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A História
Ambientação
Personagens
Curiosidades
Ficha Técnica

Nessa
edição:
Tudo sobre o casamento de TEX com a bela índia Lilyth, também
conhecida como Lírio Branco.
Tex ganha nsta história o apelido de Águia da Noite e um cachorro chamado Satan. E por duas vezes
nosso ranger toca fogo no Saloon de Bessie.
Você
sabia?
Do casamento de TEX com a índia Lírio Branco, nasceu Kit Willer,
conhecido entre os índios como Pequeno Falcão.
Depoimento:
Pacto de Sangue é uma história de amor. E, para contá-la achei que ninguém melhor do que a pessoa que a viveu, Tex Willer. Adorei usar esse recurso para narrar a saga breve e romântica de Tex, tentando traduzir suas emoções em cada passo desta aventura. Tex descobre o amor, ganha o título que lhe será um segundo nome e perde um pouco da inocência ao descobrir a mágoa de ser desacreditado e ter suas palavras e atos postos em dúvida. Uma grande
história que só ele mesmo poderia contar. Eu apenas me limitei a pôr seus sentimentos
no papel.
Fernanda Martins
Fernanda Martins
escreveu esta resenha para o Portal TEXBR. Ela é texiana
e mora em Leusden, na Holanda. Esta resenha foi
publicada pelo Portal TEXBR em fevereiro de 2004 (QG-TEXBR).
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Sinopse:
Nesta
edição, em busca de uma quadrilha que traficava armas para os índios, Tex descobre o amor e a força do poder numa estória marcante e cheia de surpresas.
Conheça nesta aventura todos os acontecimentos que resultaram no casamento de TEX.

Eu, Tex Willer, tinha ido somente à procura de
Kit Carson, mas quando cheguei no quartel-general dos rangers em Phoenix tive uma surpresa nada agradável. Kit já não se encontrava por lá mas um telegrama de Marshall me esperava. Impedido de seguir os passos de meu amigo, fui enviado à zona fronteiriça entre o Arizona e o Colorado, onde uma sublevação de índios navajos e pés-preto fugidos das reservas trazia todos os indícios de tráfico de armas.
Depois de alguns dias de viagem cheguei a Lees Ferry, cidadezinha a alguns quilômetros da fronteira com o Utah. Cansado, decidi lavar a garganta e eis que a sorte me abraça. Travo conhecimento com Buck Horn, uma peça pequena da grandiosa engrenagem do tráfico de armas, mas que naquele momento mostrou-se extremamente preciosa.
Uma leve encenação de dureza com o xerife local me colocou numa posição privilegiada com Buck, que me convidou a fazer parte do bando. Através das suas indicações dirigi-me a Durango, à procura de um tal Jerry Stone. Eu já começava a achar que afinal de contas a minha missão estava parecendo mais fácil do que eu pensara quando, a caminho de Durango, vi-me perseguido por índios nada
amistosos.
Sem opção, corremos como loucos, eu e meu Dinamite. Bloqueando nosso caminhos os selvagens nos encurralaram no topo de uma escarpa. Atrás os índios se aproximavam. À frente, um salto de 4 metros de distância nos separava da salvação. Sem pensar duas vezes e confiando no meu cavalo segui em frente. O salto no vazio, meu coração estava aos pulos. Só me lembro de que Dinamite tropeçou ao aterrissar no outro lado e eu vi o chão se aproximar lentamente. Uma nuvem de poeira e nada mais.
Uma tremenda dor de cabeça me acordou e não pude mexer meus braços. Olhei ao meu redor e me vi amarrado num poste num acampamento indígena. Vários selvagens me olhavam e um deles, que parecia ser o chefe, começou a desabafar toda a sua raiva contra mim por eu ser um cara-pálida e ter roubado as terras indígenas.
Argumentei inutilmente e por fim resignei-me à morte próxima. Não demonstrei medo para não dar alegria àquela turba raivosa, mas só eu sei o que senti quando as machadinhas começaram a voar e a bater no poste a centímetros do meu corpo. Depois de algum tempo um deles se aproximou e abriu minha camisa, traçando no meu peito nu um círculo com um carvão incandescente. Que dor! Sufoquei um grito na garganta, mas suava frio.
