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Você
sabia?
A 1ª vez que Tex
aparece num jornal
foi na cidade Silver
City, às margens do
rio Gila. Além da foto
de Tex, a grande
manchete no jornal
fixado num mural de
parede falava claro:
"Já não há bastantes
patifes na cidade?
Tex Willer, o matador
solitário, chega a Silver
City" (TXC-002)
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Diversos são os meios de comunicação
empregados no conjunto das aventuras de Tex, quer sejam
pelos quatro pards, quer sejam por seus oponentes. Veja
abaixo aqueles que são os mais utilizados no
desenvolvimento das histórias.
Sinais de Fumaça
Se a aventura tem índios como pano de
fundo, geralmente podemos ver erguer-se por trás de
alguma encosta ou no alto de alguma montanha os ameaçadores
sinais de fumaça. Sem motivos de preocupação em tempos
de paz, os sinais que erguem-se aos céus são sinais
terríveis que geralmente carregam más notícias para os
brancos em tempos de guerra e rebeliões indígenas. Eles
aparecem pela primeira vez nas páginas de Tex quando
este cavalgava pelas colinas próximas a cidade de Lees
Ferry, pequena cidade próxima à fronteira com o Estado
de Utah. Tex é capturado pelos navajos graças aos
sinais de fumaça, indo parar no poste dos martírios, de
onde só livrou-se da morte porque uma índia de nome
Lilyth resolveu casar-se com ele (TXC-012).
Sinais indígenas
Outros recursos são utilizados por Tex e
seus pards para se comunicarem numa caçada ou perseguição,
como um uivo de coiote, um grito de coruja, etc. E os
ouvidos dos nossos amigos, acostumados a aventuras
perigosas e treinados no calor do perigo, são capazes de
distinguir perfeitamente os sinais enviados pelos
companheiros daqueles utilizados pelos adversários.
Quando nossos pards se dividem para achar um pista ou
quando alguém fica para trás, marcas no solo também são
utilizadas. Veja, por exemplo a aventura intitulada
"O Diabólico Mefisto", no qual Tex deixa
marcas com pedras no solo para que os navajos, que vinham
quilômetros atrás, detectassem facilmente o percurso
seguido por Tex (TXC-065, pg.40).
Tambores
Em muitas aventuras os tambores aparecem
como eficientes meios de comunicação, especialmente
naquelas tribos mais afastadas da civilização e que
preservam na íntegra seus usos e costumes. Cada tipo e
ritmo de batida significava coisas diferentes e os
ouvidos acostumados ao toque dos tambores sabiam à distância
o que estava acontecendo, retransmitindo a mensagem até
que ela chegasse a todos os lugares desejados, como na
aventura O Signo da Serpente (TEX-001), ou naquela
desenhada por Giovanni Ticci em que os tambores
transmitem e retransmitem uma mensagem de morte para três
homens brancos e um índio das terras quentes - Tex,
Carson, Kit Willer e Tigre (TEX-051). Mas o bater
dos tambores também podia significar orientação, como
na primeira visita que Águia da Noite faz à aldeia
comanche, quando o tambor é tocado incessantemente para
indicar a Tex e seu filho Kit a localização exata da
aldeia (TXC-025). Os tambores
também eram utilizados em cerimônias especiais, como O
Rito da Expiação, ocorrido na aventura O Deus Puma,
onde a velha bruxa Yauka o batia ritmadamente (TXC-016). Os tambores
também rufavam em espetáculos, como naquele onde estava
sendo apresentado a ópera Carlo V, no teatro de Winston,
ocasião em que explode um violento tiroteio e o próprio
tambor é destruído numa queda da estrela principal do
espetáculo, o senhor Joplin (TXC-037). Em tribos
localizadas em vales perdidos e que geralmente não
tinham travado contato com a civilização, o uso de
troncos tinha a mesma finalidade do uso dos tambores:
promover uma comunicação entre os membros da tribo.
Cada ritmo e velocidade das batidas nos troncos (geralmente
ocos e fechados nas pontas para fazer a percussão)
significava uma coisa diferente: um chamado a todos para
se reunirem no centro da aldeia; um aviso de morte; um
apelo à guerra ou um sinal de início de caçada a
invasores (veja TEX-281, onde os
invasores eram Tex e Carson).
Sino, sineta e gongo
O sino é outro instrumento com capacidade
de enviar mensagens a longa distância. Geralmente
utilizados nas igrejas, templos e missões, seus toques
diferenciados podiam significar a hora dos cultos que se
aproximava, a morte de alguém importante ou ainda um
chamamento a todos da região para que se dirigissem à
igreja. Entretanto, também tinha outros fins, como na
aventura A Ferrovia, onde o sino e utilizado pelos
construtores da ferrovia para assinalar o início e o
final dos trabalhos diários (TXC-033). Pequenas
sinetas também eram utilizadas, estas com outra
finalidade clara: nos fortes ou nos ranchos, o toque da
sineta geralmente significava que chegara a hora da refeição.
