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A História
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Ficha Técnica

Nessa edição:
Mágico Vento se lembra de uma técnica que aprendeu com Cavalo Manco, de cutucar besouros e
provocar sua raiva para através disto criar trovões no céu. Achando os bichos, Mágico Vento os provoca e trovões
logo são
ouvidos.
Você
sabia?
Faca Comprida, título desta edição, foi o apelido dado pelos
índios a Beaumont, por utilizar-se de uma adaga, ou seja, de uma faca
comprida!
Depoimento:
Desde que comecei a ler Mágico Vento, esta foi a melhor história que li, a arte de escrever de Manfredi é um verdadeiro suspense em seu faroeste de terror, que sempre revela conhecimentos sobre o índio americano. A arte de Babarti e Ramela também é muito boa, extremamente detalhista, se você não lê esta série, esta perdendo muito!
Raphael Alvarez
de Araújo
Raphael Alvarez
de Araújo
é colaborador do Portal TEXBR e escreveu a
resenha para compor esta página em maio de 2003 (Portal TEXBR).
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Sinopse: Um
grande luto atingiu Mágico Vento e sua tribo. Cavalo Manco é
encontrado morto e o que é pior... sua cabeça sumiu! Este é apenas o início de uma
longa caça a um inimigo misterioso, demoníaco e invencível, que fará
de tudo para derrotar Ned Ellis...

O velho xamã Cavalo Manco e seu guerreiro Castor
Pequeno vão até as margens do rio Amarelo e, numa distração do xamã, Castor Pequeno
some. Porém, quando encontrado por Cavalo Manco, é apenas um corpo sem
vida, inerte e escalpado.
Sem enteder nada,
ouve uma voz atrás de si e vira-se, enxergando o que parece ser um caçador, mostrando o escalpo do jovem índio.
Irado, Cavalo Manco ataca o caçador, mas este é mais forte e golpeia o
velho xamã, fazendo-o cair.
Mas eis que surge
então um cavaleiro com uniforme confederado que manda o homem de
afastar do índio, para, em seguida, matá-lo com um golpe seco de sabre
na garganta. Cavalo Manco agradece, mas não imagina o que o estranho
desconhecido desejava. Sem querer agradecimentos, o cavaleiro
confederado irrompe contra Cavalo Manco, que tem sua cabeça sordidamente decepada.
Cervo Amarelo encontra os corpos dos índios, mas sem a cabeça do xamã. Volta a sua aldeia e
conta aos outros o acontecimento. Rabo de Touro manda então Mata-a-si-próprio ir buscar Mágico Vento, para desvendar o caso.
Ao chegar em Blizzard, Mata-a-si-próprio é seguido por alguns
cavaleiros e aí encontra Poe retirado num escritório. Ao entrar, começa o tiroteio em perseguição ao índio.
Logo surge Mágico Vento, nas poeiras do vento, para confundir os adversários com chumbo no corpo.
Feita as apresentações, os três rumam a aldeia de Rabo de
Touro, onde este último recebe Mágico Vento e relata toda história. Poe e Mágico Vento se dirigem para o local do
ocorrido e lá encontram o corpo do caçador morto. Ao revirar suas coisas, acham um folheto do "Morrison Store",
da cidade de Campbell, que é filiada a "The American Fur Company", companhia de peles.
Rumando a Campbell para saber quem decapitou o líder xamã, Mágico Vento entra na cidade e logo encontra a "Morrison
Store". Na entrada um pistoleiro mal encarado os recebe de mal grado, Morrison, o dono da loja, conversa sobre as iguarias que possuí para venda, Poe inventa uma desculpa de que ele e Mágico vento são feirantes e gostam de coisas exóticas como escalpos, e perguntam sobre uma cabeça de índio sioux, falam que quem os enviou foi um caçador grandão, que estava perto do rio
Rabbit (rio Amarelo).
Pelas
indicações, Morrison reconhece Brad Owen, caçador de escalpos na região e matador de Castor Pequeno, Morrison acha
estranho e nota que Mágico Vento veste calças do exército. Achando que ele pode trazer complicações, seu empregado pistoleiro entra na loja, mas logo recebe um balaço no peito e morre por uma artimanha causada por Mágico Vento.
Ao sair da loja eles se deparam com Eddy Fender, um dos comerciantes e trafiacantes de escalpos da região, que chama Poe e Mágico Vento para entrarem e conversarem um pouco, assim Fender pede a seu criado Moses, para que traga bebida as visitantes. Mágico Vento conta sobre a cabeça do xamã desaparecida e diz que se a cabeça não aparecer os sioux podem iniciar uma rebelião.
Moses escuta toda conversa.
