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A História
Ambientação
Personagens
Curiosidades
Ficha Técnica
Nesta
edição:
A volta da série regular de Martin Mystère ao Brasil, depois de 10 anos
Você
sabia?
Segundo uma nota da aventura, o livro de Toth seria um antigo e lendário livro egípcio que continha todo o conhecimento passado e futuro.
Depoimento:
A ser desenvolvido
Tiago Pavinato Klein
Tiago Pavinato Klein mora em
Porto Alegre, RS, e escreveu esta resenha para compor esta página em
setembro 2003 (QG-TEXBR).
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Sinopse:
Martin Mystère tenta localizar um conjunto de quadros que podem narrar a história de Atlântida. Mas seu arqui-inimigo, Segej Orloff, também está atrás deles.

Na ilha de Oak Island, Martin Mystère descobre o segredo para esvaziar um misterioso poço, através de uma passagem no mar. MM e Java descem no poço vazio pendurados por cordas, e encontram, numa pedra, o desenho símbolo da Atlântida.
Os homens de negro sabotam a expedição, cortando as cordas dos dois, que ficam presos. Fecham a saída do mar e o poço volta a se encher de água. No poço, MM e Java encontram uma passagem, onde há uma fabulosa tecnologia. A água provoca um curto-circuito nas máquinas. Sem tempo para examinar, saem pela passagem e fogem numa lancha. Há uma grande explosão, destruindo o equipamento e matando Ferris e os outros homens.
Já em casa, Martin recebe a visita de Sara Tane, cigana, que fora expulsa da sua comunidade acusada de ter vendido 3 quadros importantes e embolsado o dinheiro. Na verdade, os quadros foram roubados por Orloff. Sara reproduz o desenho dos quadros, e Martin Mystère deduz que são apenas parte de uma grande coleção.
Sara conta uma lenda de quem os teria desenhado, e que narrariam a história de uma antiga civilização. A julgar por um dos desenhos, seria a história de Atlântida. Após, Sara reproduz um outro desenho que, para Martin, indicaria o local onde todas as imagens estariam escondidas. Usando de seu raciocínio, Martin deduz que seria na Ilha de Creta, para onde ele, Java e Sara viajam em seguida.
Iniciam a procura no Palácio de Cnossos. Durante a noite, Orloff invade o quarto de Martin no hotel, paralisando Sara com sua arma de raios. Ameaça matá-los se Martin não contar onde estão os quadros. Este diz que não sabe, e Orloff vai matar a ele e Sara, quando Java intervém e os salva. Orloff foge.
A busca prossegue na cidade de Festo, para onde o trio vai, seguido por Orloff. Em Festo, encontram uma outra comunidade
cigana. É nas ruínas de um palácio em Festo que Martin Mystère vai descobrir a localização e o sentido dos quadros procurados, e onde Sara poderá ter o seu perdão. Mas, antes, terão de enfrentar Orloff.
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Um acampamento cigano no Broklin, Nova Iorque; a ilha de Oak Island, na Baía de Mahone, Nova Escócia; a casa de Martin Mystère, na Rua Washington News, Nova Iorque; ilha de Creta, onde nossos heróis andam pela cidade de Iráklion, por Cnosso e as ruínas de um palácio, e a cidade de Festo, em um antigo sítio arqueológico.
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Martin Mystère, Sara Tane, Java, Orloff, Diana, um velho cigano, um vendedor, Marie-Salomé, Krastel, Ferris (+), porteiro de hotel (+), outros ciganos.
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Leia a mensagem
editorial desta edição.
Esta edição marca a volta da série regular de Martin Mystère ao Brasil, depois de 10 anos. Há um texto de apresentação do personagem e seu autor, Alfredo Castelli. Erroneamente, o texto indica Castelli como criador de Allan Quatermain (que, na verdade, foi criado pelo escritor inglês Henry Ridder Haggard [1856-1925] no livro As minas do rei Salomão, de 1885). A edição ainda possui um erro de impressão no cabeçalho da história, sobrepondo os nomes do roteirista e do desenhista, tornando-os ilegíveis.
A aventura é uma grande aula de História, geografia, mitologia, entre outras coisas. Aí vão algumas referências interessantes:
- Ciganos: as quatro primeiras páginas trazem uma apresentação de elementos da cultura cigana. Originários de Bizâncio, atualmente são estimados de 5 a 10 milhões de membros no mundo, que falam a língua cigana, mesclada com elementos lingüísticos de vários países. Dividem-se em 3 grupos distintos: Kaldera (Península Balcânica, Europa Central, Japão, Canadá, África do Sul, Austrália), Gitanos (Espanha, Portugal, França, Alemanha, Norte da África e América do Sul) e Manouches (principalmente Itália, mas também França, Alemanha, antiga URSS e Canadá).
- Cnossos é conhecida como a capital do rei mítico Minos, que deu nome à civilização grega pré-helênica (minóica). Construído na Idade do Bronze Médio, o primeiro palácio desapareceu por volta de 1750 a.C., sendo depois reconstruído. Há a lenda do minotauro, ser monstruoso da mitologia grega, meio homem e meio touro. O rei Minos fechou-o no labirinto do palácio. O minotauro alimentava-se de carne humana, e a cidade de Atenas foi condenada a pagar um tributo anual de sete meninas virgens e sete rapazes, que eram dados ao monstro. O minotauro foi finalmente derrotado por Teseu, um dos jovens envidados para o sacrifício.
- O disco de Festo, do qual Martin Mystère compra uma reprodução durante a viagem, é datado de aproximadamente 1650 a.C. e traz 210 signos pictográficos não decifrados.
- O tarô é um baralho de 78 cartas ou lâminas especiais, de origem desconhecida, usado no jogo do mesmo nome ou na cartomancia. Conhecido na Europa a partir do século XIV, constitui-se de 22 arcanos maiores (com figuras simbólicas da realidade e diversos sinais) e 56 arcanos menores (que deram origem ao atual baralho).
- Segundo uma nota da aventura, o livro de Toth seria um antigo e lendário livro egípcio que continha todo o conhecimento passado e futuro.
A aventura ainda traz toda a explicação sobre o sistema de numeração binário.
Nas páginas 39 a 41, Java aparece arrumando uma árvore de Natal. É que a história foi publicada originalmente em dezembro de 1984, no número 33 da série italiana.
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Para compor essa página foi tomada como
base a revista MM-001 - O Enigma do LIvro de Toth!,
editada em agosto de 2002, 100 páginas, R$ 4,90,
publicada pela Mythos Editora, medindo 13,5cm de largura
por 17,7cm de altura. Texto de A.Castelli, desenho
de Angelo Maria Ricci e capa de Giancarlo Alessandrini.
Tradução: Julio Schneider, Adaptação: Dorival V.
Lopes, Letras: Marcos Valério da Silva.
Referência
italiana: Martin Mystère n.033
- Il Libro di Toth (dezembro de 1984)
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