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História
Curiosidades
Ficha Técnica

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Sinopse: Um grupo de caubóis tem que levar uma manada de gado do Texas para o mercado de animais de Dodge City, no estado do Kansas. No caminho eles enfrentarão tempestades, enchentes e sol abrasador, mas não serão os elementos naturais os piores inimigos nesta perigosa viagem... alguém não quer que os animais cheguem ao seu destino e fará de tudo para manchar a trilha de sangue. Porém, Tex e Carson estão entre os vaqueiros e os ajudarão a combater índios ferozes e a se desvencilhar de armadilhas, mas, acima de tudo, devem descobrir quem é o traidor que se encontra entre os próprios vaqueiros.
8 de dezembro nas bancas

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conhece mais alguma outra curiosidade desta edição, envie para o
Portal TEXBR, e deixe seu nome registrado na página de colaboradores.
A seguir,
curiosidades enviadas pelo colaborador Afrânio
Braga:
Capa: 1. A assinatura de Claudio Villa foi grafada de maneira distinta: ver entre o coldre do bandido e a palavra
"Aventura" – no rodapé da parede; 2. Existe um segundo bandido desenhado pelo capista, porém, naquela parte da narrativa, apenas um enfrenta Tex; 3. O artista pintou a blusa maior quase da mesma cor daquela menor (a tradicional amarela);
Contracapa: 1. Houve um erro de divisão silábica na sinopse:
"...que os animais cheg- uem ao..."; o correto é "che- guem"; 2. "...escrita por... (correto) e desenhada por mestre... (soa estranho – talvez ficasse melhor
"pelo", ou "por" sem "mestre";
Mapa norte-americano das páginas 8 e 9: 1. Parece que cinco
estados tiveram os seus reescritos – ou aportuguesados – pela ME, pois a fonte é diferente; 2. O autor da arte é Luigi Corteggi, o mesmo que fez a capa da história texiana Caçada Humana;
São 74 páginas com chuva - do início da história até passar;
O roteiro lembra, um pouco, aquele de Giancarlo Berardi para
Ken Parker Nº 15 Homens, Animais e Heróis – um exemplo: a equipe de vaqueiros também era composta por tipos variados, incluindo um negro;
A expressão
"yah!", geralmente, no Brasil, tinha o "y" substituído por "i" - exemplos: páginas 16, 17 e 23;
Repetto assina na página 60 – quadrinho duplo -, mas esquece de fazê–lo na página 124, quadrinho 3: o espaço ficou em branco;
Beija! Beija! Beija!: página 83, quadrinho 3 – mais uma viúva na vida do Ranger...;
Desde o começo da história, achei que Rudy aparenta ser mais velho do que a sua mãe June – exemplo: página 85 a 87;
O sobrenome do chefe dos bandidos, o poderoso do lugar, é Miller, quase igual aquele do nosso herói: Willer – basta colocar o
"M" de ponta-cabeça que vira o "W";
O bandido Lewis era osso duro para morrer: página 122 a 144; assim como Manuel, que até foi mordido por dois cães (página 182);
Referências texianas: 1. O garanhão preto lembra
"O Corcel Sagrado" (Estrela de Prata) e
"O Filho do Vento" – página 42 a 51; 2. O balão, aquele usado em
"Um Xerife em Apuros";
Página 227, quadrinho 1:
Deslize da digitação do texto, Gus fala: "Estava procurando vocês, seus de
canalhas" – o correto é "seus canalhas";
O desenhista argentino se equivocou no tamanho do cesto do balão no quadrinho 6 da página 277 – comparar com aquele, por exemplo, do quadrinho 1 da página 276;
Carson: como Repetto o fez parecido com aquele de
Giovanni Ticci no quadrinho 3 da página 287.
A seguir,
curiosidades enviadas pelo colaborador Manuel António Dantas Moura
Nascimento, de Funchal, Madeira, Portugal, a respeito de algumas
tribos mencionadas no decorrer da história.
Os Caddo eram
agricultores que viveram no Leste do Texas. Havia dois grandes grupos de Caddo no Texas. Uma grande tribo Caddo eram os Kadohadacho que viveram em grandes acampamentos ao longo do Rio Vermelho perto da
atual fronteira entre o Oklahoma e o Arkansas. A outra eram os Tejas ou Hasinais Caddo que viveram junto à
atual Nacogdoches, que foi erigida sobre uma das maiores povoações Hasinai. Estes eram formados por várias tribos organizadas numa confederação, a que eles chamavam Tejas. Tejas é a forma castelhana para a palavra Caddo e é pronunciada Te-haas. Parece-vos familiar? TEXAS! Sim, Texas é uma palavra Caddo. As tribos Caddo eram todas “amigas”.
Os Tonkawa viveram no Texas central, perto da moderna Austin. O seu território histórico