Logo que os dois saem do escritório de Fender, Moses vai à seu canto vodu, invocar paz a seus espíritos, mas a feitiçaria é
influenciada por Damballah, um espírito maligno representado por uma cobra, que o morde deixando sem forças.
Mágico Vento e Poe estão num estábulo para passar a
noite. Com sonhos maus, Mágico Vento acorda repentinamente e percebe
que Moses está ali. Moses começa a contar quem foi Louis Beaumont e de
como se apoderava de cabeças para roubar suas almas através de feitiços
vodu.
Conta
também que, na época da guerra de Secessão, Beaumont liderou uma coluna e foi invencivél até a tomada de Nova Orleans, quando foi capturado e levado a um campo de concentração perto de Grand River e dado como morto, Beaumont tem em seu peito a marca de serpente e se diz filho do espírito Damballah. Moses acaba morrendo pela mordida da serpente, então Mágico Vento resolve ir até o local onde morreu Beaumont, mas Poe fica na cidade para vigiar Fender.
No enterro de Moses, Mágico Vento e Poe são os únicos presentes, mas surge um jornalista, Jim Brennan, que logo leva Poe a seu local de trabalho em frente ao "Morrison
Store". Lá eles assitem a chegada do arqui-inimigo de Mágico Vento, Howard Hogan e Chivington, massacrador de índios que logo vão ter uma conversa com Fender.
Beaumont vai
em busca de sua vingança contra o Capitão Clem Sutton, que o fechou num caixão no campo de concentração.
Beaumont mata a mulher de Sutton e pega seu filho.
Hogan fica sabendo da chegada de Mágico Vento e Poe, e pede que ambos sejam capturados. Brennan arma uma armadilha para que Poe não seja capturado, os capangas de Fender acham Brennan e perguntam onde está os dois forasteiros, o jornalista engana-os mas por pouco tempo logo voltam e
espancam Brennan, pois Poe ainda continua na cidade. Ao entrar no armazém onde Brennan diz que Poe se esconde, um dos capangas
aciona a armadilha e explode todo o local.
Mágico Vento
encontra a tumba de Beaumont, e lá um ex-soldado confederado, Casey, que conta sobre Beaumont nos tempos de guerra no campo de concentração. Tiros no ar são ouvidos e Mágico Vento
e Casey partem ao encontro de Beaumont com seu prisioneiro, Sutton e seu
filho.
Para se vingar, Beaumnont
conta com sua guarda pessoal de peles-vermelhas. São estes que são
incumbidos de enterrar o filho de Sutton vivo. Casey parte e atira contra Beaumont, mas o invencível inimigo o decapita e joga sua cabeça numa vala.
Mágico Vento se lembra de uma técnica que aprendeu com seu "pai" Cavalo Manco, de cutucar besouros e
provocar sua raiva para criar trovão no céu. Achando os bichos, Mágico Vento os provoca e trovões são
ouvidos. Os índios, incrédulos, vêem os prodígios e acham que se trata do
Deus Trovão jogando sua ira sobre a desobediência, logo os índios deixam de obedecer Beaumont,
o "Faca Comprida".
Sutton
consegue resgatar seu filho debaixo de uma chuva de corvos. Mágico Vento laça Beaumont pelo pescoço e o arrasta até o
rio, mas Beaumont consegue fugir. Mágico Vento retorna então à cabana
e os índios que seguiam Beaumont contam por que o seguiam e porque agora o
deixaram.
Mas a
partida não está terminada, Mágico Vento logo parte em busca da
cabeça de Cavalo Manco, disposto a arrancar Beaumont de seu esconderijo
e livrar-se daquele inimigo.
Ao se dirigir para Snake Camp, uma mina abandonada, Mágico Vento lembra-se de uma visão e
prepara-se para vingar a morte de seu "pai" e xamã Cavalo Manco...
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Margens do rio Amarelo, aldeia sioux de Rabo de Touro, Blizzard, Campbell, Morrison Store, Escritório de Eddy Fender, Grand River, antigo campo de concentração e Snake Camp.
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Mágico Vento, Poe, Louis
Beaumont (+), Cavalo Manco (+), Mata-a-si-próprio, Morrison, Eddy Fender,
Moses (+), Jim Brennan, Clem Sutton, General Chivington, Casey (+).
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Para compor essa página foi tomada como
base a revista MV-006 - Faca Comprida , publicada
em 13 de dezembro de 2002, pela Editora Mythos, medindo
13,5cm de largura por 17,7cm de altura. Esta edição tem 100
páginas. Preço R$ 4,90. Textos de Gianfranco Manfredi e
desenhos de Giuseppe Barbati e Bruno Ramela, capa de Andrea Venturi.
Tradução: Julio Schneider, Editor: Dorival Vitor Lopes.
Letras: Caio Lopes e Marcos Valério.
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Série Brasil
Magico Vento
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