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uBC Fumetti
SBE Editore

Tex Willer, mais de 50 anos de aventuras Livraria Italiana
Editora Mythos

Mister No 009
Mister No vai à Guerra!


Verso&Reverso
Mister No é um piloto
experiente que vive
a maioria de suas
aventuras no Brasil.
 



A História

Ambientação
Personagens
Curiosidades
Ficha Técnica

Nesta edição: as conseqüências de um fato ocorrido na Segunda Guerra Mundial perseguem  Mister No dez anos depois, em plena selva amazônica.

Você sabia? Nesta  história, Mister No perde sua patente de oficial da Força Aérea Americana e por pouco não vai para a Corte Marcial.

Depoimento:esta é uma história eletrizante onde podemos ver que em seu passado militar, Mister No já fazia jus ao seu apelido, causando dores de cabeça em seus superiores. 
Alexandre Fontoura Doeppre

Alexandre Fontoura Doeppre escreveu esta resenha para o Portal TEXBR. Ele mora em Novo Hamburgo, RS, Brasil. Esta resenha foi publicada pelo Portal TEXBR em março de 2005 (QG-TEXBR).

 

Mister No 008 - A Feiticeira dos AndesMister No 009 - Mister No vai à Guerra!Mister No 010 - Aquela Maldita Ponte

Clique sobre a imagem de capa para ampliar! 

Sinopse: Como sempre, Mister No está encrencado. A sede de vingança consome o senador texano Redford, convencido de que Mister No matou seu filho George durante a Segunda Guerra Mundial, quando os dois jovens eram oficiais da aviação americana nas Filipinas. Redford está para matar Jerry, com a ajuda de dois assassinos, quando nosso herói, para ganhar tempo, passa a contar sua versão dos fatos.


No bar do Hotel Amazonas, em Manaus, o senador americano Redford quer contratar Mister No para conduzir a ele e seus acompanhantes Gordon e Randy por um safári na selva amazônica. Porém, o piloto recusa o serviço, alegando estar farto de trabalhar para pessoas que se divertem atirando em animais indefesos. Decidido a ter Mister No a seu lado, o senador desiste da caçada e propõe que eles façam apenas uma excursão fotográfica. Mister No concorda e, no dia seguinte, guia seus compatriotas para a região entre os rios Maués e Tapajós.

Após algumas horas de caminhada, uma forte chuva e a fadiga convencem os turistas a fazer uma parada num tapiri próximo. Enquanto Mister No prepara o jantar, o senador pede a ele para examinar sua arma. De posse da Luger de Mister No, o senador passa a pistola para Gordon e saca seu Colt, apontando-o para o piloto. Mister No pensa que se trata de uma brincadeira, mas o senador passa a ameaçá-lo. Ao advertir o senador para que pare, é espancado por Randy.

Com o piloto sob a mira de seu Colt, o senador explica que é o pai do tenente George Redford, morto em 1942 em missão nas Filipinas. Após longas investigações no pós-guerra, o senador obteve informações de que seu único filho foi morto por um dos seus próprios companheiros de batalha, alguém que o odiava muito...o soldado Jerry Drake!

Mister No diz que é mentira e que foi o único que presenciou a morte do tenente Redford, tendo relatado exatamente o que aconteceu a seus superiores. O senador afirma que suas fontes são extra-oficiais e dignas de confiança, testemunhas dos freqüentes conflitos entre seu filho e Drake.

Quando o senador está prestes a executar Mister No, um barulho na floresta chama a atenção de Gordon, que alerta os demais. A aproximação de um jovem índio é interpretada como um ataque pelos capangas do senador, que atiram no garoto. Mister No tenta impedir, mas é nocauteado por Randy. Quando volta a si, propõe que o senador ouça a sua versão dos fatos antes de apertar o gatilho.

Redford aceita e Mister No conta que seu filho foi o último piloto a chegar a base de San Manuel, nas Filipinas, em 1942. Logo ficou claro que ele era um privilegiado. O conflito entre os tenentes Drake e Redford teve início após um ataque aéreo americano às forças japonesas no Golfo de Lingyen. Separado da esquadrilha e voando em meio a uma tempestade tropical, Mister No avista o caça P-40 do piloto Jack Vernon, que imediatamente mergulha para metralhar um alvo no solo. Drake nota estarrecido que o alvo é uma coluna de soldados americanos em marcha e antes que possa deter seu colega, passa a ser perseguido por um caça Zero japonês. Livrando-se de seu inimigo, Drake vislumbra os corpos dos soldados mortos espalhados pelo solo. Retornando à base, descobre que o piloto Jack Vernon estava doente e outra pessoa estava pilotando seu P-40: o tenente George Redford.

Adentrando furiosamente o gabinete do coronel Wolsey, Mister No exige que Redford seja afastado da pilotagem. Wolsey diz que não fará isso, pois o acidente ocorreu por problemas de visibilidade e ordena que Mister No fique confinado em seu alojamento por uma semana.

Passado o período de reclusão, Mister No vai ao bar da base rever seus companheiros. Redford chega pouco depois, gabando-se de que foi indicado para uma medalha. Drake, já bêbado, o acusa de massacrar os soldados da infantaria. Começa a pancadaria e policiais militares são chamados para prender Mister No, mas este foge em direção à pista de decolagem e embarca num P-40. Alucinado, ele tenta decolar, mas o jipe da polícia corta a frente do avião, fazendo-o bater no barracão de comando, destruindo o gabinete do coronel Wolsey.

