Mapa do Site do Homem Revólver

[ Portal TEXBR | Sites TEXBR | TEXBR NEWS | Fórum TEXBR | Loja Virtual ]
[
Artigos | Wallpapers | Mapa do Site | Busca Expressa | Classificados
[
Cadastre-se | Indique | Links | Ajude o TEXBR | E-mail | Expediente ]

 

uBC Fumetti
SBE Editore

TEXBR na internet desde 17/08/2000 Livraria Italiana
Editora Mythos

Júlia - FAQ 
Perguntas & Respostas


Verso&Reverso
Júlia foi criada por
Giancarlo Berardi,
o mesmo criador
de Ken Parker.
 



 

 

Julia - FAQ
Responde
Giancarlo Berardi

POR QUE UMA MULHER COMO PROTAGONISTA DA SÉRIE?
Para um homem, compenetrar-se na psicologia de uma mulher é como perscrutar um mistério fascinante e terrível, entrar num mundo alienígena e aprender a interpretar sua linguagem. A arte de contar histórias é, fundamentalmente, um ato de mimese – representação/imitação de gestos e palavras de terceiros. A minha geração cresceu com uma forte diferenciação entre os dois sexos: o macho devia ser macho tanto em suas características exteriores quanto nas interiores. E o mesmo vale para a fêmea.

Um modelo cultural que se torna um convite para se desfazer rapidamente daquele percentual do outro sexo que todo ser humano carrega dentro de si. Com o passar dos anos, entendi que era um empobrecimento. Com isso, comecei a cultivar minha parte feminina com grande cuidado. Hoje eu a identifico com a sensibilidade, com a percepção e com a fantasia criativa.

JULIA SE PARECE MUITO COM A ATRIZ AUDREY HEPBURN. POR QUE ESTA ESCOLHA?
Quando eu tinha cinco ou seis anos, Audrey Hepburn foi o meu primeiro amor cinematográfico. E o primeiro amor a gente nunca esquece!

QUAL É A FUNÇÃO DOS COADJUVANTES NAS HISTÓRIAS DE JULIA?
Nesta série (mas talvez em todas), os coadjuvantes são fundamentais. Tratando-se de uma narrativa realística, baseada no método objetivo, a protagonista é, o mais possível, a representação de um ser humano normal. Normal no sentido de que não tem conhecimentos ou poderes super-humanos, não pratica artes marciais e não sabe usar armas de fogo. Seus dons são a inteligência, o profissionalismo, a capacidade da empatia, a intuição. O contexto, porém, é o noir, no qual acontecem crimes particularmente violentos. Daí a necessidade de Julia ter relações com a polícia (o tenente Alan Webb e o sargento “BigBen Irving), e de ter ao seu lado um detetive particular, atlético e bom na “arte” de trocar socos (Leo Baxter). Já a negra Emily – como a gatinha Toni – faz parte do núcleo familiar, no papel duplo de colaboradora doméstica e de “ama-seca” protetora.

É VERDADE QUE, PARA A PREPARAÇÃO DA SÉRIE, VOCÊ FREQÜENTOU UM CURSO UNIVERSITÁRIO DE CRIMINOLOGIA?
Sim, eu freqüentei o Instituto de Medicina Legal de Gênova (Itália), como observador. Foi uma chance extraordinária para aprofundar meus conhecimentos sobre o assunto e para verificar pessoalmente a abordagem didática de um verdadeiro criminólogo. Além disso, tive a chance de consultar a enorme biblioteca do instituto, de onde tirei indicações para formar minha nutrida estante, com textos de psicologia, sociologia, psiquiatria, psicanálise, medicina legal, balística e criminologia. A estes se juntaram os romances, os contos policiais, os documentários, os filmes... um repertório interminável no qual continuo a pescar com a voracidade de um neófito e o escrúpulo do profissional.

QUAIS SÃO OS MODELOS CINEMATOGRÁFICOS OU LITERÁRIOS DE JULIA?
Minhas lembranças cinematográficas e literárias vão longe no tempo: penso em “M, o Vampiro de Dusseldorf”, de Fritz Lang; em “Psicose”, de Robert Bloch-Alfred Hitchcock; em “O Estrangulador de Boston”, de Richard Fleischer; em “No Way to Treat a Lady”, de William Goldman. O romance policial, nos seus vários subgêneros – entre os quais a “crime story” – sempre teve grande espaço em minhas leituras, tanto que, quando jovem, dediquei minha tese de mestrado à “Sociologia do Romance Policial”. Estou em débito com milhares de livros e de filmes; muitos, para poder citar todos.

JULIA CONFIA AS PRÓPRIAS IMPRESSÕES ÀS PÁGINAS DE UM DIÁRIO. SERÁ UMA PRESENÇA CONSTANTE EM SUAS HISTÓRIAS?
Acho que é um verdadeiro “leit motiv”, um elemento grandioso. As anotações no diário de Julia me permitem aprofundar seus pensamentos e emoções, superando os limites rigorosos da narração objetiva. Mas também é uma homenagem à escola californiana do romance policial – capitaneada por Hammett e por Chandler – que privilegia o narrar em primeira pessoa.

POR QUE 126 PÁGINAS EM VEZ DAS COSTUMEIRAS “94 BONELLIANAS”?
O aumento do número das páginas é uma necessidade ligada ao tipo de histórias e à peculiaridade do meu estilo de escrever. É muito difícil desenvolver uma trama de suspense em 94 páginas. Não há espaço material para colocar em cena os personagens, para fazê-los agir, para aprofundar as psicologias. Com trinta e duas páginas a mais também é possível trabalhar com o ritmo, que é importantíssimo. Na música, os acentos, as pausas, as acelerações e conseqüentes desacelerações constituem o fascínio de uma faixa. O mesmo vale para os vários tipos de contos. A respiração de quem lê deveria aumentar ou diminuir de freqüência em sintonia com a história.

O QUE DISTINGUE JULIA DOS OUTROS GIBIS POLICIAIS?
Em Julia há uma maior atenção à metodologia e à tecnologia dos modernos corpos investigativos, além da psicopatologia criminal. E há ela, a protagonista, com aquele seu misto de fragilidade e de decisão, com aqueles grandes olhos amendoados que penetram fundo, e aquele aspecto tão sensual...

Saiba mais:
Apresentação

Autores: 
Giancarlo Berardi , Criador e roteirista

topo da página
Julia
TEXBR



  Clique e entre nesse mundo!
  Seja um dos colaboradores desse Site!  

Página publicada sob licença da SBE e uBC - Itália
Organizada pelo QG-TEXBR - Brasil
Portal TEXBR na Internet desde 17/08/00

  Bonelli Comics