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uBC Fumetti
SBE Editore

Tex Willer, mais de 50 anos de aventuras Livraria Italiana
Editora Mythos
Capa de TXH-038, retocada em tons de azul.

COMUNICAÇÃO
As formas de comunicação
presentes nas aventuras de Tex


Verso&Reverso
Tex e seus pards co-
nhecem o código Morse
e dele se utilizam em
algumas aventuras.
 



Época Histórica
Raio de Ação
Armas
Lugares
Comunicação
Transportes
Temas
Sobrenatural
Ficção Científica

Dúvidas mais freqüentes

Você sabia?
A 1ª vez que Tex
aparece num jornal
foi na cidade Silver
City, às margens do
rio Gila. Além da foto
de Tex, a grande
manchete no jornal
fixado num mural de
parede falava claro:
"Já não há bastantes
patifes na cidade?
Tex Willer, o matador
solitário, chega a Silver
City" (TXC-002)

 

Diversos são os meios de comunicação empregados no conjunto das aventuras de Tex, quer sejam pelos quatro pards, quer sejam por seus oponentes. Veja abaixo aqueles que são os mais utilizados no desenvolvimento das histórias.

Sinais de Fumaça

Se a aventura tem índios como pano de fundo, geralmente podemos ver erguer-se por trás de alguma encosta ou no alto de alguma montanha os ameaçadores sinais de fumaça. Sem motivos de preocupação em tempos de paz, os sinais que erguem-se aos céus são sinais terríveis que geralmente carregam más notícias para os brancos em tempos de guerra e rebeliões indígenas. Eles aparecem pela primeira vez nas páginas de Tex quando este cavalgava pelas colinas próximas a cidade de Lees Ferry, pequena cidade próxima à fronteira com o Estado de Utah. Tex é capturado pelos navajos graças aos sinais de fumaça, indo parar no poste dos martírios, de onde só livrou-se da morte porque uma índia de nome Lilyth resolveu casar-se com ele (TXC-012).

Sinais indígenas

Outros recursos são utilizados por Tex e seus pards para se comunicarem numa caçada ou perseguição, como um uivo de coiote, um grito de coruja, etc. E os ouvidos dos nossos amigos, acostumados a aventuras perigosas e treinados no calor do perigo, são capazes de distinguir perfeitamente os sinais enviados pelos companheiros daqueles utilizados pelos adversários. Quando nossos pards se dividem para achar um pista ou quando alguém fica para trás, marcas no solo também são utilizadas. Veja, por exemplo a aventura intitulada "O Diabólico Mefisto", no qual Tex deixa marcas com pedras no solo para que os navajos, que vinham quilômetros atrás, detectassem facilmente o percurso seguido por Tex (TXC-065, pg.40).

Tambores

Em muitas aventuras os tambores aparecem como eficientes meios de comunicação, especialmente naquelas tribos mais afastadas da civilização e que preservam na íntegra seus usos e costumes. Cada tipo e ritmo de batida significava coisas diferentes e os ouvidos acostumados ao toque dos tambores sabiam à distância o que estava acontecendo, retransmitindo a mensagem até que ela chegasse a todos os lugares desejados, como na aventura O Signo da Serpente (TEX-001), ou naquela desenhada por Giovanni Ticci em que os tambores transmitem e retransmitem uma mensagem de morte para três homens brancos e um índio das terras quentes - Tex, Carson, Kit Willer e Tigre (TEX-051). Mas o bater dos tambores também podia significar orientação, como na primeira visita que Águia da Noite faz à aldeia comanche, quando o tambor é tocado incessantemente para indicar a Tex e seu filho Kit a localização exata da aldeia (TXC-025). Os tambores também eram utilizados em cerimônias especiais, como O Rito da Expiação, ocorrido na aventura O Deus Puma, onde a velha bruxa Yauka o batia ritmadamente (TXC-016). Os tambores também rufavam em espetáculos, como naquele onde estava sendo apresentado a ópera Carlo V, no teatro de Winston, ocasião em que explode um violento tiroteio e o próprio tambor é destruído numa queda da estrela principal do espetáculo, o senhor Joplin (TXC-037). Em tribos localizadas em vales perdidos e que geralmente não tinham travado contato com a civilização, o uso de troncos tinha a mesma finalidade do uso dos tambores: promover uma comunicação entre os membros da tribo. Cada ritmo e velocidade das batidas nos troncos (geralmente ocos e fechados nas pontas para fazer a percussão) significava uma coisa diferente: um chamado a todos para se reunirem no centro da aldeia; um aviso de morte; um apelo à guerra ou um sinal de início de caçada a invasores (veja TEX-281, onde os invasores eram Tex e Carson).

