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Para
comemorar um ano do caderno Forteens do Jornal Meio Norte, Bernardo
Aurélio, escritor da coluna ESTAÇÃO HQ, escolheu um personagem que
marcasse a data com chave de ouro para abrilhantar a edição. E por
isto escolheu Tex Willer como tema da matéria.
Diagramada
com belas imagens em cores, a matéria mostra nas entrelinhas que o
autor do texto discorreu com propriedade e conhecimentos sólidos
sobre a vida do ranger mais temido do oeste em cada um dos
parágrafos.
Para nosso
júbilo, no final da coluna, há uma indicação de peso do Portal
TEXBR para os leitores do jornal, o que nos confere uma
responsabilidade ainda maior para com todos os nossos
navegantes!
Abaixo, em
caráter informacional, você lê a íntegra da matéria de Bernardo
Aurélio, como prova de que TEX é um personagem carismático em todos
os quadrantes do Brasil, especialmente no nordeste!
Tex, sua
origem e legado
No
ano de 1948, o escritor de quadrinhos Gianluigi Bonelli, arrumava um
tempinho entre um sucesso editorial e outro para fazer os roteiros da
tirinha Collana del Tex, enquanto o desenhista Aurelio Gallepini
dedicava uma horinha da noite para rabiscá-la, rapidamente, pois
tinha títulos mais importantes nos quais trabalhar. Assim nascia Tex
Willer, que viria a ser um dos mais importantes personagens dos
quadrinhos mundiais, em uma revista de expressão discreta (clica
sobre a imagem ao lado para ampliar).
Com o passar
do tempo, os demais títulos de bang bang italianos foram saindo das
bancas, sendo cancelados, enquanto Tex continuava crescendo em
popularidade e número de vendas. Bonelli e Galep perceberam que
aquele ranger do Texas era o personagem mais importante que tinham em
mãos e não demorou a estourar um grande sucesso.
No Brasil,
Tex foi publicado ainda na Revista Júnior, ininterruptamente, da
edição 28 à 265 (de julho de 57). Só voltaria a aparecer em
fevereiro de 71, pela editora Vecchi. Em 1983 o título passaria à
Rio Gráfica (futura Globo) e depois, em 1999, à sua casa atual, na
Mythos.
O
personagem possui uma história editorial invejável, que proporcionou
a Bonelli criar sua própria editora e lançar o que chamam de
"os filhos de Tex", como Zagor, Ken Parker, Mágico Vento e
até mesmo quadrinhos nada a ver com westerns, como Dylan Dog ou Nick
Raider.
Algumas
pessoas acham que Tex é aquele galãzinho estereotipado do cinema de
velho-oeste, mas na verdade ele é rude, recorre quase sempre à
violência e não é nada burocrático. Também não é o herói que
ganha todas. Durante sua primeiríssima saga, intitulada "O Totem
Misterioso", a bala do bandido raspa-lhe a têmpora, derrubando-o
de cima de um penhasco, para sorte dele, havia um rio no final da
queda, salvando-o da morte. Pior foi em Tex gigante nº 9, depois de
apanhar de 4 bandidos até perder a consciência, de perder seu cavalo
no fundo de outro penhasco, ele cai durante 10 quadros seguidos,
batendo em arbustos e pedra, até alcançar. moribundo, seu cavalo
morto.
Outros podem
achar que os textos de Bonelli são infantis, muito maniqueístas (bem
versos mal), perto de um Giancarlo Berardi (autor de Ken Parker), mas
ninguém nega o respaldo que o simples nome "Tex" impõe.
DICA: Se
você é fã do TEX
www.texbr.com
Em tempo:
Agradecimentos
a Bernardo Aurélio, escritor da matéria, e a Fernando José de Sousa
Alencar, que enviou a imagem digitalizada para o acervo do Portal
TEXBR. O jornal Meio Norte tem um belíssimo site na internet, acessos
via www.meionorte.com.br.
topo da página
Divulgação
Por Trás do Pano
Tex
Willer
TEXBR
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