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Alguns
fatos da vida pessoal de Nick Raider
Neste
período de quase duas décadas de publicação, algumas histórias de
Nick Raider trouxeram à tona fatos acerca da vida pessoal deste
íntegro policial metropolitano que, justamente por sua retidão e
coragem de falar o que pensa, sempre é preterido por
seus superiores nas promoções.
Nick
Raider descende de imigrantes italianos que chegaram nos Estados Unidos
no início do século XX.
Em
1928, seu avô Nicola Raidero e sua esposa desembarcaram em Nova York, vindos de
um vilarejo da Itália, em busca de um lugar ao sol na “terra das
oportunidades”. Por erro de um funcionário da alfândega, o nome
Raidero perdeu sua última letra, ficando apenas Raider.
Em
1929, tiveram um filho, John Raider, que ficou órfão em 1933, quando
seu pai morreu ao cair de um andaime na construção de um arranha-céu.
John
cresceu e tornou-se policial, casando-se com Liza, de origem irlandesa.
Logo, tiveram um filho, que recebeu o mesmo nome do avô.
Nick
teve uma infância feliz mas, chegando à adolescência, a imagem boa e
afetuosa que ele tinha de seu pai mudou. O casamento de John Raider ia
mal e seu filho o culpava pelo sofrimento imposto à mãe, já instável
psicologicamente. Quando esta descobriu o caso extra-conjugal de John
com uma colega de trabalho, entrou num estado catatônico do qual não
saiu mais.
Depois
da enésima briga com o pai, o jovem Nick saiu de casa e passou a levar
uma vida errante, retornando somente depois da morte de John Raider, em 1972.
Tendo tido bastante tempo para refletir, Nick passou a compreender
melhor a figura paterna que se fora.
Após
servir no Vietnam, nas fileiras da polícia militar, onde foi treinado
pelo sargento Rafferty, que conseguiu forjar e temperar seu caráter,
Nick voltou aos Estados Unidos decidido a entrar para a polícia, como
uma forma de honrar a memória de seu pai. Sua carreira se iniciou como
agente de patrulha no Bronx, sob a tutela de outra figura marcante na
sua formação: Abraham Reginald King, vulgo Blackbear.
Quando
se tornou agente investigador, Nick encontrou um ponto de referência no
tenente Arthur Rayan, velho amigo da família Raider e um segundo pai
para ele.
A mãe
de Nick ainda vive e ele a visita de vez em quando, na clínica psiquiátrica
em que ela está internada.
Posteriormente, Nick
acabou investigando o homicídio de Jenny, que ele descobriu ser sua
meia-irmã,
nascida da relação do pai com a policial Norma Butler.
Títulos
pela Sergio Bonelli Editore na Itália
Enquanto
foi publicado pela SBE, três títulos abrigaram as
aventuras de Nick Raider e seus colegas do Esquadrão de Homicídios.
A
série
mensal possuía 100 páginas, com a tradicional capa “gialla”,
trazendo uma ilustração emoldurada por um fundo amarelo. Circulou de
junho de 1988 até o número 200, em janeiro de 2005. As histórias dos
números 100 e 200 são coloridas.
Nick
Raider Speciale teve dez números anuais entre julho de 89 e julho de 98.
A publicação de 132 páginas era acompanhada de uma revista de 36
páginas, que nas quatro primeiras edições continha informações do mundo do "giallo". As edições seguintes
trouxeram hq's curtas de Nick Raider e de personagens coadjuvantes da
série.
O
Almanacco Dell Giallo
pertenceu a Nick Raider de 1993 a 2004, passando
para
Julia
a partir de 2005. Contém em suas 176 páginas uma hq
completa de 94 páginas e o restante é preenchido com matérias sobre
as diversas manifestações do giallo no cinema, na literatura e nos
quadrinhos.
A
força do gênero policial em Nick Raider na Íntegra:
Parte 1 -
Parte 2
- Parte 3
Em
tempo: Texto
escrito por Alexandre Fontoura
Doeppre, curador da seção Nick Raider
do Portal TEXBR
topo
da
página
Nick
Raider
TEXBR
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