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Tex Willer, mais de 50 anos de aventuras Livraria Italiana
Editora Mythos

O mundo de Mágico Vento


Verso&Reverso
Magico Vento é um
personagem italiano
que retrata um wes-
tern mais realista!
 


 

O objetivo fundamental da série Mágico Vento é o de narrar a história e a mitologia do Oeste sem separar uma da outra. Cada episódio é elaborado com base em uma rigorosíssima documentação, seja no que tange à época, aos costumes, aos ambientes, às circunstâncias e aos personagens históricos que não raro aparecem nas histórias (como, por exemplo, Cavalo Louco, Nuvem Vermelha, o General Custer), seja no que se refere às cerimônias e aos ritos e mitos dos indígenas, assim como às crenças religiosas e científicas e às ilusões e superstições dos brancos.

A Fronteira de Mágico Vento não é, portanto, apenas um limite físico entre as terras exploradas e colonizadas e aquelas ainda desconhecidas; é uma linha tênue e sutil entre a dura e concreta realidade cotidiana e o misterioso e indecifrável universo do imaginário. Em ambas as dimensões, que quase sempre se misturam e se tornam uma só, tudo pode acontecer, e até eventos já exaustivamente explorados e descritos pelos historiadores podem aparecer aqui sob um enfoque totalmente novo. O cinema de Sam Peckinpah e de Sergio Leone deixou-nos bem claro que o velho Oeste heróico se foi para sempre; Mágico vento nasceu para atravessar uma última e definitiva fronteira, adentrando naquela secreta "Zona do Crepúsculo" onde as miragens e as ilusões, os pesadelos e os delírios se confundem com a realidade.

A saga de Mágico Vento se desenvolve no cenário das grandes pradarias dos Dakotas, na década de 1870, ou seja, no período imediatamente posterior à Guerra da Secessão, quando a ferrovia transcontinental recém havia sido inaugurada e a implacável obra de "civilização" do Oeste planejada pelos brancos preparava-se para tomar novas terras dos índios.



Gianfranco Manfredi, o idealizador e roteirista da série, assim ilustra a origem desta: "Tive a idéia há alguns anos, refletindo sobre a decadência do cinema western, que, à exceção de episódios esporádicos como 'Dança com Lobos' e 'O último dos Moicanos', parecia-me, e ainda me parece, copia descaradamente o estilo de Sergio Leone. Indagava-me: é possível encontrar um novo modo de contar o Oeste? Então retornei até as fontes e acabei 'descobrindo a roda': para os primeiros escritores da Fronteira, o Oeste representava 'o limite da realidade'. As histórias em fascículos de Buffalo Bill são repletas de fantasmas e de manifestações sobrenaturais, e até as memórias do General Custer nos apresentam as Grandes Planícies como o reino do desconhecido, uma terra de miragens e aparições. Aqui encontrei o fundamento para narrar o Oeste combinando história e lenda, aproveitando, ainda, uma certa propensão minha pelo horror e pelo mágico".



As histórias de Mágico Vento são episódios fechados, mas "em andamento". O personagem amadurece com o passar do tempo, descobrindo aos poucos novas coisas sobre si e novas maneiras de enfrentar as situações. O propósito é também o de evitar os perigos da repetição, que freqüentemente limitam a capacidade de evolução de um personagem com série regular. Assim, mesmo que haja a possibilidade de os leitores gostarem dos episódios singulares sem terem um conhecimento dos fatos narrados anteriormente, eles encontrarão sempre abertas as portas da curiosidade sobre o futuro do protagonista e sobre o desenrolar de suas aventuras.

Os desenhistas da série, em cuja seleção o editor do título, Renato Queirolo, teve um papel fundamental, trabalharam muito para representar graficamente as características inovadoras de um projeto como este, que une constantemente realismo e imaginação, aventura-western e horror. Eles tiveram uma particular atenção para transpor às páginas desenhadas todas as nuances da narrativa, a psicologia dos personagens e a dinamicidade das ações.

A realização gráfica do personagem de Mágico Vento, do seu amigo Poe e do seu inimigo número-um Howard Hogan, ficou a cargo de Bruno Ramella, que foi indicado por Manfredi e Queirolo. As capas são da autoria de
Andrea Venturi até o número 31; em seguida, a tarefa passa a Pasquale Frisenda, que a honra até o número 75, para depois ceder o lugar a Corrado Mastantuono. Os episódios mensais foram alternados entre os desenhistas José Ortiz, Giuseppe Barbati, Bruno Ramella, Corrado Mastantuono, Pasquale Frisenda, Goran Parlov, Paolo Raffaelli, Sicomoro, Giez, Stefano Biglia, Ivo Milazzo, Luigi Piccatto e Corrado Roi. Cada um deles acrescentou algo de valioso ao personagem e à série, embora respeitando a continuidade, as escolhas estilísticas e a narrativa em seu contexto.



Em tempo:
Informações para montar esta página foram remetidas por Rodrigo Bratz, a partir de textos traduzidos e imagens obtidas do site da SBE.

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Mágico Vento
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