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uBC Fumetti
SBE Editore

Tex Willer, mais de 50 anos de aventuras Livraria Italiana
Editora Mythos

Mister No 010
Aquela Maldita Ponte


Verso&Reverso
Mister No é um piloto
experiente que vive
a maioria de suas
aventuras no Brasil.
 



A História
Ambientação
Personagens
Curiosidades
Ficha Técnica

Nesta edição: Mister No e o jovem Redford não poderiam ser mais diferentes. Simples e rebelde o primeiro, arrogante "filhinho de papai" o segundo. Mas, a sua volta, a guerra faz emergir o melhor lado destes homens... E durante a perigosa missão para a destruição da ponte sobre o rio Pampanga, lutando contra os japoneses, os dois se tornam amigos!

Você sabia?   Em 1941, Jerry Drake fez parte dos primeiro grupo dos lendários Tigres Voadores, os pilotos americanos que lutaram ao lado dos chineses contra os invasores japoneses. Até 1942, participou de batalhas aéreas nas Filipinas. Após ser banido da força aérea por sua rebeldia, foi integrado à infantaria e lutou em Guadalcanal e outras ilhas do Pacífico, trabalhou para o serviço secreto americano e participou de batalhas na Europa.

Depoimento: Trata-se de uma história com final clichê, em que dois indivíduos que se odiavam de morte têm que unir forças para vencer circunstâncias adversas. Logo, cada um passa a enxergar também as qualidades do outro e os defeitos de si mesmo, nascendo daí uma  amizade forjada por uma situação perigosa ou desafiadora. Certamente, uma experiência que o leitor já vivenciou de maneira similar na sua vida, seja no local de trabalho ou na escola. A “moral da história” inclui também o ditado “não julgue para não ser julgado” ou talvez "atire a primeira pedra quem não tiver pecado". Todos estão sujeitos a “problemas de visibilidade”, tanto que, no fim, Mister No acaba cometendo o mesmo erro do Tenente Redford. O competente traço de Roberto Diso destaca-o como um dos melhores desenhistas do personagem. É interessante o que Mister No diz ao senador Redford quando se despedem no final da história: "Você é branco, rico e senador dos Estados Unidos...Três bons motivos pra sempre ter razão num lugar destes!".
Alexandre Fontoura Doeppre

Alexandre Fontoura Doeppre escreveu esta resenha para o Portal TEXBR. Ele mora em Novo Hamburgo, RS, Brasil. Esta resenha foi publicada pelo Portal TEXBR em março de 2005 (QG-TEXBR).

 

Mister No 009 - Mister No vai à Guerra!Mister No 010 - Aquela Maldita PonteMister No 011 - Asfalto de Sangue

Clique sobre a imagem de capa para ampliar! 

Sinopse: Uma ponte que precisa ser destruída. Uma missão para Mister No e outro bravo soldado. Um final trágico, relembrado dez anos depois. Uma das mais belas aventuras de Mister No passada na Segunda Guerra Mundial.


Quando aceitou guiar o senador Redford numa excursão pela floresta, Mister No não imaginava que estava caindo numa armadilha. Acusado pelo senador de ter matado seu filho George quando servia no exército americano nas Filipinas em 1942, Mister No conta sua versão dos fatos. Nesse ponto do relato, ele e seus parceiros da Companhia “C” vêem um de seus aviões ser abatido e o piloto ejetar, descendo de pára-quedas além das linhas inimigas. O comandante da companhia ordena que o piloto seja resgatado imediatamente, a qualquer custo, pois leva documentos importantes consigo. O Tenente Hollyster envia uma equipe de resgate chefiada pelo Sargento Spasky, que se dirige imediatamente ao local do pouso. 

Assim que toca o solo, o piloto é recebido pelos japoneses mas, simultaneamente, a equipe de resgate o alcança. Segue-se um combate sangrento. O piloto revela ser o tenente Redford e Mister No diz que o comandante só mandou resgatá-lo por se tratar do filho do senador. A discussão acaba em pancadaria, que é finalizada pelo Sargento Spasky. Nos dias seguintes, Redford participa de combates como membro da compania “C”, pois não conseguiu retornar à base aérea.

