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A História
Ambientação
Personagens
Curiosidades
Ficha Técnica

Nessa
edição:
Enquanto os bandidos aprontam todas para conseguir o mapa
do Pueblo Perdido, tendo até que passar por cima da
justiça, matando, torturando, invadindo, nossos rangers
Tex e Kit têm uma estratégia muito menos "fora da
lei" para da mesma forma chegar ao tal Pueblo:
seguir os rastros deixados no chão. Esta com certeza é
uma das poucas vantagens que o deserto oferece...
Você
sabia?
Esta edição foi publicada originalmente na Itália por
SERGIO BONELLI EDITORE em junho de 1994, com o título
"Il pueblo perduto".
Depoimento:
Com certeza esta é uma grande aventura em todos os
sentidos. Basta olhar para a revista que se percebe o
"tamanho" da história. Bem, deixemos de lado
essas piadas e vamos falar da história em si, que por
sinal é muito boa. Afinal de contas, esta é, por incrível
que pareça, a primeira aventura que leio de Tex e a que
me despertou um verdadeiro vício por suas histórias. Me
fascinei com os desenhos pois, de fato, Ticci é um ótimo
desenhista, mas o que mais me chamou a atenção mesmo
foi o roteiro. É impressionante como tudo tem um sentido
e no final tudo se encaixa. Não acontecem ao decorrer da
trama meros fatos sem importância alguma, o que faz com
que o leitor abra a revista e feche-a somente quando
tiver terminado de ler toda história e de apreciar todas
as ilustrações. Realmente, uma obra de arte.
Eduardo Estima da
Silveira
Eduardo Estima da
Silveira
(SpiderMan) é colaborador do Portal TEXBR e escreveu a resenha para
compor esta página em janeiro de 2001 (QG-TEXBR).
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Sinopse: Tex Willer e
Kit Carson rumo ao "Pueblo Perdido", um
misterioso lugar onde se acredita que haja inúmeras
riquezas no qual um grupo de bandidos está de olho,
dispostos a passar por cima de tudo e de todos (inclusive
da lei). Resta aos nossos rangers lutar pela justiça, não
deixando impunes aqueles que se opõem à ela...

Um grupo de bandidos invade a reserva indígena
Papago, situada entre o rio Gila e a fronteira com o México,
deixando quatro mortos e três feridos, e ainda seqüestram
um velho feiticeiro chamado Tumako e sua neta Malapay.
De passagem pela região, Tex e Carson
tomam conhecimento do fato no Departamento de Assuntos
Indígenas da reserva Papago e ainda descobrem que dias
antes de ser seqüestrado, o velho feiticeiro recebeu a
visita de um tal professor Montoya. Os rangers, à
procura de esclarecimentos, decidem ir até a reserva indígena
interrogar a irmã do feiticeiro que foi seqüestrado.
Enquanto isso, escondidos em uma remota
gruta, os bandidos responsáveis pela invasão à reserva
Papago interrogam duramente o velho feiticeiro. Querem
saber se o mapa que o professor Montoya havia mostrado a
ele dias antes era verdadeiro. O feiticeiro Tumako afirma
que sim.
Na reserva Papago os rangers conseguem
boas informações com Naka, a irmã do feiticeiro. Já
cientes do tal mapa de Montoya que indica o caminho para
o Pueblo Perdido, Tex e Carson decidem então ir ao
povoado de Tubac tentar encontrar o professor.
Em Tubac, Montoya prepara uma viagem, porém
mal sabe ele que seu guia é um dos bandidos que seqüestraram
o feiticeiro e sua neta e está a mando de Stanley
Jackson infiltrado na expedição que o professor prepara
ao Pueblo.
Os rangers encontram no meio do caminho a
gruta onde estão escondidos alguns dos bandidos. Após
um tiroteio, Tex e Carson eliminam os três homens que
faziam a vigia do local. Entrando na gruta, encontram
Malapay viva mas infelizmente o feiticeiro morto. Agora
com a neta de Tumako, Tex e Carson continuam sua jornada
até Tubac.
Um espião de Stanley Jackson descobre que
os dois rangers estão atrás dos responsáveis por toda
aquela covardia feita com os indígenas da reserva Papago
e informa os bandidos de tal condição. Sendo assim,
eles preparam uma armadilha para Tex e Carson, mas os
rangers são mais espertos e invertem a situação, desse
modo conseguem informações importantes sobre a trama de
Stanley Jackson.
Chegando em Tubac, os rangers dirigem-se
ao xerife do povoado e esclarecem mais dúvidas,
aproveitam também para deixar Malapay a salvo em Tubac e
seguem seu rumo seguindo os rastros deixados pela expedição
do professor Montoya, que já partira.
Os bandidos liderados por Jackson
interceptam a expedição de Montoya e se apoderam do
mapa. Os rangers encontram o professor sem as pálpebras
e à beira da morte, e o mais estranho: sem o mapa do
Pueblo Perdido. Aos poucos se tornam claros os objetivos
de cobiça de Stanley Jackson. Tex e Carson agora também
estão à procura do tal Pueblo, mas com outro propósito:
a cobiça da justiça...
topo da página

