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Origem da série:
Precedido por um número zero - com acabamento gráfico diferente - o
primeiro volume da coleção "Um Homem, Uma Aventura" chegou às bancas
italianas em novembro de 1976, com a etiqueta da Editoriale Cepim (encarnação
da atual Sergio Bonelli Editore). Idealizada pelo próprio Sergio Bonelli,
o editor da coleção foi Decio Canzio, ambos autores de alguns roteiros.
Trinta foram os volumes publicados, com periodicidade variável, no arco
de cinco anos de vida da série (o último número saiu em novembro de
1980) e o preço de capa, durante a publicação, dobrou, passando de
2.500 liras em 1976 a 5.000 em 1980.
O que é?
Trata-se da primeira (e única, pelo menos até agora) coleção de álbuns
cartonados editada pela Sergio Bonelli. As cores e o acabamento
prestigioso (volumes de grande formato, 24 x 31,5cm, com a clássica
paginação francesa em 48 páginas, impressos em papel couchè de alta
gramatura) constituem a principal diferença em relação à tradição da
casa editora, mas é principalmente graças às inovações no conteúdo
que a série é lembrada como uma das melhores já propostas pela editoria
italiana de quadrinhos.
Quem são
os protagonistas?
O verdadeiro eixo
da coleção é mesmo a aventura, ou melhor, todos os gêneros da
aventura, daqueles mais clássicos àqueles menos freqüentados, mas
sempre inseridos num contexto histórico extremamente realístico, em
torno do qual giram as sagas humanas de heróis, anti-heróis e pessoas
comuns. Da exótica Legião Estrangeira à guerra dos Zulus na África do
Sul; dos Cangaceiros brasileiros à revolta dos Boxer na China; dos
misteriosos Thugs indianos à América do proibicionismo; da Itália
Sabauda ao legendário Nordeste americano; do misterioso Tibete ao jazz da
era de ouro do Harlem; dos cenários da Guerra Rússia-Japão àqueles da
Segunda Guerra Mundial; dos pântanos da Flórida ao árido deserto
africano; das ensolaradas Caraíbas às frias terras do Canadá.
Quem são
os autores?
A total ruptura com a
tradição editorial fica evidente até na escolha de privilegiar os
desenhistas na vitrine da capa, em prejuízo dos autores dos textos. Graças
a esta decisão, ao lado de autores completos e afirmados como Hugo Pratt,
Attilio Micheluzzi, Dino Battaglia, Sergio Toppi, Guido Crepax, Gino
D'Antonio e Alarico Gattia, tiveram a honra da ribalta alguns dentre os
desenhistas históricos da casa editora, como Aurelio Galleppini e Renato
Polese, e assinaturas até então menos conhecidas dos leitores
bonellianos, como Giancarlo Alessandrini, Guido Buzzelli, Milo Manara e
Ferdinando Tacconi; a ladear estes últimos, nos textos, além dos já
citados Bonelli, Canzio e D'Antonio, até um jovem mas promissor Alfredo
Castelli. A coleção teve também o mérito de hospedar prestigiosos
autores internacionais como Fernando Fernandez, Robert Gigi, Jo Oliveira e
Enric Siò, além de consagrar os insuspeitados dotes narrativos de um
autor como Bonvi e de batizar a primeira história em cores da dupla
Berardi & Milazzo já no ápice de sua colaboração.
No Brasil:
A EBAL (Editora
Brasil-América) publicou, entre 1978 e 1980, seis edições da série, no
mesmo formato italiano. Foram elas, pela ordem: O Homem do Nilo (Sergio
Toppi), O Homem da Legião (Dino Battaglia), O Homem do Caribe (Hugo
Pratt), O Homem da Zululândia (Gino D'Antonio), O Homem das Pirâmides
(Enric Siò) e O Homem de Chicago (G. Alessandrini). O 7° volume foi
anunciado, mas não saiu: O Homem de Pequim (Renato Polese).
Um Homem, Uma
Aventura
Confira as capas
e informações disponíveis no Portal TEXBR:
Série no
Brasil
Série na Itália
Em
tempo: Artigo
publicado na www.ubcfumetti.com,
escrito por Fabrizio Gallerani e traduzido por Julio
Schneider
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TEXBR
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