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BANG BANG VIRTUAL
Sapucaiense cria um site com muita
informação e detalhes sobre Tex, o famoso caubói dos
quadrinhos criado em 1948
Bang-bang à internet. Desde a semana
passada, um dos heróis mais populares dos quadrinhos
ganhou uma home page de respeito. Criado pelo sapucaiense
Gervásio Santana de Freitas, 29 anos, o site www.tex.dk3.com se propõe a ser
a maior fonte de informação em português do universo
do caubói criado em 1948 pelos italianos Gian Luigi
Bonelli e Aurelio Galleppini. Isso porque o espaço
virtual tem uma caprichada pesquisa histórica sobre as
aventuras do personagem, o contexto histórico,
curiosidades e resumo detalhado das 532 revistas lançadas
no Brasil até agora.
O site entrou no ar no dia 17 de agosto e
já contabiliza 200 acessos, principalmente de amantes do
caubói que luta pela justiça no século 19. Assim como
as revistas (no Brasil são publicadas a Tex, que está
no número 369 e custa R$ 2,90 e Tex Coleção, no 163 e
ao preço de R$ 3,50), a home page tem aspecto sóbrio,
mas injeta algumas cores no mundo preto e branco de Tex
Willer.
Ainda em construção, seu autor está
aceitando contribuições de resenhas ou ilustrações.
"Trabalhando sozinho cerca de 10 horas por semana,
acredito completar o projeto em uma ano", comenta
Gervásio. Mapas, características históricas da região,
comunicação, armas utilizadas, tribos indígenas e
resumos detalhados de cada revista estão no pacote.
"Vi a necessidade do site ao constatar que não
existiam títulos completos sobre o Tex em português. O
interessante é que o endereço foi autorizado pela
Bonelli Fumetti. Minha expectativa é que, no futuro, ele
vire a page oficial no Brasil", sonha o fã do caubói.
Para isso o fã aproveita os mais de 600
gibis que guarda cuidadosamente em casa. Ainda faltam
alguns para completar a coleção e ele peregrina uma vez
por mês nos sebos da Capital e Vale dos Sinos atrás dos
números que faltam. A primeira revista do Tex chegou às
suas mãos por um amigo, quando Gervásio tinha 13 anos e
devorava exemplares de Batman e outros super-heróis.
"Me apaixonei pela riqueza de detalhes do desenho,
um primor de contrastes, e nas histórias bem
fundamentadas. Além disso, o clima de faroeste e a forte
personalidade dos protagonistas sempre me cativou",
explica. A coleção começou timidamente quando começou
a trabalhar, aos 15 anos, e nunca mais parou.
Tex está sofrendo a mesma retração dos
demais quadrinhos, que já não vendem a mesma coisa de
15 anos atrás, mas Gervásio acredita que muitos
adolescentes estão descobrindo e gostando do caubói.
Uma nova geração de leitores pode manter o tiroteio
vivo por muitos anos.
Conheça os pards
Tex Willer (era para ser
Killer, mas os criadores resolveram mudar na última hora)
é o herói do gibi. Ele vive no século 19 e envelheceu
apenas 20 anos em seus 50 de existência. Em suas
primeiras aparições, ele encarnava um fora-da-lei, que
entrava nas aventuras por dinheiro, chegando a ter
cartazes espalhados pelo velho oeste oferecendo 10 mil dólares
pela sua cabeça. Com o tempo, porém, sua postura em
nome da justiça o fez passar para o lado dos mocinhos,
que lhe deram o cargo de ranger. Em mais de 50 anos ele
se aventurou do Alaska à Bolívia e chegou a
protagonizar histórias de bruxaria e até ficção científica.
O velho Kit Carson é seu
companheiro mais antigo. Os dois tornaram-se companheiros
inseparáveis quando Tex entrou para os rangers.
Rabugento e pessimista ao extremo, é gentil com as
mulheres e irônico com o amigo. É conhecido como
Cabelos de Prata pelos índios navajos.
O jovem Kit Willer (filho de Tex
com Lilyth, filha de Flecha Vermelha, o chefe navajo) é
uma fera no gatilho. Por ter vivido muito tempo junto aos
índios, o garoto mistura a astúcia dos nativos e a
habilidade com o Colt 45. Ele chegou a se vestir de
mulher para salvar a pele do grupo.
O índio Jack Tigre fica histórias
inteiras sem dizer nada, soltando no máximo um "ugh"
que pode significar várias coisas. Porém sua falta de
palavras é compensada pela facilidade em explorar territórios
selvagens. Mas nem sempre ele foi assim. Antes da morte
da amada Taniah, Tigre era alegre e brincalhão.
OBS: Para cada pard, foi inserido um pequeno desenho onde
aparecia a fisionomia do mesmo. Para Tex foi escolhido a
capa de TXC-163; para Carson, a capa de TXC-046; para Kit
Willer, a capa de TXC-021; e para Jack Tigre, a capa de
TEX-342.
-> Matéria publicada 31/08/2000 no Bah!, suplemento
semanal encartado às quintas-feiras no Jornal Vale dos
Sinos, Diário de Canoas e Jornal NH, circulando nas
cidades de Porto Alegre, Canoas, Esteio, Sapucaia do Sul,
São Leopoldo, Novo Hamburgo, Portão, Campo Bom e Sapiranga.
Veja também:
Capa do Caderno Bah onde saiu
esta matéria
Foto de Gervásio Santana no QG-TEX
topo da página
Divulgação
Por Trás do Pano
Tex
Willer
TEXBR
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