O quartel-general ordena um novo recuo e faz-se necessária a eliminação das pontes sobre os rios da região, para impedir o avanço japonês. Por razão desconhecida, a ponte sobre o rio Pampanga escapa à destruição. A companhia “C” é encarregada de explodí-la antes da chegada do inimigo. Um grupo de cinco homens é designado para a missão. Como o especialista em explosivos contrai malária, Mister No acaba ocupando seu lugar. Porém, tem que aturar a presença de Redford, também voluntário na perigosa empreitada.

O grupo, sob o comando do sargento O’Keefe, embrenha-se na floresta em direção a seu destino. Porém, durante uma pausa para descanso, o sargento é picado por uma cobra e morre. Em sua última ordem, passa o comando para Redford, mais graduado de todos. Apesar dos protestos de Mister No, todos acatam o comando.

Avançando pela floresta, os quatro remanescentes alcançam a ponte, mas têm uma decepção: os japoneses já estão lá. Disposto a ir até o fim, Redford ordena que os quatro se lancem num ataque suicida à ponte. Mister No discorda e após nova discussão e troca de socos, assume o comando, propondo uma abordagem mais sutil do problema.

Quando escurece, a improvável dupla Mister No e Redford, os únicos no grupo que sabiam nadar, se deixa levar pela correnteza em direção aos pilares da ponte. Os outros dois soldados permanecem escondidos na selva, prontos a atirar caso seus colegas sejam detectados.

Alcançando seu objetivo, Mister No e Redford instalam os explosivos, mas são vistos pelos sentinelas. Acendem o pavio e mergulham na água para se pôr a salvo, sendo protegidos pelo fogo de cobertura de seus companheiros na selva. Em instantes, a ponte vai pelos ares, para regozijo da dupla, que comemora como se fossem velhos amigos. Cansados, os dois alcançam a margem do rio, onde tem que enfrentar japoneses que foram em seu encalço. Mister No sai ferido no braço quando evita que George seja esfaqueado e ambos se lançam ao rio novamente para escapar de seus perseguidores. A correnteza aumenta e Mister No, enfraquecido pelo ferimento, quase se afoga, sendo salvo por George, exímio nadador. 

As condições extremas forjam uma amizade entre os dois combatentes que antes se odiavam. No caminho de volta, um destino trágico e irônico aguarda o jovem Redford. Porém, em seus últimos momentos, George dá a Mister No um objeto que livrará o piloto da morte uma década depois, em meio à selva amazônica.

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Nos anos 50: Manaus e selva amazônica, na região entre os rios Maués e Tapajós. 

Em 1942, nas Filipinas: península de Bataan e rio Pampanga.

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Nos anos 50: Mister No (Jerry Drake), senador Redford, Gordon (+), Randy (+), índios (+).

Em 1942, nas Filipinas: Mister No (Jerry Drake), Tenente George Redford (+), Tenente Hollyster, Sargento Spasky, soldado Martinez (+), soldado Jones(+), soldado "Big Benny" (+), soldado Minelli, soldado Rockwell, comandante da companhia "C", soldado Keller, soldado Peters, soldado Lannigan, soldados japoneses (+). 

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As imagens de miolo desta edição foram retiradas da revista Mister No 010, publicada em abril de 2003 pela Mythos Editora.

  

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MN-010 - Aquela Maldita Ponte, publicada em abril de 2003, pela Mythos Editora, medindo 13,5cm de largura por 17,7cm de altura. Esta edição tem 116 páginas. Preço R$ 5,50. Textos de Guido Nolitta e desenhos de Roberto Diso, capa de G. Ferri.  Tradução de Júlio Schneider, adaptação de Dorival Vitor Lopes, letras de Caio Lopes e Marcos Valério.

Referência italiana: Mister No n.52 - Mister No va alla Guerra (setembro de 1979) e Mister No n.53 - Quel maledetto ponte (outubro de 1979)

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