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uBC Fumetti
SBE Editore

Tex Willer, mais de 50 anos de aventuras Livraria Italiana
Editora Mythos
Capa de TXH-038, retocada em tons de azul.

TEX ANUAL 007
O Trem Blindado


Verso&Reverso
Resenha escrita
por Marinho, cola-
borador do Portal
TEXBR de Portugal.
 



História
Curiosidades
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TXA-006 - O Filho do VentoTex Anual 007 - O Trem BlindadoTXA-008 - A Trilha das Emboscadas

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Sinopse: O general rebelde mexicano Contreras deseja reconquistar as terras que seu país perdeu na guerra de 1846 com os Estados Unidos. Para isso ele recrutou um pequeno exército de guerrilheiros que está espalhando o terror dentro das fronteiras do Arizona, Texas e Novo México, com rápidas e cruéis incursões. E a revolta se transformará em uma verdadeira guerra logo que as tropas do general puderem dispor da carga de ouro e armas que um grupo de grandes latifundiários mexicanos – compartilhando os sonhos de desforra de Contreras – recolheu para ajudar a causa e que viajará num comboio escoltado por um trem blindado. O exército americano não pode intervir e agora restará a Tex e Carson, auxiliados por um punhado de homens destemidos, ultrapassar a fronteira e tentar arruinar os sonhos de glória do presunçoso militar.
9 de dezembro nas bancas


Com o objetivo de reconquistar as terras que o México perdeu para os Estados Unidos durante a guerra de 1846, o general Contreras recrutou um exército de guerrilheiros que espalha a violência e o terror na zona da fronteira. As incursões por terras americanas serão ainda mais decisivas logo que Contreras receba ouro, armas e munições que se destinam à sua causa. Tudo isto viajará num comboio blindado e bem escoltado, mas Tex e Carson, a pedido do exército americano, vão ultrapassar a fronteira e tentar arruinar os intentos do militar.

O trem, esse elemento aglutinador de distâncias, representativo da evolução do oeste americano, agregador e, ao mesmo tempo, separador entre estados e povos, sempre tão presente em múltiplas aventuras e no imaginário coletivo. Segura escolheu o trem para, não diremos protagonizar uma grande aventura de Tex, mas como seu elemento mais importante, onde tudo gira e sobre o qual recaiem todas as expectativas. 

Seguramente que uma certa idéia de nação e patriotismo está na base das ambições do General Contreras, alguém que planeja vingar-se da derrota mexicana com os Estados Unidos e que almeja reconquistar os territórios então perdidos. Existirão aqui duas vertentes históricas no argumento, porque Segura congrega em redor do trem e do seu papel relevante, um elemento verídico que está na origem das motivações de Contreras. Mas se existe no argumento uma visível dependência do trem, essa dependência também se fará sentir no papel que um grupo de homens desempenhará no rumo dos acontecimentos. Inicialmente com Tex, Carson e Butt, mais tarde também com Raul, Tony, Sam e Jerry, o sucesso ou o insucesso da missão dependerá da habilidade de um grupo que Segura vai descrever com mestria. 

O grupo conseguirá levar a cabo um ambicioso plano tendente a desviar um trem blindado, porque existe qualquer coisa entre todos os seus elementos que os une a esse objectivo. São motivos diversos, mas que Segura vai expôr convincentemente, caracterizando fraquezas e expectativas. 

A habilidade do autor espanhol também se irá reflectir em campo oposto, porque em redor de Contreras, Segura contrapõe o mercenário Von Arnin a Dom Ramon e este a Alvarado. Há um desfilar de uma rica galeria de personagens e psicologias, de carácteres e motivações, cada um movido pelas suas paixões, pelas ambições ou meramente pelos seus intentos. 

É eventualmente nesta composição mesclada que Segura se afasta dos cânones bonellianos e de Nizzi, aproximando-se mais de Boselli. Segura conjuga bem as características das personagens, através de uma história realista, credível e apaixonante. É interessante seguir Tex no processo de conhecimento do terreno, da sua preparação e no engendrar de algo que possa acabar com os intentos de Contreras. É interessante a caracterização que Segura expõe muito bem entre o estudo e planeamento e a passagem a uma acção plena e decisiva.

Segura respeita a personagem, porque o seu Tex é decisivo e heróico, mas o seu Tex não é o de Bonelli. Porque o Tex bonelliano recorreria a Carson, Kit e Tigre e não a um grupo de personagens movidas por diferentes objectivos e onde se inclui, por exemplo, um antigo fora-da-lei. Terá sido opção pessoal ou meramente não ter um conhecimento profundo da personagem? 

