia das editoras anteriores soltou belos “ah, então era isso!”. 

DD italiano 131 (Mythos 23, Quando Caem as Estrelas), segunda parte da trilogia extraterrestre, que se completa com a história Lá em Cima Alguém nos Chama (DD it. 136, ainda inédita no Brasil). As três histórias - ligadas mas que podem ser apreciadas isoladamente - foram recentemente reunidas e publicadas em cores no volume 11 dos Clássicos dos Gibis - Série Ouro do jornal italiano La Repubblica.

Em tempo:
Esta é a íntegra do texto escrito publicado nesta edição de Dylan Dog, escrito por Júlio Schneider, de Curitiba, PR, Brasil

Leia também o texto comemorativo aos 3 anos de Dylan Dog no Brasil, escrito por João Alessandro Muller, de Frederico Westphalen, RS, Brasil.

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