Acalentava-me a idéia de que a tortura não iria demorar por muito mais tempo. Fizeram o sorteio da flecha negra e eu
vi o semblante daquele que iria tirar minha vida. Jamais pensei que fosse morrer assim. Foi quando ela apareceu. Interpondo-se entre mim e meus algozes, ela anunciou que queria se casar comigo. Casar? Deviam já ser os delírios
precursores da morte. Mas não, era real.
E ela era linda. Lilyth era seu nome. Lírio Branco.
Seu pai, que eu soube chamar-se Flecha Vermelha, ainda me perguntou se eu aceitava essa honra. Mas é claro que sim. Nosso casamento não era por amor. Naquele momento, interesses mútuos nos uniam. Eu, além de não querer morrer daquele jeito, queria desbaratar o tráfico de armas e descobrir as razões das revoltas indígenas. Ela, por ter sido criada em uma missão, estava cansada daquela guerra inútil contra os brancos. Unimos nosso sangue num ritual sagrado e naquele momento nem imaginávamos o quanto isso iria mudar as nossas vidas.
Depois da cerimônia, Flecha Vermelha contou-me que os índios estavam revoltados contra o "pai grande" de Washington que queria vê-los morrer de fome e de frio para se apoderar de suas terras, negando a entrega de víveres e cobertores. E mais, disse-me ainda que o único amigo deles era Jerry Stone que lhes trazia alimentos e armas em troca de peles de bisonte.
Logo percebi a trama do bandido de Durango. Expliquei ao
agora meu sogro que tudo isso não passava de uma grande armação e que eu fora encarregado exatamente de investigar os acontecimentos pelo próprio "pai grande". Ainda sem acreditar totalmente em mim, mas dando-me um voto de confiança, Flecha Vermelha prometeu manter os navajos quietos por um mês.
As responsabilidades acumulavam-se agora às minhas costas. Prometendo a Lilyth voltar, segui diretamente para o saloon de Bessie, em Durango, onde Buck Horn havia me dito que poderia encontrar Jerry Stone. Ao chegar, travei conhecimento com Big Tom e Bessie, apresentando-me como Nevada Jim.
Convidando-me para um drinque no andar superior do saloon, Bessie começou a me interrogar. Mostrando-me arisco, fui surpreendido pelas costas por Stone. Sem me abalar, defendi-me dando-lhe um soco e, continuando a representar o meu papel, chamei-o de espião de xerifes. Meu "modus operandi" agradou aos bandidos.
Mas, quando pensei estar com a faca e o queijo na mão fomos surpreendidos pela entrada do xerife local que, para meu azar me reconheceu. E pior, revelou que eu, antes um fora-da-lei, agora fazia parte do corpo dos rangers. Sem alternativas, confirmei, mas continuei meu jogo e afirmei ali estar à procura da pessoa que estava vendendo armas aos índios.
Obviamente negando, Stone também provou ser um bom jogador, e disse-me que procurava homens para proteger o tráfico de mercadorias que possuía entre Durango e Denver que vinha sendo constantemente atacado. Aceitei a oferta que me fez para acompanhar a próxima carga. Apesar de a história dos roubos ser verdadeira, algo me dizia que Stone não era o que aparentava ser. Mal sabia eu que naquele momento os três, Stone, o xerife e Bessie, estavam bolando um plano para me liquidar.
Decidi dar uma olhada no local onde o trem com as mercadorias sofria os assaltos, a Garganta de Tula. Lá chegando
encontrei uns funcionários da ferrovia que me colocaram a par de como o assalto se desenvolvia: os bandidos roubavam somente as caixas com as mercadorias de Jerry Stone e depois desapareciam no Rainbow Pass. Quando ia me revelar mais detalhes, ouvi um tiro e vi cair à minha frente o meu informante, numa bala que certamente era dirigida a mim.
Mas felizmente a bala só o atingiu no ombro e, com a ajuda dos outros funcionários,
subi no rochedo em que se localiza o atirador para surpreendê-lo pelas costas. Apontei a arma para ele, mas uma flecha passa voando e se enterra a poucos centímetros da minha mão. Estremeci e errei o tiro. Recuperei-me imediatamente e disparei na direção em que a maldita flecha foi atirada, mas inútil. Os canalhas fugiram.
Voltei para junto dos funcionários da ferrovia e, pela descrição que fiz do atirador, descobri sua identidade e o lugar onde poderia encontrá-lo. Seu nome era Ben Cabeça Dura e não me surpreendi muito ao saber que o saloon de Bessie era seu local preferido. Pois para lá me dirigi.
