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Tex Willer, mais de 50 anos de aventuras Livraria Italiana
Editora Mythos
Capa de TXH-038, retocada em tons de azul.

CHRISTOPER "KIT" CARSON
Conheça o Kit Carson que existiu realmente


Verso&Reverso
Kit Carson atuou junto
com Tex pela 1ª vez
contra o Bando de Kid
Billy (TXC-003)
 



   

 

Gravura do verdadeiro Kit Carson. Fonte: Backroads of Colorado Christoper "Kit" Carson é um personagem que realmente existiu. Nascido em 1809 em Madison, no Kentucky, de uma família de origem irlandesa, transfere-se já em 1811 para Missouri, ainda um território semi-selvagem. Em agosto de 1826, cansado do trabalho de aprendiz de seleiro, foge para agregar-se a uma caravana, direto para o Novo México, dando início assim a uma das mais aventurosas e lendárias existências do Oeste selvagem.

Entre 1832 e 1842, Kit Carson viaja na vastíssima zona das Montanhas Rochosas, entre Idaho, Colorado, Utah e Wyoming, partilhando a vida precária de trappers, já então lendários, e se casa uma vez com uma mulher índia, Waa-nibe. Em 1842/43 guia como scout duas expedições de John Charles Frémont através de vários territórios inexplorados: o objetivo oficial é o estudo do South Pass e a medição da altura das Montanhas Rochosas, um trabalho que levará depois à confecção do primeiro grande mapa do Oeste.

Em seguida, Kit Carson casa-se com Josefa Jaramillo e logo constrói uma fazenda nos arredores de Taos. Mas depois vende tudo, e acompanha Frémont na sua terceira expedição. De 1846 a 1848, combate na Califórnia na guerra dos Estados Unidos contra o México; foi, entre outras coisas, usado como mensageiro a Washington e levou também a notícia da descoberta de ouro na Califórnia.

Até 1853 realiza várias outras missões como scout; em 1854 é nomeado agente indígena, guia diversas expedições militares e encontra tempo para ditar as suas memórias: sua autobiografia é um verdadeiro e próprio inventário de todos os tipos western - escrita de uma vez, não tendo em vista uma publicação (foi impressa somente em 1926), é surpreendentemente autêntica. 

Vejam a reconstrução feita pelo livro "Il grande cielo dei cacciatori dei castori": "Retornado a Taos, Kit logo foi nomeado Comissário governamental para as tribos Ute e Jicarilla Apache, cargo que ocupou até a explosão da Guerra Civil em 1861. Após a sua primeira participação, ficou claro que Kit Carson pretendia defender não somente os brancos dos índios, mas, sobretudo os índios dos brancos. Como resultado, por todo o período no qual Kit Carson foi Comissário governamental, nem os Utes, nem os Jicarillas jamais marcharam sobre a trilha de guerra”. Se para os Cheyennes, Kit Carson era o Pequeno Chefe, “para os Utes não foi outro senão Pai Kit”. 

Em 1861 se demite do cargo e torna-se coronel de um regimento de voluntários do Novo México: toma parte em várias campanhas contra os Índios, como aquela, entre 1863 e 1864, contra os Navajos, índios que foram os seus mais difíceis inimigos, e, invés de comportar-se como o leal herói das nossas histórias em quadrinhos, os constringe à rendição, destruindo as suas reservas invernais de alimento e expondo assim guerreiros, mulheres e crianças a uma morte horrível. Carson os deportou depois para um campo de concentração no Novo México, de onde os Navajos poderiam voltar ao Arizona após cinco anos de prisão e somente para estarem confinados em uma reserva. 

Carson torna-se General e dá baixa em 1867. No ano seguinte é Superintendente para os negócios indígenas no Colorado. Morre em 23 de maio de 1868.

Kit Carson, que visitou todo o Oeste, viveu os anos melhores e mais heróicos, é sem dúvida um homem maravilhosamente politically incorrect, que uniu coragem e cortesia, lealdade e curiosidade intelectual, mesmo se está longíssimo de valores tais quais a tolerância e o respeito pelas minorias.

O seu "lado obscuro" é aquele de um sanguinário indian fighter, mas não é racista, e tem amigos e camaradas índios. Torna-se um mito já aos 25 anos, quando sai vitorioso de um incrível duelo com um gigantesco francês: ele, pequeno de estatura, renova as crônicas do confronto Davi-Golias. O seu papel é aquele de um autêntico fundador, dele se abre ao conhecimento e a épicos cenários novos: encarna a lenda da pista para Santa Fé, e junto à contradição entre amor pela wilderness e a propagação do progresso.

A sua figura é dada como alimento aos romances de "gênero" quando ainda está na plenitude da sua atividade de scout: em 1845 Frémont publica os reports das suas explorações, presenteando a fama a Kit, único norte-americano puro-sangue entre os franceses da expedição. Depois, a partir de 1849, chegam os romances, ínfimos, mas de grande sucesso, como Adventures in the Far West, The Fighting Trapper, etc. Outras suas aventuras, que mesclam realidade e fantasia das mais desenfreadas (com óbvia preponderância da segunda) são escritas por Samuel G. Hall, e publicadas com notável sucesso de público.

Para finalizar, o Portal TEXBR destaca que o verdadeiro Kit Carson nada tem a ver com o Kit Carson das histórias de TEX. G.L. Bonelli inspirou Cabelos de Prata num personagem homônimo de Rino Albertarelli.

Fontes:
Aurelio Sangiorgio. Atlante di Tex. Roma, Il Minotauro, 2001.
Gianni Bono, Leonardo Gori. Tex. Un Eroe per Amico. Federico Mota Editore, Milano, 1998.

Para saber mais:
Kit Carson, um homem da montanha
Kit Carson, o pard de TEX

Em tempo:
Informações desta página foram enviadas por
Afrânio Braga, de Manaus, AM, Brasil.

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