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Quem
aprecia as histórias de TEX WILLER sabe que Tex, além de Ranger é
agente indígena e mais, é chefe dos índios navajos, posto adquirido
por direito. Esse relacionamento com os navajos é um relacionamento
fraterno, de irmão para irmão e Tex, pelo espírito de justiça que
tem, é capaz de qualquer coisa para defender os índios, e muito mais
se forem os índios navajos, do qual é chefe da aldeia. Mas e quem são
historicamente os navajos?
Os navajos são uma tribo nativa americana da família lingüística Athapaskan e da área cultural Sudoeste. Originalmente, imigraram das áreas do
norte e durante o século 16 tornaram-se um povo pastor e caçador.
A tribo vive numa reserva no nordeste do Arizona e continua em partes do Novo México e Utah. É a maior reserva indígena dos Estados
Unidos, estendendo-se por uma enorme área que vai desde Grants no Novo México, até o Grand Canyon, no Arizona; de Holbrook, no centro do Arizona até o Rio San Juan, já no Colorado, inclui Monument Valley, parte do Deserto Pintado e parte da Floresta Petrificada.
Para se ter uma idéia, a Reserva Hopi fica totalmente dentro da Reserva Navajo.
De acordo com o Censo de 1990, eram 220 mil Navajos vivendo em 6 milhões de hectares , com um produto interno bruto estimado em 50 milhões de dólares.
Como vemos nas aventuras de Águia da Noite, os Navajos sempre foram um povo guiado pela paz e muito trabalhador. Um dos símbolos desse povo é o "milho", que representa um dos principais alimentos para homens e animais e faz parte de suas crendices, quando explicam a formação do mundo e do homem por Manitu.
História
Os Navajos entraram em conflito com os colonizadores Espanhóis e com os mexicanos no fim do século XVIII e começo do século XIX. Seus contatos com os Espanhóis foi curto, mas importante, pois introduziram cavalos, ovinos e caprinos, o que deu grande impulso na economia.
Em 1846, os Navajos assinaram seu primeiro tratado com o governo dos Estados Unidos, mas alguns conflitos com as tropas do Exército, motivados sempre pela ganância dos caras-pálidas levaram às hostilidades em 1849.
Um grande e polêmico conflito se estendeu até 1863. Naquele ano, o Exército, sob o comando do presonagem
real de nome Kit Carson, caçador e scout do Exército (não confundir
com o Kit Carson das aventuras de TEX), promoveu uma longa campanha contra os Navajos e capturaram oito mil deles, que foram enviados a pé para uma reserva em Forte Sumner, no Novo México.
Esta deportação forçada é conhecida na história dos Navajos como "Long Walk" - (A Grande Caminhada).
"Os livros e o próprio site dos Navajos não especificam a distância, mas da parte central da Reserva atual até Fort Sumner, são 600 km".
Nesta reserva, a tribo sofreu diversos males, entre doenças e baixas colheitas e ainda foram atacados por outras tribos nativas da região. Um novo tratado foi assinado em 1868 e os sobreviventes foram levados de volta para a antiga reserva, presenteados com ovelhas e gado e aceitaram viver em paz com os colonos americanos. Em 1884, a reserva aumentou de tamanho, para atender à grande nação que se formava.
Durante o começo do séc. XIX a tribo prosperou, a população dobrou e terras foram adicionadas a reserva para dar condições de vida aos Navajos. Durante a Segunda Guerra Mundial, muitos Navajos serviram nas Forças Armadas e isto é motivo de muito
orgulho para muitos descendentes deles até os dias de hoje.
Costumes
e Religião
O Navajo, por ocasião do casamento, deve deixar o seu clã e criar o seu. Apesar do desenvolvimento, muitos Navajos vivem em seus tradicionais hogans, suas casas cônicas, feitas de barro, com um lugar para fumar o cachimbo e uma pequena porta.
As crenças incluem os poderes dos ventos e dos rios e
também acreditam em alguns Deuses, os quais poderiam intervir nos acontecimentos humanos. Estes Deuses são sempre invocados e são representados por
homens pintados e mascarados; fazem suas oferendas e pedem proteção para as famílias, para uma boa colheita e para a paz.