Se eu tinha dúvidas então de que Jerry Stone não era o que aparentava ser, então estas foram totalmente dissipadas quando presenciei Ben, Stone, Bessie e o xerife sentados a uma mesa num quarto reservado do salão jogando pôquer como se nada houvera acontecido. Muito embora negassem que Ben fosse culpado do atentado à minha vida eu lhes mostrei que não era idiota e lhes ameacei, deixando-os para trás na certeza de que estariam armando mais um plano para me matar.
Na saída do saloon deparei com Big Tom que me revelou mais uma peça do quebra-cabeça: Pat Moreland, o agente indígena também estava na lista do bando. Havia mais podridão nesse negócio do que eu imaginara a princípio. Parti então ao encontro do agente. Ele possuía uma casa nas montanhas e lá chegando não encontrei ninguém.
Passei a vasculhar o lugar e achei documentos interessantíssimos. Mas eis que ouço uma voz nada amigável às minhas costas. Surpreendido, me viro para me deparar com um revólver ameaçador. Mas antes que o agente indígena cumpra a sua promessa de me matar um tiro lhe atinge as costas. Mais uma vez alguém intercepta uma bala que era dirigida a mim. Corro para a janela e atiro na direção dos disparos. De repente minha cabeça explode em dor e caio inconsciente.
Uma cascata de água fria me traz de volta à consciência e através da névoa que ainda cobre meus olhos vejo o xerife apontando uma arma para mim e ameaçando-me com a forca pela morte do agente indígena. Ainda tonto, mas compreendendo a tramóia que me armaram, deixo-me amarrar e conduzir à cadeia de Durango.
A minha dor de cabeça piora quando ouço vozes furiosas do lado de fora pedindo pelo meu linchamento. De repente uma voz me chama e reconheço ser Big Tom que me joga uma arma pela janela, junto com um bilhete, onde meu amigo me revela que o incitamento da multidão é somente parte de um truque para me matar. Receberei ainda uma arma com pólvora seca e outro bilhete incentivando-me a fugir pelos fundos, onde alguns bandidos estariam à minha espera. Belo truque.
O xerife quer se livrar de uma futura investigação dos rangers. Deixo que ele siga o seu plano, mas agora as cartas são minhas. Ao ver o xerife se aproximar, surpreendo-o, demonstrando saber do seu truque e, de posse de uma arma com munição verdadeira, obrigo-o a sair pelos fundos, onde ele é atingido pelos comparsas. Pela terceira vez, alguém é atingido com balas que levam meu nome. O plano dos bandidos saiu totalmente pela culatra. Ao atirar no xerife atraem a multidão furiosa que, ao ver o homem da lei morto no chão, persegue-os achando serem meus cúmplices.
Aproveitando a oportunidade, vou ao salão de Bessie para lhe agradecer estes agradáveis momentos que passei. Surpresa por eu ainda estar vivo, ela ainda ousa me ameaçar. Sem dar atenção às suas palavras, toco fogo no saloon e fujo pelos fundos onde Dinamite, lá colocado por Big Tom, está à minha espera.
Sabendo que aquela corja estaria decidida mais do que nunca a me liquidar, dirijo-me ao quartel dos rangers em Alamosa para pô-los a par dos reais acontecimentos em Durango. Mas, lá chegando sou surpreendido pelas palavras do comandante que, ao receber um telegrama de Jerry Stone, atual xerife de Durango, põe em dúvida a minha versão dos fatos e decide me manter no comando para investigações.
Meu sangue ferveu e, sem hesitar, nocauteei o comandante, que era sobrinho do Senador Caldwell, um dos manda-chuvas em Washington, e saí do forte. Eu desconfiava que o comandante Caldwell mandaria alguns dos seus homens me perseguirem, por isso adotei algumas táticas de despistamento e surpreendi dois dos rangers que me preseguiam. Contei-lhes então a minha versão dos fatos na qual acreditaram e me deixaram seguir.
Eu estava encrencado e minhas esperanças depositavam-se em Marshall. Parei na cidade de Clayton de onde lhe mandei um telegrama relatando tudo que me havia acontecido e o que eu havia descoberto até então. Sabendo que a partir de agora não poderia contar com a ajuda de ninguém, decidi agir à minha própria maneira.
