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A História
Ambientação
Personagens
Curiosidades
Ficha Técnica
Nesta
edição: as
conseqüências de um fato ocorrido na Segunda Guerra Mundial perseguem
Mister No dez anos depois, em plena selva
amazônica.
Você sabia? Nesta
história, Mister No perde sua patente de oficial da Força Aérea
Americana e por pouco não vai para a Corte Marcial.
Depoimento:esta
é uma história eletrizante onde podemos ver que em seu passado
militar, Mister No já fazia jus ao seu apelido, causando dores de
cabeça em seus superiores.
Alexandre
Fontoura Doeppre
Alexandre
Fontoura Doeppre
escreveu esta resenha para o Portal
TEXBR. Ele mora em
Novo Hamburgo, RS,
Brasil. Esta resenha foi
publicada pelo Portal TEXBR em março de 2005 (QG-TEXBR).
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Sinopse: Como
sempre, Mister No está encrencado. A sede de vingança consome o
senador texano Redford, convencido de que Mister No matou seu filho
George durante a Segunda Guerra Mundial, quando os dois jovens eram
oficiais da aviação americana nas Filipinas. Redford está para matar
Jerry, com a ajuda de dois assassinos, quando nosso herói, para ganhar
tempo, passa a contar sua versão dos fatos.

No
bar do Hotel Amazonas, em Manaus, o senador americano Redford quer
contratar Mister No para conduzir a ele e seus acompanhantes Gordon e
Randy por um safári na selva amazônica. Porém, o piloto recusa o
serviço, alegando estar farto de trabalhar para pessoas que se divertem
atirando em animais indefesos. Decidido a ter Mister No a seu lado, o
senador desiste da caçada e propõe que eles façam apenas uma excursão
fotográfica. Mister No concorda e, no dia seguinte, guia seus
compatriotas para a região entre os rios Maués e Tapajós.
Após
algumas horas de caminhada, uma forte chuva e a fadiga convencem os
turistas a fazer uma parada num tapiri próximo. Enquanto Mister No
prepara o jantar, o senador pede a ele para examinar sua arma. De posse
da Luger de Mister No, o senador passa a pistola para Gordon e saca seu
Colt, apontando-o para o piloto. Mister No pensa que se trata de uma
brincadeira, mas o senador passa a ameaçá-lo. Ao advertir o senador
para que pare, é espancado por Randy.
Com
o piloto sob a mira de seu Colt, o senador explica que é o pai do
tenente George Redford, morto em 1942 em missão nas Filipinas. Após
longas investigações no pós-guerra, o senador obteve informações de
que seu único filho foi morto por um dos seus próprios companheiros de
batalha, alguém que o odiava muito...o soldado Jerry Drake!
Mister
No diz que é mentira e que foi o único que presenciou a morte do
tenente Redford, tendo relatado exatamente o que aconteceu a seus
superiores. O senador afirma que suas fontes são extra-oficiais e
dignas de confiança, testemunhas dos freqüentes conflitos entre seu
filho e Drake.
Quando
o senador está prestes a executar Mister No, um barulho na floresta
chama a atenção de Gordon, que alerta os demais. A aproximação de um
jovem índio é interpretada como um ataque pelos capangas do senador,
que atiram no garoto. Mister No tenta impedir, mas é nocauteado por
Randy. Quando volta a si, propõe que o senador ouça a sua versão dos
fatos antes de apertar o gatilho.
Redford
aceita e Mister No conta que seu filho foi o último piloto a chegar a
base de San Manuel, nas Filipinas, em 1942. Logo ficou claro que ele era
um privilegiado. O conflito entre os tenentes Drake e Redford teve início
após um ataque aéreo americano às forças japonesas no Golfo de
Lingyen. Separado da esquadrilha e voando em meio a uma tempestade
tropical, Mister No avista o caça P-40 do piloto Jack Vernon, que
imediatamente mergulha para metralhar um alvo no solo. Drake nota
estarrecido que o alvo é uma coluna de soldados americanos em marcha e
antes que possa deter seu colega, passa a ser perseguido por um caça
Zero japonês. Livrando-se de seu inimigo, Drake vislumbra os corpos dos
soldados mortos espalhados pelo solo. Retornando à base, descobre que o
piloto Jack Vernon estava doente e outra pessoa estava pilotando seu
P-40: o tenente George Redford.
Adentrando
furiosamente o gabinete do coronel Wolsey, Mister No exige que Redford
seja afastado da pilotagem. Wolsey diz que não fará isso, pois o
acidente ocorreu por problemas de visibilidade e ordena que Mister No
fique confinado em seu alojamento por uma semana.
Passado
o período de reclusão, Mister No vai ao bar da base rever seus
companheiros. Redford chega pouco depois, gabando-se de que foi indicado
para uma medalha. Drake, já bêbado, o acusa de massacrar os soldados
da infantaria. Começa a pancadaria e policiais militares são chamados
para prender Mister No, mas este foge em direção à pista de decolagem
e embarca num P-40. Alucinado, ele tenta decolar, mas o jipe da polícia
corta a frente do avião, fazendo-o bater no barracão de comando,
destruindo o gabinete do coronel Wolsey.
Uma
semana depois, já recuperado de seus ferimentos, Mister No é expulso
da Força Aérea e tranferido para a 31ª Divisão de Infantaria,
rebaixado a soldado. No mesmo dia, começa a retirada para Bataan.
Algum
tempo depois, o soldado Drake e seus colegas de infantaria presenciam a
derrubada de um P-40 por dois caças Zero. O piloto consegue ejetar, mas
cai em território inimigo. O comandante da companhia ordena que seja
formada uma patrulha para o resgate,pois o piloto leva documentos
importantes para o quartel-general.
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Nos anos 50:
Manaus e selva amazônica, na região entre os rios Maués e
Tapajós.
Em 1942, nas
Filipinas: base da Força Aérea Americana em San Manuel e península de
Bataan.
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Nos anos
50: Mister No (Jerry Drake), senador Redford, Gordon, Randy, garoto
índio (+).
Em 1942,
nas Filipinas: Mister No (Jerry Drake), Tenente George Redford,
Coronel Wolsey, Capitão Mayer, Tenente Stanley, Tenente Ricky Wilber, Tenente
Hollyster, soldados americanos (+), policiais militares.
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As imagens
de miolo desta edição foram retiradas da revista Mister No 009,
publicada em março de 2003 pela Mythos Editora.