A aventura é enérgica e nervosa, sentindo-se sempre algo nebuloso no ar. Algo que permanece sempre por explicar, qualquer coisa que nos foge e que o autor pretende guardar sempre para o momento seguinte. E o momento seguinte acaba por ser o momento final, quando Segura constrói um epílogo pouco aguardado, mas eventualmente também pouco credível e ingênuo, pelo menos no modo como Tex acaba quase por ser surpreendido.

Ortiz compõe um Tex marcadamente ticciano, vigoroso e seguro de si. Mesmo a composição das personagens denota essa tendência para acompanhar os cânones ticcianos, com personagens maniqueístas carregadas de expressões reveladoras das suas condutas. O autor usa e abusa dos efeitos de luz e sombra, sublinhado nos cenários e nos ambientes, de uma forma ímpar nos desenhadores texianos. Apesar de perpassar uma leve sensação de falta de definição nos traços de algumas personagens, a verdade é que o autor espanhol consegue, mesmo assim, uma grande realeza e transmitir bem ao leitor as incidências da aventura. Mas o formato mais reduzido tende a deixar no leitor uma certa sensação de asfixia decorrente desta tendência em abusar do negro. Resenha escrita por Mário João Marques (Marinho), de Lisboa, Portugal.


Na página 11, 3º quadrinho, e na págia 31, 1º quadrinho, há um enquadramento incomum nas aventuras texianas, assim como os corpos queimados horrendamente (página 13) e os balaços que fazem o sangue jorrar (por exemplo: página 49, 4º quadrinho e página 115, 5º quadrinho). Tex se transforma em um autêntico homem-aranha ao escalar as ruínas do aqueduto (página 24, 5º quadrinho).

But Sullivan lembra um pouco Wild Bill Hicock, entretanto, o Senador Davis é a cara do saudoso ator Clark Gable e o General Thompson aquela do General Person, do ciclo Chihuahua Pearl, de Blueberry. Creio que José Ortiz se inspirou mais no Tex do falecido desenhista Vicenzo Monti do naquele de Giovanni Ticci. A fisionomia do Ranger está melhor definida do que nas histórias ortizianas anteriores. 
Da página 106 a 115 não aparece um corvo no céu, após o tiroteio surgem, repentinamente, diversas dessas aves de rapina – corvo é assim mesmo, sempre está à espreita. 

A destacar o cover de Jonah Hex, o Tenente Alvarado, o Coronel Von Arnim, um alemão com cara de torturador de campo de concentração nazista, e o General Contreras, esperto e ingênuo ao mesmo tempo, pois confiava mais do que desconfiava dos ambiciosos ao seu redor. Destacando também as belas mulheres como Lupita, esposa de Amadeus, e aquelas das ruas de Douglas, Arizona – pena que não sobrou nada para os nossos heróis, como sempre. 

Quando Tex está formando a sua equipe, lembra a história "Homens, Animais e Heróis", de Ken Parker Nº 15, em cuja era formada também uma equipe com tipos insólitos. A natureza, através do clima, fauna e flora, é retratada fielmente e mostra a beleza do Oeste selvagem. 

Tex derrota um cachorro enorme utilizando apenas as mãos – páginas 178 e 179 – e em seguida quatro homens (também apenas com socos e um pontapé). Já citei anteriormente sobre os tiros desnecessários trocados entre Tex e Carson – página 224 – poderia ter sido utilizado espelhos, haja vista o risco dos disparos serem ouvidos pelos mexicanos.

A narrativa alterna momentos de ação com aqueles de tramas planejadas por ambos os lados. Eu esperava (também comentado em mensagem precedente) mais solidez do trem blindado, o qual perdeu para a carroça "blindada" produzida pelos mocinhos. O pombo-correio utilizado pelo general alemão recorda aquele do último ciclo de "A Juventude de Blueberry", durante a Guerra de Secessão, e a justiça feita por Tex (já comentada em outra mensagem) no final – incluindo o galope do último quadrinho – "Tex Edição Gigante", O Cavaleiro Solitário, de Claudio Nizzi e Joe Kubert. Curiosidades até aqui enviadas por Afrânio Braga, de Manaus, AM, Brasil.

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Para compor essa página foi tomada como base a revista Tex Anual 007 - O Trem Blindado, editada em dezembro de 2005, 340 páginas, R$16,90, publicada pela Mythos Editora, medindo 13,5cm de largura por 17,7cm de altura. Roteiro de Antonio Segura e desenhos de José Ortiz. Capa de Claudio Villa. Tradução: Paulo Guanaes, artigos de Júlio Schneider, adaptação de Dorival V. Lopes e letras de Marcos Valério.

Referência italiana: Maxi Tex 008 - Il Treno Blindato (out/2004)
Maxitex 008 - Il treno blindato

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