Uma semana depois, já recuperado de seus ferimentos, Mister No é expulso da Força Aérea e tranferido para a 31ª Divisão de Infantaria, rebaixado a soldado. No mesmo dia, começa a retirada para Bataan.

Algum tempo depois, o soldado Drake e seus colegas de infantaria presenciam a derrubada de um P-40 por dois caças Zero. O piloto consegue ejetar, mas cai em território inimigo. O comandante da companhia ordena que seja formada uma patrulha para o resgate,pois o piloto leva documentos importantes para o quartel-general.

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Nos anos 50: Manaus e selva amazônica, na região entre os rios Maués e Tapajós. 

Em 1942, nas Filipinas: base da Força Aérea Americana em San Manuel e península de Bataan.

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Nos anos 50: Mister No (Jerry Drake), senador Redford, Gordon, Randy, garoto índio (+).

Em 1942, nas Filipinas: Mister No (Jerry Drake), Tenente George Redford, Coronel Wolsey, Capitão Mayer, Tenente Stanley, Tenente Ricky Wilber, Tenente Hollyster, soldados americanos (+), policiais militares. 

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As imagens de miolo desta edição foram retiradas da revista Mister No 009, publicada em março de 2003 pela Mythos Editora.

  

Houve aumento no número de páginas nesta edição, de 100 para 116. 

Abrindo a edição, as página 03 e 04 trazem o texto "Um certo Jerry Drake, vulgo Mister No...", escrito por Júlio Schneider, apresentando o personagem.

O jazz é a trilha sonora das aventuras de Mister No e nosso herói sempre canta "When the saints go marchin'in" quando está de bom humor. Trata-se de uma canção folclórica originária de Nova Orleans, no início do século XX. Sua autoria é desconhecida, mas faz parte do repertório da maioria dos cantores de jazz, como Louis Armstrong e Dr. John. "Body and soul", tocada ao piano pelo Tenente Ricky Wilber nas páginas 76 a 83, foi composta por Edward Heyman, Robert Sour, Frank Eyton e John Green, em 1930. Já nas páginas 84 a 86, é tocada "How high the moon", composta por Nancy Hamilton e Morgan Lewis em 1940, já interpretada por Ella Fitzgerald e Nat King Cole. Informações fornecidas por Émerson Marques Lopes, editor do Guia de Jazz na Internet.

O tapiri, onde Mister No e seus clientes vão se abrigar da chuva, é uma cabana rústica, usada pelos seringueiros para processar o látex. Trata-se de um teto feito de folhas e galhos, amarrado nas árvores.

Mister No sempre adverte seus clientes, até mesmo os que querem matá-lo, que devem cobrir o corpo o máximo possível para evitar as picadas de piuns (mosquitos-pólvora) e mosquitos comuns. Para se proteger deste inconveniente, os índios da região fazem uso de repelentes naturais, feitos à base de raízes, sementes e folhas ou gordura de animais aquáticos e terrestres. Existem até os que já se acostumaram com as picadas, dispensando qualquer proteção.

Na página 85, os pilotos apreciam um pôster da atriz Betty Grable, na parede do bar da base de San Manuel. Musa favorita dos soldados americanos na Segunda Guerra, Betty Grable era atriz, dançarina e cantora. Fez mais de 40 filmes desde 1929 até 1955. Contracenou com Marilyn Monroe em "Como agarrar um milionário" (1953). Nos anos 40, suas pernas admiráveis foram asseguradas pelo banco Lloyds de Londres por 1 milhão de dólares. Morreu em 1973.

O caça-bombardeiro Curtiss P-40 entrou em serviço na primavera de 1940 e participou até o fim da Segunda Guerra. Foi usado também por britânicos e russos. Seu baixo custo de produção e manutenção compensavam sua deficiência em grandes altitudes. Apesar de já estar obsoleto na ocasião do ataque a Pearl Harbour (1941), era forte e confiável, sendo talvez o único que resistiu às árduas condições operacionais e ambientais do sudeste asiático, em 1941 e 1942.

O caça Zero foi o terror dos céus do Pacífico até ser suplantado por caças aliados mais avançados, a partir da batalha de Midway. O cockpit do piloto e os depósitos de combustível nas asas do Zero não eram blindados, o que conferia leveza ao avião e o tornava muito manobrável. Porém, isto o deixou vulnerável diante de aeronaves adversárias mais modernas.

Conhece alguma curiosidade desta edição? Envie pro Portal TEXBR e deixe seu nome registrado como colaborador.

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MN-009 - Mister No vai à Guerra!, publicada em março de 2003, pela Mythos Editora, medindo 13,5cm de largura por 17,7cm de altura. Esta edição tem 116 páginas. Preço R$ 5,50. Textos de Guido Nolitta e desenhos de Roberto Diso, capa de G. Ferri.  Tradução de Júlio Schneider, adaptação de Dorival Vitor Lopes, letras de Caio Lopes e Marcos Valério.

Referência italiana: Mister No n.51 - B-24 Carico di Morte (agosto de 1979) e Mister No n.52 - Mister No va alla Guerra  (setembro de 1979)

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Mister No
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