Houve aumento no número de páginas nesta edição, de 100 para 116.
Abrindo a
edição, as página 03 e 04 trazem o texto "Um certo Jerry Drake, vulgo
Mister No...", escrito por Júlio Schneider, apresentando o personagem.
O jazz é a
trilha sonora das aventuras de Mister No e nosso herói sempre canta "When
the saints go marchin'in" quando está de bom humor. Trata-se de uma
canção folclórica originária de Nova Orleans, no início do século XX.
Sua autoria é desconhecida, mas faz parte do repertório da maioria dos
cantores de jazz, como Louis Armstrong e Dr. John. "Body and soul",
tocada ao piano pelo Tenente Ricky Wilber nas páginas 76 a 83, foi composta
por Edward Heyman, Robert Sour, Frank Eyton e John Green, em 1930. Já nas
páginas 84 a 86, é tocada "How high the moon", composta por Nancy
Hamilton e Morgan Lewis em 1940, já interpretada por Ella Fitzgerald e Nat
King Cole. Informações fornecidas por Émerson Marques Lopes, editor do Guia
de Jazz na Internet.
O tapiri, onde
Mister No e seus clientes vão se abrigar da chuva, é uma cabana rústica,
usada pelos seringueiros para processar o látex. Trata-se de um teto feito de
folhas e galhos, amarrado nas árvores.
Mister No sempre
adverte seus clientes, até mesmo os que querem matá-lo, que devem cobrir o
corpo o máximo possível para evitar as picadas de piuns (mosquitos-pólvora)
e mosquitos comuns. Para se proteger deste inconveniente, os índios da
região fazem uso de repelentes naturais, feitos à
base de raízes, sementes e folhas ou gordura de animais aquáticos e
terrestres. Existem até os que já se acostumaram com as picadas, dispensando
qualquer proteção.
Na página 85,
os pilotos apreciam um pôster da atriz Betty Grable, na parede do bar da base
de San Manuel. Musa favorita dos soldados americanos na Segunda Guerra, Betty
Grable era atriz, dançarina e cantora. Fez mais de 40 filmes desde 1929 até
1955. Contracenou com Marilyn Monroe em "Como agarrar um
milionário" (1953). Nos anos 40, suas pernas admiráveis foram
asseguradas pelo banco Lloyds de Londres por 1 milhão de dólares. Morreu em
1973.
O
caça-bombardeiro Curtiss P-40 entrou em serviço na primavera de 1940 e
participou até o fim da Segunda Guerra. Foi usado também por britânicos e
russos. Seu baixo custo de produção e manutenção compensavam sua
deficiência em grandes altitudes. Apesar de já estar obsoleto na ocasião do
ataque a Pearl Harbour (1941), era forte e confiável, sendo talvez o único que
resistiu às árduas condições operacionais e ambientais do sudeste
asiático, em 1941 e 1942.
O caça Zero foi
o terror dos céus do Pacífico até ser suplantado por caças aliados mais
avançados, a partir da batalha de Midway. O cockpit do piloto e os depósitos
de combustível nas asas do Zero não eram blindados, o que conferia leveza ao
avião e o tornava muito manobrável. Porém, isto o deixou vulnerável diante
de aeronaves adversárias mais modernas.
Conhece alguma curiosidade desta edição? Envie pro Portal TEXBR e deixe seu nome registrado como
colaborador.
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MN-009 - Mister No vai à Guerra!, publicada em março de 2003, pela
Mythos Editora, medindo 13,5cm
de largura por 17,7cm de altura. Esta edição tem 116
páginas. Preço R$ 5,50. Textos de Guido Nolitta e
desenhos de Roberto Diso, capa de G. Ferri. Tradução de Júlio
Schneider, adaptação de Dorival Vitor Lopes, letras de Caio Lopes e Marcos Valério.
Referência
italiana: Mister No n.51 - B-24 Carico di Morte (agosto de 1979) e Mister No n.52 - Mister No va alla Guerra (setembro de 1979)

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