O gongo aparece em agumas aventuras em ambientes mantidos
pelos chineses ou ainda junto ao ringue de box para
anunciar o início e fim dos rounds, como na aventura
onde Tex conhece Pat Mac Ryan (TXC-055 ou TEX-082).
Corneta
A corneta é um instrumento de sopro muito
utilizada no exército, onde o corneteiro tinha uma função
importantíssima. Da força de seus pulmões saia o ar
que, soprado na corneta, produzia notas que podiam
significar a ordem de atacar, por exemplo. Repare aquele
episódio onde Tex guia uma caravana e esta é destruída
e os sobreviventes são sitiados por índios pawnees no
alto de uma grande rocha. À chegada do pelotão da
cavalaria nortista, o toque de atacar sibila ao ar e os
soldados preparam-se para uma luta ferrenha contra os índios
rebeldes (TXC-032).
Manifestos
Declaração escrita pela qual um
governante, um chefe de partido, um grupo de
personalidades, por exemplo, dá conta de sua conduta no
passado e define os objetivos que tem em vista para o
futuro. Esse tipo de comunicação foi empregada pelo
desperado Montales e pelos partidários de Manoel Perez
na caminhada rumo a libertação do México de um grupo
de políticos aventureiros que estavam levando o país à
ruína (TXC-006).
Cartazes
Cartazes fixados nas paredes também era
uma ferramenta de comunicação poderosa nos tempos do
velho oeste. Um exemplo clássico são os cartazes de
"Procura-se", que invariavelmente traziam
embaixo a inscrição "Vivo ou Morto", nos
quais o rosto de Tex foi várias vezes estampado,
iniciando naquele onde a recompensa era US$ 10.000,00 (TXC-001 e TEX-135).
Diário
Pequenas cadernetas, geralmente contendo
apontamentos escritos à mão, muito utilizadas por
religiosos ou por profissionais metódicos, como
professores ou mineiros, por exemplo. Em muitas aventuras
foi graças a esse meio que Tex consegue descobrir o fio
da meada que possibilita desvendar algum crime sórdido
ou desbaratar alguma quadrilha sem escrúpulos. Foi assim
quando Tex foi designado a reestabelecer a ordem num
povoado onde já tinham assassinado oito xerifes e a
patifaria imperava. Graças ao diário do falecido
engenheiro da mina, Tex consegue descobrir quem eram os
principais crápulas da cidade, para em seguida assumir o
perigoso posto de xerife e reestabelecer a ordem no lugar
(TXC-010). Foi assim também
na aventura O Matador de Índios, onde o diário de um
religioso falecido foi a chave para detectar o misterioso
assassino (TXAF-001).
Jornais
Esse veículo de comunicação sempre
estava presente numa cidade se esta tinha um número razoável
de habitantes que justificasse a publicação de um
jornal. Mas não foi sempre que Tex aparecia nos jornais
como herói ou paladino da justiça, como nos dias atuais.
Nas primeiras aventuras os tempos eram duros. A título
de curiosidade, a primeira vez que Tex aparece num jornal
foi na cidade Silver City, às margens do rio Gila. Além
da foto de Tex, a grande manchete no jornal fixado num
mural de parede falava claro: "Já não há
bastantes patifes na cidade? - Tex Willer, o matador
solitário, chega a Silver City" (TXC-002).
Espelho
Também esse objeto já serviu de meio de
comunicação tanto para Tex quanto para seus
companheiros. Com os reflexos do espelho (e aproveitando
a luz do sol), Tex faz sinais em código Morse logo
entendido pelos pards a grandes distâncias, como na
ocasião em que Kit Willer estava sendo perseguido no
deserto por um grande número de cavaleiros e Tex e
Carson o orientam pelos sinais do espelho a contornar
algumas rochas e dobrar a direita, o local mais seguro e
de onde Tex e Carson, bem protegidos atrás da rochas,
repeliriam os bandidos a tiros de winchester (TXC-023). Em outra
circunstância o espelho serviu para avisar um forte
militar de um ataque em massa dos apaches liderados por
Raiakura (TEX-039).
Bilhetes
Quando o emissor da mensagem não queria
ser reconhecido ou tinha segundas intenções, outro meio
ágil para despachar a "correspondência" era
enrolar um bilhete persuasivo numa pedra ou numa faca e
atirar o "pacote" com toda força numa janela,
quebrando-a e fazendo com que a mensagem caísse dentro
da casa onde estava o destinatário, tal como aconteceu já
na primeira aventura de Tex, quando este mandou um
bilhete para seu primeiro adversário, John Coffin,
subscrevendo-se como o homem da Tumba (TXC-001). Outra forma de
apresentar um bilhete a alguém era fixar o mesmo numa
flecha e atirá-la de forma que caísse próximo da
pessoa que deveria lê-lo, como na aventura Os Heróis
do Forte Kinder (TXC-018).