Sino, sineta e gongo

O sino é outro instrumento com capacidade de enviar mensagens a longa distância. Geralmente utilizados nas igrejas, templos e missões, seus toques diferenciados podiam significar a hora dos cultos que se aproximava, a morte de alguém importante ou ainda um chamamento a todos da região para que se dirigissem à igreja. Entretanto, também tinha outros fins, como na aventura A Ferrovia, onde o sino e utilizado pelos construtores da ferrovia para assinalar o início e o final dos trabalhos diários (TXC-033). Pequenas sinetas também eram utilizadas, estas com outra finalidade clara: nos fortes ou nos ranchos, o toque da sineta geralmente significava que chegara a hora da refeição. O gongo aparece em agumas aventuras em ambientes mantidos pelos chineses ou ainda junto ao ringue de box para anunciar o início e fim dos rounds, como na aventura onde Tex conhece Pat Mac Ryan (TXC-055 ou TEX-082).

Corneta

A corneta é um instrumento de sopro muito utilizada no exército, onde o corneteiro tinha uma função importantíssima. Da força de seus pulmões saia o ar que, soprado na corneta, produzia notas que podiam significar a ordem de atacar, por exemplo. Repare aquele episódio onde Tex guia uma caravana e esta é destruída e os sobreviventes são sitiados por índios pawnees no alto de uma grande rocha. À chegada do pelotão da cavalaria nortista, o toque de atacar sibila ao ar e os soldados preparam-se para uma luta ferrenha contra os índios rebeldes (TXC-032).

Manifestos

Declaração escrita pela qual um governante, um chefe de partido, um grupo de personalidades, por exemplo, dá conta de sua conduta no passado e define os objetivos que tem em vista para o futuro. Esse tipo de comunicação foi empregada pelo desperado Montales e pelos partidários de Manoel Perez na caminhada rumo a libertação do México de um grupo de políticos aventureiros que estavam levando o país à ruína (TXC-006).

Cartazes

Cartazes fixados nas paredes também era uma ferramenta de comunicação poderosa nos tempos do velho oeste. Um exemplo clássico são os cartazes de "Procura-se", que invariavelmente traziam embaixo a inscrição "Vivo ou Morto", nos quais o rosto de Tex foi várias vezes estampado, iniciando naquele onde a recompensa era US$ 10.000,00 (TXC-001 e TEX-135).

Diário

Pequenas cadernetas, geralmente contendo apontamentos escritos à mão, muito utilizadas por religiosos ou por profissionais metódicos, como professores ou mineiros, por exemplo. Em muitas aventuras foi graças a esse meio que Tex consegue descobrir o fio da meada que possibilita desvendar algum crime sórdido ou desbaratar alguma quadrilha sem escrúpulos. Foi assim quando Tex foi designado a reestabelecer a ordem num povoado onde já tinham assassinado oito xerifes e a patifaria imperava. Graças ao diário do falecido engenheiro da mina, Tex consegue descobrir quem eram os principais crápulas da cidade, para em seguida assumir o perigoso posto de xerife e reestabelecer a ordem no lugar (TXC-010). Foi assim também na aventura O Matador de Índios, onde o diário de um religioso falecido foi a chave para detectar o misterioso assassino (TXAF-001).

Jornais

Esse veículo de comunicação sempre estava presente numa cidade se esta tinha um número razoável de habitantes que justificasse a publicação de um jornal. Mas não foi sempre que Tex aparecia nos jornais como herói ou paladino da justiça, como nos dias atuais. Nas primeiras aventuras os tempos eram duros. A título de curiosidade, a primeira vez que Tex aparece num jornal foi na cidade Silver City, às margens do rio Gila. Além da foto de Tex, a grande manchete no jornal fixado num mural de parede falava claro: "Já não há bastantes patifes na cidade? - Tex Willer, o matador solitário, chega a Silver City" (TXC-002).

Espelho

Também esse objeto já serviu de meio de comunicação tanto para Tex quanto para seus companheiros. Com os reflexos do espelho (e aproveitando a luz do sol), Tex faz sinais em código Morse logo entendido pelos pards a grandes distâncias, como na ocasião em que Kit Willer estava sendo perseguido no deserto por um grande número de cavaleiros e Tex e Carson o orientam pelos sinais do espelho a contornar algumas rochas e dobrar a direita, o local mais seguro e de onde Tex e Carson, bem protegidos atrás da rochas, repeliriam os bandidos a tiros de winchester (TXC-023). Em outra circunstância o espelho serviu para avisar um forte militar de um ataque em massa dos apaches liderados por Raiakura (TEX-039).