Todo encapuzado, esperei o trem com as mercadorias de Stone na Garganta de Tula e, quando o comboio diminuiu a velocidade, pulei. O pior inimigo quando se corre pelo telhado de um trem é o vento, mas mesmo assim cheguei à locomotiva e obriguei os maquinistas a pararem a máquina. Agindo como um bandido, "assaltei" a mercadoria de Stone e observei que as inscrições nas caixas coincidiam com os documentos que havia encontrado em posse de Pat Moreland. Nelas havia escrito B & T Trade Ltd. Denver. Que Stone estava metido até os ossos na trama eu já sabia, mas quem seriam B e T ?
Fiquei só imaginando a cara que os homens de Stone fizeram ao descobrir que alguém já havia assaltado o trem antes deles. Bem, não demorei muito a descobrir, pois logo eles vieram ao meu encalço. Mas eu estava longe e prevenido e não me foi difícil
despistá-los.
Voltei à aldeia navajo para encontrar a doce Lilyth à minha espera. Adorei ver no seu rosto a alegria com que me recebeu. Lentamente estávamos descobrindo o amor. Ela me surpreendeu ao me chamar de Águia da Noite. Perguntei a razão e ela me revelou ser assim que os índios me chamaram ao me ver partir vestido de negro. Água da Noite. Nessa época eu desconhecia o peso desse nome. Conversei com Flecha Vermelha e fiquei satisfeito ao ver que ele acreditava nas minhas palavras e abria os olhos às mentiras dos bandidos.
Recusando a ajuda dos guerreiros navajos, parti sozinho de volta a Durango. Se eu não estava enganado, Stone iria se comunicar com seus parceiros. Entrando no correio por uma das janelas, descobri o que queria. Telegramas de Stone a Brennan e Teller, os famosos B e T, em Denver, dizendo-lhes que enviaria seus homens para acompanhar a mercadoria da estação de Alamosa até seu destino final. Ótimo. Êpa, um barulho. Alguém está entrando. Ora, ora, um ladrão que veio assaltar a caixa-forte dos correios. Bem, sou um ranger. Vou
frustrá-lo.
Vendo que ele é um dos componentes do bando de Stone decido arrancar-lhe algumas informações e termino descobrindo que o verdadeiro chefe dos traficantes de armas é nada mais nada menos que Bessie. Agradeço a informação deixando-o nocauteado e, como estou de bom humor, deixo um bilhetinho pregado em seu peito, alertando quem o encontrar de que aquele é mais um dos muitos ladrões de Durango.
Decido fazer uma visita a Bessie e lá chegando surpreendo esta, em seu novo saloon, em alegre conversa com o novo xerife da cidade, Stone. Naturalmente eles não ficaram nada satisfeitos em me ver. Sem saber quem sou, Bessie me oferece parceria. Recuso e aconselho-os a deixar a cidade e parar com o tráfico. Ainda sob a mira da minha arma, jogo-os escada abaixo pelos fundos do saloon e toco fogo no estabelecimento.
Infelizmente minha manobra não passou totalmente despercebida e sou perseguido por várias pessoas. Raios, maldita hora em que deixei Dinamite fora da cidade. Mas avisto uma carroça cheia de feno e pulo nela. Correndo de um lado para o outro, golpeando um aqui e outro ali, consigo finalmente alcançar Dinamite e fugir da cidade. Mas a sorte não estava totalmente do meu lado. Sem saber, fui visto pelo índio Raposa Vermelha que iria facilmente seguir a minha pista e me preparar um
grande golpe.
Mas agora eu estava indo de volta para os braços de Lilyth e nada mais me importava. Ao chegar na aldeia descobri que tinha mais um amigo: um cachorro que meu sogro me havia dado de presente. Chamei-o Satan e em breve ele se tornaria de muita utilidade. Saí com o cachorro a passear e quando voltei não encontrei minha Lilyth. Depois de dez minutos sem que ela aparecesse, comecei a me preocupar.
Indagando a uma velha da aldeia, descobri que ela havia saído com Tagua em direção à nascente do rio. Lá chegando, Satan começou a uivar e descobri rastros de luta. Meu coração acelerou e não demorei muito a perceber que aquele maldito renegado havia raptado a minha Lilyth.