ficava ao longo das escarpas Balcones entre Austin e San Antonio. Originalmente os Tonkawa tinham um maior território que incluía os montes junto a Llano e Mason Texas. Esta é a região do planalto Edwards, a Oeste de Austin e San Antonio. Eles percorriam a região até ao rio Brazos.
Por volta de 1600, os Apaches e, mais tarde (cerca de 1750), os Comanches mudaram-se para a região e expulsaram os Tonkawa do Planalto Edwards e para Leste deste. Eles viviam amigavelmente junto aos Karankawa e partilhavam terras junto aos acampamentos
destes. Os espanhóis encontraram muitas vezes estas duas tribos acampadas
juntas nestas zonas comuns. Também partilhavam terra com tribos Coahuilteca ao Sul. Os Tonkawa parecem também ter sido hospitaleiros para muitas outras tribos. Em San Marcos e New Braunfels, uma dúzia ou mais
de tribos de todo o Texas foram encontradas por viajantes espanhóis. Estes eram
campos de troca, onde os Caddo, Jumano e Coahuiltecan vinham encontrar-se com os Tonkawa por vários meses, no Verão. Enquanto
permaneciam lá, caçavam o búfalo (bisonte) nas planícies a Leste e trocavam bens e novidades. A região onde os Tonkawa viviam era uma espécie de encruzilhada entre as tribos do Norte, Sul,
Leste e Oeste. Isto significa que os Tonkawa eram amigáveis e queriam dar-se bem com as outras tribos. Mais tarde, isto ficou demonstrado pela forma como se adaptaram à presença dos colonos
americanos.
Tonkawa significa "o Povo dos Lobos ". Os Tonkawa acreditavam ser descendentes de um lobo mistíco. Por esta razão nunca matavam lobos. Esta forma de reconhecer um animal ou uma coisa como seu primeiro ancestral é chamado
de sistema de totem. Como em muitas das sociedades com este tipo de crença, os Tonkawa dividiam-se em clãs. Cada
clã tinha um animal ou espírito místico que acreditavam protegê-los. Recusavam a agricultura porque diziam ser lobos e os lobos caçam para viver, não cultivam o que comem. Por isso obtinham a sua comida da caça e
coleta. Eram caçadores-coletores. Viviam numa região com muita caça, ainda hoje uma das melhores para a caça ao veado do Texas. Havia também abundância de búfalos e grandes nascentes. As de New Braunfels
e San Marcos são tão grandes que se tornam rios. Os rios Colorado e Guadalupe
corriam através das terras Tonkawa. Estes rios e nascentes tinham peixes e crustáceos.
Árvores frutíferas cresciam ao longo dos rios e correntes por toda a região. Por esta razão, os Tonkawa não precisavam
cultivar colheitas, pois tinham à disposição uma grande quantidade de alimentos.
Os Tonkawa viviam em cabanas e tee-pees. As cabanas Tonkawa foram descritas como muito rudes e cobertas com qualquer coisa que estivesse disponível.
Os Tonkawa tatuavam os seus corpos e caras. Tinham linhas negras tatuadas por todo o corpo. Os Karankawa, Wichita e Jumano também usavam o mesmo tipo de tatuagem. Isto fez com que os
espanhóis confundissem as tribos quando as identificavam apenas pela aparência, o que torna os seus registos pouco confiáveis.
Eram amigos e aliados dos Caddo, Karankawa, Jumanos e Coahuiltecas, mas inimigos dos Comanches e Apaches.
Mostraram-se amigáveis com os colonos anglo-americanos, ou pelo menos, não muito agressivos. A meio do séc. XIX foram deslocados para reservas no Norte do Texas e mais tarde para outras no Oklahoma.
Os Tonkawas aliaram-se muitas vezes aos americanos contra os Comanches e Wichita. Não esquecer que foram os Comanches que
expulsaram os Tonkawa das suas terras. Atuaram como batedores de tropas como os Rangers do Texas e o Exército Americano em várias ocasiões, das quais a mais notável foi a batalha de Plum Creek contra os
Comanches.
Em 1960, existiam somente 35 Tonkawa ainda vivos no Oklahoma. Mas, acredita-se que ainda
existam alguns Tonkawa vivendo em segredo perto de Bastrop a Leste de Austin.

Para
compor
essa
página
foi
tomada
como
base
a
revista Tex Anual 008 - A Trilha das Emboscadas, editada
em dezembro de 2006, 292 páginas, R$16,90,
publicada
pela
Mythos
Editora,
medindo
13,5cm
de
largura
por
17,7cm
de
altura.
Roteiro
de Gianfranco Manfredi e desenhos de
Miguel Angel
Repetto. Capa
de Claudio Villa.
Tradução: Paulo Guanaes, artigos de Júlio
Schneider, adaptação de
Dorival
V. Lopes e letras de Marcos Valério.
topo da página
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