Bilhetes

Quando o emissor da mensagem não queria ser reconhecido ou tinha segundas intenções, outro meio ágil para despachar a "correspondência" era enrolar um bilhete persuasivo numa pedra ou numa faca e atirar o "pacote" com toda força numa janela, quebrando-a e fazendo com que a mensagem caísse dentro da casa onde estava o destinatário, tal como aconteceu já na primeira aventura de Tex, quando este mandou um bilhete para seu primeiro adversário, John Coffin, subscrevendo-se como o homem da Tumba (TXC-001). Outra forma de apresentar um bilhete a alguém era fixar o mesmo numa flecha e atirá-la de forma que caísse próximo da pessoa que deveria lê-lo, como na aventura Os Heróis do Forte Kinder (TXC-018).

Pombo-correio

Foi o espião Steve Dickart, na época escondido num disfarce de ilusionista (e que mais tarde todos conheceriam como Mefisto, o gênio do mal), quem introduziu nas aventuras de Tex um modo sui-gêneris de despachar mensagens de um lugar para outro: através de um pombo-correio previamente treinado e instruído (TXC-005).

Mensageiros

Mensageiros eram aqueles encarregados de transportar pessoalmente mensagens por percursos curtos ou longos. Geralmente utilizavam bons cavalos, principalmente se havia uma distância significativa a ser percorrida, mas quando o destinatário era dentro da cidade, por exemplo, faziam o percurso a pé ou em caleças. Também o exército utilizava-se muito de mensageiros, estes porém fardados, que transportavam mensagens e correspondência entre os fortes mais isolados e que ainda não possuíam o telégrafo como meio de comunicação. Veja aquela aventura na qual Pat Mac Ryan mete-se em encrencas no Forte Bridger e resgata sua dívida com o exército servindo de mensageiro numa missão confiada a ele pelo Coronel Moresby (TXC-005).

Correio

Antes do Pony Express e do telégrafo, o serviço de correio encarregava-se de transportar mensagens de um lugar a outro no imenso território dos Estados Unidos. Para romper barreiras, utilizava-se navios, barcos a vapor e, naturalmente, as famosas diligências. Mas era um serviço ágil apenas se as distâncias fossem curtas. Mensagens despachadas para grandes distâncias, como por exemplo do Missouri (no leste) até a Califórnia (no oeste), demoravam seis semanas se o meio de transporte utilizado fosse o navio e três semanas se o meio escolhido fosse uma diligência de Butterfield, via El Paso (Texas), Novo México e Arizona. Sendo assim, deduz-se que eram as diligências o meio de transporte de correspondência mais rápido do oeste. Entretanto, é oportuno destacar que um cavaleiro ágil montando um bom cavalo sempre chegaria no destino antes da própria diligência e, por conseguinte, da correspondência expedida, fato que aconteceu na aventura Na Trilha da Morte (TXC-002).

O Pony Express

Foi para diminuir o tempo de três semanas na entrega de correspondências entre o leste e o oeste é que foi criado o Pony Express. Era, a seu tempo, um dos serviços de comunicação mais ágeis do oeste, desempenhado por ágeis e velozes mensageiros, os quais atravessavam os Estados Unidos do Missouri à Califórnia percorrendo cerca de 3.050 quilômetros no curto espaço de tempo de dez dias. Saber mais >>

Telégrafo

O telégrafo é um serviço rápido e eficiente que acabou com o Pony Express. É uma forma de comunicação no qual as informações são transmitidas em código de sinais longos e breves (usualmente o código Morse) e decodificadas na recepção, sendo impressas ou anotadas. A partir do momento em que tornou-se um ranger, seguidamente vemos Tex utilizar-se do telégrafo para manter contato com Herbert Marshall. Por ser um meio de comunicação extremamente caro, as pessoas comuns abreviavam e escreviam somente o indispensável nas mensagens. Mas Tex, em seus contatos com o comando dos rangers, geralmente expedia "telegramas cifrados e longos como uma cascavel" (TXC-005, pg.40). Em 1837 foi realizada por Samuel Morse a demonstração do primeiro telégrafo elétrico prático, cujo emprego, após diversos aperfeiçoamentos, expandiu-se rapidamente nos Estados Unidos e depois na Europa. Após 1850 surgiu o telégrafo com impressão, mais rápido e mais seguro. Para permitir o manuseio por pessoas não especializadas era necessário que o emissor apresentasse um teclado alfabético e que os toques pudessem ser feitos com cadência. Assim nasceu a telegrafia arrítmica, que empregava os aparelhos impressores, ditos teleimpressoras.

Tam-tam da prisão

Impossível desconsiderar este meio de comunicação, muito empregado pelos hóspedes de grandes prisões para conversar. Como os prisioneiros não podem sair de seus cubículos e como não há nada útil para fazer, mata-se o tempo "conversando" com uma seqüência de sinais sonoros provocados por batidas nas paredes das celas. Em diversas ocasiões essa forma de comunicação aparece nas aventuras de Tex, em especial naquela em que Tex precisa invadir a temível Alcatraz para tirar da prisão nada mais, nada menos, do que um antigo inimigo seu: o Capitão Barbanegra (TEX-265).

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