Eu não sabia o porquê e a raiva tomou conta de mim. Avisei a Flecha Vermelha e seguimos com mais um grupo de navajos à caça de Tagua. Se um navajo tem os olhos aguçados, dezenas deles são capazes de descobrir qualquer sinal, mesmo entre pedras, e não demorou muito para que achássemos Tagua. Só que para meu desespero ele estava morto, debruçado em seu cavalo, atingido por uma flecha dos índios pés-pretos. A fim de evitar um conflito entre tribos, convenci Flecha Vermelha a deixar-me seguir só à aldeia dos pés-pretos pois tinha quase certeza de que lá encontraria Lilyth.
Dito e feito, no caminho encontrei o maldito Raposa Vermelha Vermelha que me confessou o que eu já temia. A minha esposa estava em poder de Grande Trovão, chefe dos pés-pretos.
Levando Raposa Vermelha desmaiado comigo, cheguei à aldeia e lá confirmei todas as minhas suspeitas. O chefe Grande Trovão também estava sendo iludido pelos bandidos e usado pela quadrilha. Usando toda a minha lábia convenci Grande Trovão a libertar Lilyth e fi-lo ver as mentiras que se escondiam por trás das palavras daqueles caras pálidas.
Nossa conversa fluía bem até que um grito fez-me virar repentinamente, mas não a tempo de desviar-me da flecha que partia em minha direção. Senti um forte impacto no peito e a escuridão desceu sobre meus olhos. Mas fôra só um susto: a flecha atingira a minha estrela de ranger e eu nada sofrera. Vi Raposa Vermelha seguro por outros índios e decidi ganhar pontos com Grande Trovão pedindo-lhe que me permitisse aplicar a lei da faca para
puni-lo.
Eu confiava nas minhas habilidades e como esperava, saí vencedor. Com isso, o chefe indígena prometeu-me enterrar a machadinha de guerra e, em troca, lhe disse que acabaria com a quadrilha dos bandidos e restauraria a ordem no departamento indígena. De volta à minha aldeia deparei com Ben Cabeça Dura e um bando de idiotas que tentaram me matar. Bem, pior pra eles. Não sobrou um para contar história. A minha balada começara.
Continuei com o meu plano e ataquei outro trem com carregamentos de armas. Só que desta vez tive uma agradável surpresa. Nele viajava meu velho amigo Kit que, a mando de Marshall, viera em minha busca. Com sua ajuda destruí o vagão de mercadorias e sem o saber troquei tiros com Trenton, um dos parceiros de Brennan.
Segui com Kit até a minha aldeia navajo e no caminho contei-lhe tudo que se havia passado comigo, inclusive o fato de que agora eu era um homem casado. Eu me diverti com a cara que ele fez, e mais ainda depois que conheceu Lilyth. Bem, não preciso dizer que ele ficou encantado com sua beleza.
Kit pôs-me a par das preocupações de Marshall e me convenceu a irmos até Durango passar-lhe um telegrama e esclarecer tudo. A partir daí, muitas outras coisas aconteceram, mas com a ajuda de Carson e dos navajos, consegui desbaratar a quadrilha da maneira mais eficiente que conhecia, ou seja, a bala.
Mas eu ainda iria descobrir que a teia do poder é mais extensa do que eu pensava e que aquele em que eu acreditava não me apoiou no momento em que mais precisei. Mas se a teia era grande a minha vontade de esmagá-la era ainda maior. Venci no final, mas essa vitória não foi saborosa como eu pensara que seria. Perdi um pouco da minha inocência com tudo isso e uma mágoa surgiu dentro de mim...
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Quartel-general dos rangers em Phoenix; Lees Ferry - Arizona; Durango; Garganta de Tula, a 12 km de Durango; Clayton
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Buck Horn,
Jerry Stone (+),
Flecha Vermelha,
Lilyth (Lírio Branco),
Big Tom,
Bessie (+),
Wess, xerife de Durango (+),
Ben cabeça dura (+),
Ta-Hu-Nah,
Pat Moreland (+),
Peter Caldwell,
Grande Trovão,
Jovem Falcão,
Kit Carson,
Marshall,
Brennan,
Trenton (+),
Teller
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Para
compor
esta
página
foi
tomada
por
base TXC-012
- Pacto de Sangue,
editada
pela Editora Globo, 100 páginas,
dimensão
13,5
por
17,7
cm. Roteiro
de
G.L.
Bonelli
e
arte
de de Galep. A capa é de Galep.
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Tex Coleção 001 a 100
TEX
WILLER
TEXBR
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