Pombo-correio
Foi o espião Steve Dickart, na época
escondido num disfarce de ilusionista (e que mais tarde
todos conheceriam como Mefisto, o gênio do mal), quem
introduziu nas aventuras de Tex um modo sui-gêneris de
despachar mensagens de um lugar para outro: através de
um pombo-correio previamente treinado e instruído (TXC-005).
Mensageiros
Mensageiros eram aqueles encarregados de
transportar pessoalmente mensagens por percursos curtos
ou longos. Geralmente utilizavam bons cavalos,
principalmente se havia uma distância significativa a
ser percorrida, mas quando o destinatário era dentro da
cidade, por exemplo, faziam o percurso a pé ou em caleças.
Também o exército utilizava-se muito de mensageiros,
estes porém fardados, que transportavam mensagens e
correspondência entre os fortes mais isolados e que
ainda não possuíam o telégrafo como meio de comunicação.
Veja aquela aventura na qual Pat Mac Ryan mete-se em
encrencas no Forte Bridger e resgata sua dívida com o exército
servindo de mensageiro numa missão confiada a ele pelo
Coronel Moresby (TXC-005).
Correio
Antes do Pony Express e do telégrafo, o
serviço de correio encarregava-se de transportar
mensagens de um lugar a outro no imenso território dos
Estados Unidos. Para romper barreiras, utilizava-se
navios, barcos a vapor e, naturalmente, as famosas diligências.
Mas era um serviço ágil apenas se as distâncias fossem
curtas. Mensagens despachadas para grandes distâncias,
como por exemplo do Missouri (no leste) até a Califórnia
(no oeste), demoravam seis semanas se o meio de
transporte utilizado fosse o navio e três semanas se o
meio escolhido fosse uma diligência de Butterfield, via
El Paso (Texas), Novo México e Arizona. Sendo assim,
deduz-se que eram as diligências o meio de transporte de
correspondência mais rápido do oeste. Entretanto, é
oportuno destacar que um cavaleiro ágil montando um bom
cavalo sempre chegaria no destino antes da própria diligência
e, por conseguinte, da correspondência expedida, fato
que aconteceu na aventura Na Trilha da Morte (TXC-002).
O Pony
Express
Foi para diminuir o tempo de três semanas
na entrega de correspondências entre o leste e o oeste
é que foi criado o Pony Express. Era, a seu
tempo, um dos serviços de comunicação mais ágeis do
oeste, desempenhado por ágeis e velozes mensageiros, os
quais atravessavam os Estados Unidos do Missouri à Califórnia
percorrendo cerca de 3.050 quilômetros no curto espaço
de tempo de dez dias. Saber mais
>>
Telégrafo
O telégrafo é um serviço rápido e
eficiente que acabou com o Pony Express. É uma forma de
comunicação no qual as informações são transmitidas
em código de sinais longos e breves (usualmente o código
Morse) e decodificadas na recepção, sendo impressas ou
anotadas. A partir do momento em que tornou-se um ranger,
seguidamente vemos Tex utilizar-se do telégrafo para
manter contato com Herbert Marshall. Por ser um meio de
comunicação extremamente caro, as pessoas comuns
abreviavam e escreviam somente o indispensável nas
mensagens. Mas Tex, em seus contatos com o comando dos
rangers, geralmente expedia "telegramas cifrados e
longos como uma cascavel" (TXC-005, pg.40). Em 1837
foi realizada por Samuel Morse a demonstração do
primeiro telégrafo elétrico prático, cujo emprego, após
diversos aperfeiçoamentos, expandiu-se rapidamente nos
Estados Unidos e depois na Europa. Após 1850 surgiu o
telégrafo com impressão, mais rápido e mais seguro.
Para permitir o manuseio por pessoas não especializadas
era necessário que o emissor apresentasse um teclado
alfabético e que os toques pudessem ser feitos com cadência.
Assim nasceu a telegrafia arrítmica, que empregava os
aparelhos impressores, ditos teleimpressoras.
Tam-tam da prisão
Impossível desconsiderar este meio de
comunicação, muito empregado pelos hóspedes de grandes
prisões para conversar. Como os prisioneiros não podem
sair de seus cubículos e como não há nada útil para
fazer, mata-se o tempo "conversando" com uma
seqüência de sinais sonoros provocados por batidas nas
paredes das celas. Em diversas ocasiões essa forma de
comunicação aparece nas aventuras de Tex, em especial
naquela em que Tex precisa invadir a temível Alcatraz
para tirar da prisão nada mais, nada menos, do que um
antigo inimigo seu: o Capitão Barbanegra (TEX-265).
O Mundo de Tex
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