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Sinopse: Um grande roubo é planejado e
executado e somente TEX poderá capturar os facínoras.

O Grande Roubo é um western puro e duro, construído e estruturado no mais puro estilo clássico: um tema central no cerne do argumento, o assalto a um comboio, e a perseguição movida aos assaltantes, com jogos de traições e desencantos pelo meio, que nos prende de princípio a fim, conseguindo iludir o leitor em várias
seqüências.
As primeiras 50 páginas são de pura acção, servidas por um traço vigoroso e contrastante de pretos e brancos intensos do espanhol Ortiz, que lhe confere uma atmosfera densa e trepidante. No fundo, haverá algo que melhor caracterize o velho oeste do que um assalto (aqui a um comboio) e a louca perseguição aos fora-da-lei?!...
Nizzi assim o entendeu e fez questão em construir o seu argumento, não se alongando em grandes retratos psicológicos. Existe um profundo maniqueísmo em cada personagem, elas são o que são, cada uma assume o seu papel vincadamente. Dois exemplos: Lynch e Tex. O primeiro é um fora-da-lei perfeito, fisicamente não engana, veste-se como um gambler (jogador) e psicologicamente comporta-se como tal. Procura seguir o seu objetivo, a obtenção do dinheiro, matando apenas em último recurso, quando algo atrapalaha os seus planos.
No fundo, o assalto foi todo preparado como se de mais um mero jogo se tratasse. A sua cúmplice retrata-o na perfeição quando afirma "Você não presta... mas eu te amo". O outro exemplo é Tex, retrato marcante do cowboy duro, roçando a falta de sensibilidade e escrúpulos quando se trata de manter a lei, aliás uma das características mais apreciadas na personagem.
Nizzi não descura este facto, explorando habilmente esta faceta do ranger quando, por exemplo, no Povoado fantasma Tex preocupa-se em enterrar Luke Thorton e os seus cúmplices, porque nesta fase da história o herói ainda não conhecia os pormenores da trama do assalto e andava a investigar. Posteriormente, quando Tex e Carson perseguem a diligência e se deparam com o cadáver de Gibson, a mesma preocupação moral já não está presente: "Não podemos passar nosso tempo bancando os coveiros", pois nesta fase Tex já estava ciente da trama e a perseguição não podia abrandar.
Ortiz está à vontade a desenhar o western e isso é bem patente no prazer conferido a cada página, a cada sequência. As cenas de ação são de grande qualidade, atingindo freqüentemente a perfeição, podendo mesmo algumas serem consideradas de antológicas, como é, em nossa opinião, toda a página 98.
Através do seu estilo incisivo, Ortiz constrói um Tex à boa maneira do Tex de Ticci. Mas se neste, Tex é essencialmente vigoroso, Ortiz vem ainda conferir-lhe uma certa rudeza bem ao estilo de Bonelli.
A qualidade do seu trabalho também não merece reparos nos grandes planos dados às personagens, cujas expressões são retratadas tão fielmente que quase não necessitamos da legendagem para sabermos o que cada uma nos diz.
Uma ação de princípio a fim, à boa maneira dos velhos clássicos do gênero, tornam este Grande Roubo numa das grandes aventuras do ranger, ao melhor nível de mestre Bonelli.
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O MELHOR: Argumento puro e duro de verdadeiro western; Maniqueísmo das personagens; Desenho de Ortiz, soberbo e sempre ao mesmo nível.
O MENOS BOM: Tudo ter terminado ao fim de 240 páginas.
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Argumento de Nizzi e desenhos do espanhol José Ortiz.
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Tex Gigantes
TEX WILLER
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