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Aos
Quadradinhos:
Júlia
F.
Cleto e Pina
Depois de
"Dampyr" há poucas semanas, mais uma nova personagem Bonelli
chega a Portugal, depois de se ter estreado em Itália em 1998 e há
poucos meses no Brasil. É a protagonista da revista "Júlia -
aventuras de uma criminóloga" e traz como (muito boa) referência
o nome do seu argumentista, Giancarlo Berardi, "pai", também,
num registo completamente diferente, do muito aconselhável western
"Ken Parker" que a ASA está a editar, no desadequado formato
de álbum franco-belga.
Júlia, foge ao estereótipo do "policial", através de uma
protagonista (em vez do habitual detective homem), que para mais é
criminóloga, ou seja, é privilegiado o lado psicológico, o mistério
e o suspense à acção, o que não significa que esta não esteja
presente.
A história de estreia, na qual Júlia persegue um serial-killer,
destaca-se pela forma consistente e pormenorizada como vai sendo
explanada ao longo das cerca de 400 páginas dos três primeiros números
da revista, numa equilibrada combinação entre o caso propriamente dito
e as angústias pessoais de Júlia, a nível pessoal, profissional e
sentimental, aproveitando Berardi para, através dela,
"passear" por algumas das frustrações, medos e ansiedades do
ser humano actual, num bem conseguido (e por isso incomodativo) retrato.

Copyright: ©
2005 Jornal de Notícias; F. Cleto e Pina
Domingo, 29 de Maio de 2005
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Em
tempo:
Informações
enviadas por José
Carlos Pereira Francisco, de Anadia,
Portugal, representante da Mythos Editora em Portugal e colaborador do
Portal TEXBR
Divulgado
em 01/06/05
topo da página
Julia
TEXBR
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