
Descrito por Berardi em sua introdução como um conto - daí o título, o episódio passa-se no vilarejo de Big Timber, em Montana Meridional, no fim de março de algum ano na segunda metade do século XIX.
A primavera chegou e Hermes, o Mágico, e sua trupe de saltimbancos cruzam as pradarias. Formam uma família feliz, mas têm um problema: o desejo incontrolável do avô de cometer pequenos furtos como forma de compensar a solidão da viuvez.
Perto de Big Timber, sua próxima parada, o grupo conhece e fica amigo de Ken Parker, que parte em seguida. Seus caminhos se cruzam outra vez na pequena cidade, onde um assalto coloca o herói de Berardi e Milazzo como principal suspeito.
Por reagir à prisão
injusta, Ken pode ser enforcado, fato que ajudará na reeleição do xerife. Sua única esperança é Hermes, que precisa descobrir o verdadeiro criminoso, antes que seja tarde demais.
Com pitadas de humor,
suspense e roteiro inteligente, mais uma vez Berardi transforma personagens secundários em figuras importantes na trama, que cativam e emocionam o leitor. A paixão entre o mágico e a esposa, por exemplo, serve para um momento de pura poesia.
Entre tapas e beijos, enquanto os dois discutem e iniciam uma carinhosa reconciliação, do lado de fora da casa o casal de cães da família parece fazer o mesmo, como se o diálogo dos humanos fosse compreendido por eles. Mais uma demonstração do talento e da sensibilidade de um dos mais importantes roteiristas de quadrinhos dos últimos 50 anos.
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Há
cenas muito engraçadas nesta história, que vale o investimento feito
na edição, como por exemplo a divulgação do mágico e sua trupe ao
chegar na cidade, quando a menina e o menino se desentendem quando
este último estoura os pratos nos ouvidos dela; ou quando o cão, no
início da história, vem com o produto do roubo à boca, um frango,
que depois será saboreado por toda a família e pelo relutante
Hermes... Não menos hilária é a cena onde Hermes e o filho estão
trepados no telhado da cadeia, amarrados de uma forma sui-gêneris que
somente Giancarlo Berardi poderia conceber... para não falar da
desastrosa queda... Enfim, mais uma história nostálgica com a marca
de Berardi e Milazzo!!
O CLUQ
assumiu inteiramente a publicação desta coleção, uma série produzida com um esmero sem precedentes no
quesito Rifle Comprido. Com tiragem limitada, a publicação de Ken Parker pelo CLUQ merece
estar em sua coleção. O editor é Wagner Augusto.
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Ken Parker 027 - Era uma Vez, editada em
fevereiro de 2004, 104 páginas, capa 4
cores, R$ 22,00,
publicado pelo CLUQ, medindo 16cm de largura por 23cm de altura.
Roteiro de Giancarlo Berardi, desenhos de Ivo Milazzo e Giorgio
Trevisan, capa de Ivo Milazzo.
Tradução e revisão: Julio Schneider
Referência
Brasileira - KEN PARKER 27 da
Editora Vecchi, Era uma Vez

Referência
italiana: Ken
Parker 027 - C´era una Volta
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