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Julho é
um mês especial, um mês de aniversários. Recém Mágico Vento
completou 3 anos de Brasil (veja
a matéria) e agora mais outro bonelliano está em festa.
Foi em julho de 2002, há precisos três anos, que a editora Mythos nos brindou com vários lançamentos novos, trazendo-nos um rol de novos personagens que continuam conosco até hoje. Dentre esses, não há dúvidas
de que Dylan Dog, o Detetive do Pesadelo, foi um dos mais especiais.
Um dia alguém me disse que "o que é bom, sempre volta". Era essa a minha expectativa e esperança em relação a Dylan Dog.
Conheci o personagem lá pela Record e simplesmente me aficcionei.
Explêndidos roteiros, que pouco ficam a dever aos
de Edgar Allan Poe, no que tange a suspense e terror. Terror inteligente - eis o que encontramos em Dylan Dog. E isso, convenhamos, é coisa muito rara num universo em que é grande a tentação de deslizar-se para o terror barato, no esquema "sangue-gritos-morte".
Tenho até alguma dificuldade em classificar Dylan Dog como terror, é, antes de tudo, um suspense com momentos mais "agressivos", vamos dizer assim... Isso porque é o suspense a marca maior desse personagem; é o arremate final, o desfecho inexplicável que nos surpreende, nos deixa atônitos, essa a grande marca de Dylan Dog, que sempre nos faz querer ler outra e outra história.
Ah, e
tem o Groucho, o incrível assistente que teria tudo para não servir para nada (a ser para ser um chato), mas as suas piadas e tiradas são simplesmente fenomenais e
caem sempre em boa hora. Por muitas vezes foi ele quem salvou Dylan em
hora extrema, além de dar sugestões muito pertinentes que levaram à solução de muitos casos.
Quem conhece o universo
dylandogniano sabe que não é só o terror que faz o personagem. Ele é um incorrigível Don Juan, acaba sempre tendo um romance com suas clientes.
Há também muita poesia em Dylan Dog, os sentimentos humanos estão todos lá; e não falo da maldade humana apenas: na verdade todos os sentimentos desfilam à nossa frente, com personagens que amam, sofrem, odeiam, choram e riem. Criaturas absurdas e simplesmente incompatíveis com o nosso universo tem seu espaço nas histórias e - coisa incrível - passam a nos parecer perfeitamente lógicas e verossímeis no contexto que o roteirista nos traz.
Realmente, o que é bom, sempre volta. Não parece, mas já são três anos de Dylan Dog
com a chancela da Editora Mythos! O tempo voa quando temos nas mãos um material de tamanha qualidade todos os meses. Isso porque, ao final da leitura sempre ficamos aguardando pelo próximo número, pois sabemos que a história será muito diferente, mas será igualmente espetacular e com um final surpreendente.
A Mythos tem feito um trabalho excelente com o personagem
nestes 36 meses e, se houve equívocos, já estão corrigidos. Alguém poderia
questionar a escolha tão bem intencionada da edição nº
100 italiana para o nº 1 mythosiano, edição que trazia a história de Dylan Dog
mas que deixava absolutamente perdido quem nunca tinha lido o personagem, tamanha era a referência às outras 99 aventuras anteriores... Alguém poderia
questionar que nas aventuras iniciais as histórias eram escolhidas sem nenhuma preocupação cronológica...
Mas tudo isso foi resolvido, a Mythos hoje publica o personagem na ordem que saiu na Itália, descartando, é claro, as aventuras que já
saíram por outras editoras.
Neste
mês de julho o detetive do pesadelo além de completar 3 anos com a
marca Mythos está chegando à edição de número DD-033
- O Senhor do Silêncio. Nunca Dylan Dog havia ido tão longe entre nós brasileiros, já que o recorde anterior, era onze números pela Editora
Record (veja série Record), tendo
depois uma curta participação de seis números com a Conrad (veja
série Conrad).
Dylan Dog
prossegue, afinal! E se prossegue, devemos muito à Editora Mythos e aos leitores fiéis que jamais abandonaram o personagem. Dylan Dog já vendeu mais do que Tex na Itália, onde hoje ocupa o segundo lugar, com várias séries paralelas.
Transferir a realidade de vendas italianas para o Brasil é o sonho de todo o
dylandogniano, já que isso afastaria qualquer risco de cancelamentos, além de permitir à editora lançar várias séries do personagem por aqui também. Conquistar mais leitores, apresentar o nosso "detetive" a
amigos, parentes e conhecidos, essa é a missão agora. Cumprida a mesma, logo estaremos comemorando mais três,
mais dez, mais trinta anos de Dylan Dog entre nós. Que assim seja!

Veja no
Fórum TEXBR imagens belíssimas de Dylan Dog capturadas na net. Clique
aqui.
Leia
também o texto publicado
em Dylan Dog 33, comemorativo aos 3 anos do personagem no Brasil.
Em
tempo:
Texto escrito por João Alessandro Müller, moderador da seção Dylan Dog
do Fórum TEXBR
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Dylan Dog
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