Os Navajos adoram a música e suas danças são muito animadas, carregadas de rituais religiosos e muita mística. São um povo inteligente e orgulhoso e tentam viver dentro de suas características e costumes, ao tempo que interagem com o homem branco e se utilizam de tecnologia de ponta para acompanhar o
progresso. Como prova disto, a Nação Navajo tem até um site na Internet, onde se apresenta para o Mundo.
Ainda no campo religioso, os Navajos acreditam que o seu território está protegido por Manitu e consideram as quatro
montanhas que cercam a Reserva como Sagradas. Elas irradiam proteção contra os males humanos e
espirituais. As quatro montanhas são:
1. SISNAAJINI - (leste) - Pico Sierra Blanca, de 14.345 pés, nas Montanhas Sangre de Cristo, perto de Alamos, no Colorado;
2. TSOODZIL - (sul) - Monte Taylor, com 11.301 pés, nas Montanhas San Juan, perto de Grants, Novo México;
3. DOOK'O'OOSLIID - (oeste) - Pico Humphreys, de 12.633 pés, nas Montanhas San Francisco, perto de Flagstaff, Arizona;
4. DIBE NTSAA - (norte) - Monte Hesperus, com 13.225 pés, nas Montanhas La Plata, em Durango, Colorado.
Observação: As palavras em maiúsculas são os nomes indígenas dados às
Montanhas. Para transformar a medida pés em metros, multiplicar a altura por 0,3 (01 pé = 0,3
metros).
Organização
Social e Política
Os Navajos são bem organizados política e hierarquicamente, sendo a reserva dividida em setores administrativos e elegendo periodicamente o seu líder. Em 1895 foi criado o município Navajo, 66 por cento dentro da Reserva (são gestões distintas), envolvendo uma série de negociações, pois haviam muitos interesses por parte dos detentores do território.
A chegada principal ao Norte é por Kayenta, antigo entreposto comercial, que dá acesso ao Navajo Tribal Park de Monument Valley e pelo Sul é Oraibi, também velho posto comercial, situado dentro da Reserva Hopi. Os dois povos convivem em paz e harmonia.
Todos os anos ocorrem grandes festas comemorativas, como a do dia da constituição da Nação Navajo, onde são rememorados e homenageados todos os grandes nomes dos antepassados e tenta-se incutir nos jovens o apego aos costumes e tradições.
Ao contrário de algumas previsões pessimistas que corriam pelo Oeste Americano no início do século passado, nem todos os índios foram exterminados e hoje a Nação Navajo continua firme e forte, com um pé no passado glorioso e outro vislumbrando o progresso. De fato, vendo os Navajos contemporâneos, em nada lembram os antigos, mas basta ouvi-los, assistir suas festas e puxar pela memória para ver que os antigos ensinamentos ainda estão arraigados no sangue desse valoroso povo.
Linguagem
Os Navajos pertencem a classe lingüística Ataphaskan, como os Apaches e outros povos da região Sudoeste. Sua língua, logicamente, só é falada praticamente dentro da reserva, misturada com o Inglês, o que forma novas palavras, derivadas ou modificadas, ou mesmo adotadas.
Veja abaixo algumas palavras básicas dos Navajos:
Diné Bezati - Navajos
Yá´át´ééh - (yaat-éh) - Olá, Bem-Vindo!
At´she´hé - Obrigado
Ugh - Sim
To´tá - Não
Há´co´ná - Adeus, Até logo!
* (onde existe o sinal "til", a fala é pausada).
Existe um provérbio Navajo que diz:
caminhe em harmonia dentro do universo Navajo para ser consciente do que você é.
E não se assuste se subirem sinais de fumaça lá pelas bandas dos Montes Navajo… pode acontecer… pode ser uma mensagem para Águia da Noite. Afinal, sempre existe algum espertinho querendo levar vantagem e nunca foi enterrada a cobiça pelo ouro abundante que existe numa certa gruta naqueles montes.
Créditos:
Revistas TEX e Enciclopédia Encarta, informações compiladas pelo
colaborador G.G.Carsan
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