Reserva indígena Papago, situada entre o
rio Gila e a fronteira com o México; Departamento de
Assuntos Indígenas - Agência Papago; povoado de Tubac;
escritório do xerife de Tubac; deserto de Tumacacori,
local onde está localizado o "Pueblo Perdido".
topo da página

Tex Willer; Kit Carson; Tumako (+), velho
feiticeiro da reserva Papago; Malapay, neta de Tumako;
Naka, irmã de Tumako; Nayka, filho de Tumako e guardião
do Pueblo Perdido (+); Professor Montoya (+) e os
bandidos: Lobo (+); Shepard (+); Walker (+); Manuel
Rochas (+) e Stanley Jackson (+).
topo da página

Xico Sá, jornalista da Folha de São Paulo, um dos maiores jornais do Brasil, ao comentar a derrota do Corinthians para o Flamengo por 2 a 1, no Campeonato Brasileiro, iniciou sua coluna de 02/11/07 dizendo que o chute de Roger foi um "tiro mortal como uma bala envenenada de Tex Willer no 'Pueblo Perdido', uma das melhores HQ de faroeste de todos os tempos".
Veja imagem do texto abaixo:

Observe como é interessante esta fala de
Tex que está situada na página 91, no último quadrinho:
"... mas, tendo Malapay conosco, prefiro fazer uma
parada noturna! O mundo não vai acabar se chegarmos
amanhã cedo..." Contextualizando: Tex e Kit
encontram Malapay (neta do feiticeiro) dentro da gruta
que servia de esconderijo aos bandidos e, agora, levam-na
junto. Porém, Tex acha melhor fazer uma "parada
noturna" com Malapay, o que sugere as
segundas intenções do ranger. Mas não se
preocupe, não aconteceu nada. Pelo menos nos quadrinhos...
A palavra "pueblo" significa
aldeia, mas pode designar também as civilizações
descendentes dos anasazes, como os hopes, tewas, sunes,
acomas. Estas civilizações eram chamadas de pueblos
pelos espanhóis porque construíam, de fato, aldeias de
casas em alvenaria, exatamente como faziam seus
antepassados anasazes.
O
roteirista Claudio Nizzi faz gala de toda uma panóplia de cenários grandiosos e reveladores do nosso imaginário do velho
oeste nesta aventura: a reserva índia, o rancho de Jackson, a cidade fronteiriça de Tupac, as grandes planícies, o perturbante deserto e, em clímax final, o pueblo perdido.
Quanto ao desenhista, existe em Ticci uma profunda e latente necessidade de expansão e liberdade, uma apetência natural pelos grandes espaços e por planos de conjunto, traduzíveis mesmo em variadas cenas de interior. As cenas de uma panorâmica geral transcritas nas páginas 110/111 são de grande intensidade, parecendo o próprio leitor ficar esmagado (é este literalmente o termo) pela força conferida no desenho de Ticci. A própria expressão de Tex (na pág 110) é fantástica, rigorosíssima e perfeitamente identificável com o que o herói está a passar.
E que dizer das personagens ticcianas?... São todas elegantemente elaboradas, altivas, soberbas, transmitindo uma força natural em face da personalidade de cada uma, todas estão perfeitamente adaptadas à dinâmica do
enredo (este parágrafo é um adendo de Mario Marques a esta aventura de
Tex. Mário João Marques, Lisboa, Portugal)
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Para compor essa página foi tomado como
base TXE-005 - O Pueblo Perdido, em formato gigante, com
textos de Claudio Nizzi e desenhos de Giovanni Ticci,
editada em agosto de 2000, 244 páginas, R$ 7,90;
publicada pela Editora Mythos, medindo 19,3 cm de largura
por 27,4 cm de altura. Características desta edição:
capa em papel mais encorpado, editorial de Sergio Bonelli,
entrevista com Giovanni Ticci, por Graziano Frediani; Matéria:
Os Misteriosos Anasazes, por Mauro Boselli; e ficha técnica
de apresentação dos criadores G.L. Bonelli, A. Galleppini, Claudio Nizzi e o desenhista
desta edição Giovanni Ticci. Impressão em
preto e branco.
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