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Tito
Faraci, o roteirista desta edição, é um vulcão
de idéias. Italiano nascido em 1965, foi crítico
musical por alguns anos até chegar à Disney e
depois escrever histórias de Diabolik e Lobo
Alberto, dois sucessos das HQ européias. Em 1999
chegou à SBE, movendo-se com igual desenvoltura em
várias séries: Dylan
Dog, Nick
Raider, Martin Mystère
e Chico. Faraci também criou um personagem próprio,
Brad Barron, astro de uma minissérie em 18 edições,
e agora voltou suas idéias para Tex, cuja primeira
história será publicada no Brasil em TEX-462. Fora
da Bonelli, foi o autor da primeira aventura do
Homem-Aranha made
in Italy, com desenhos do disneyano Giorgio
Cavazzano, e de uma graphic
novel ambientada na Roma antiga dos tempos de
Asterix, recém-lançada no Brasil pela Panini e
intitulada A
Última Batalha. O desenhista deste MV, Corrado
Mastantuono, fez apenas 4 histórias do nosso herói
(edições 5, 25, 42 e esta) e será o capista da série
a partir de MV 76. Corrado também é o ilustrador
do Tex Gigante que está nas bancas, O Profeita Indígena, e nesse gibizão pode ser conferida uma
entrevista interessante com o desenhista romano.
Falemos um pouco de O
Bando dos Inocentes, MV 63, trama inspirada num
fato histórico, como se viu na Blizzard Gazette da
mesma edição.

A idéia, um pouco mais romanceada,
inspirou Mauro Boselli a fazer a fantástica história
de Tex O
Passado de Kit Carson (Tex 317/320, Globo,
1996). A cidade de Bannack virou Bannock (com "o") e
os bandidos eram "inocentes" só no nome. Alguns
pontos em comum: o bando também era numeroso,
atacava carregamentos de ouro com base em informações
de espiões insuspeitáveis, o chefe era realmente o
xerife da cidade, usavam como marca característica
uma bandana vermelha (e não preta) e no fim foram
quase todos exterminados por um comitê de
vigilantes formado por alguns notáveis do lugar. Em
mais uma prova de que uma boa idéia pode render
mais de uma boa história nas mãos de autores de
talento, em MV 63 se fala do mito do "solitário",
um raro cavalo selvagem que, por não viver em bando
como os demais, é considerado pelos índios como
sagrado e intocável. Os texianos por certo se
lembraram de O
Corcel Sagrado (Tex 22, Vecchi, 1972) e de O
Filho do Vento, Tex Anual de 2004. Por fim, como
notou Giorgio Loi, articulista da uBC Itália, por
seu temperamento e aparência, Vênus, a enérgica
protagonista de MV 63, lembra muito a personagem
Vienna do filme "Johnny
Guitar" (1954), interpretada por Joan
Crawford. Mitakuye
Oyasin!
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