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A História
Ambientação
Personagens
Curiosidades
Ficha Técnica

Nesta
edição:
A aventura começa no Sul do Arizona, decorrendo na Missão de San Juan, em Nogales (sobretudo na cantina), em Hermosillo (Pousada Paloma Blanca), posteriormente atravessa a fronteira até ao México, indo até Sierra de Pinitos Quartel dos Rurales, Convento de La Trinidad, Povoado de Santa Clara e terminando nas minas.
Você
sabia?
A figura do ranger nesta aventura lembra vagamente um cowboy dos primeiros filmes de Hollywood (existem semelhanças em algumas fases com o actor Randolph Scott), por vezes alude ao tex de De La Fuente, ou chega a assemelhar-se com Paul Foran (um herói do espanhol Montero).
Depoimento:
Não é novidade Nizzi apresentar um tema ou uma sua visão de uma
certa actualidade enquadrando-a no cenário do velho oeste e nas
aventuras de Tex Willer. Já o havia feito, por exemplo, em Sangue no
Colorado, quando criticou um certo materialismo e uma certa dualidade
de visões, decorrente do confronto geracional entre pai e filho.
Nessa aventura, Nizzi construiu um argumento onde personagens e
sentimentos se interpunham e digladiavam.
Em Mercadores de Escravos, apesar de Nizzi continuar a criticar a
condição humana, a verdade é que o argumento rapidamente entra
pelos caminhos da grande aventura, da pura aventura de western, onde
uma extensa galeria de personagens chega e parte sem que lhe seja
conferida uma verdadeira espessura dramática, uma construção
psicológica capaz de enriquecer o argumento.
Personagens importantes como Dom Manuel Obregon ou Pablo Mendez são
atores importantes no argumento, mas sem que tenham presença física
constante no mesmo. Repare-se, por exemplo, que Pablo Mendez é
varíadíssimas vezes aludido, mas acaba por surgir fisicamente apenas
em duas cenas.
Nizzi nunca consegue construir uma galeria de personagens capazes de
levar o leitor a aderir ao argumento, uma vez que, ao seguir pelo
caminho da mera aventura, perde-se aqui uma boa oportunidade de
exploração do tema implícito no título.
Obviamente, as características de Nizzi aparecem bem patentes ao
longo da obra: uma organização precisa do argumento, alguns bons
diálogos, paisagens dignas e muita acção, mesmo um certo suspense
à mistura, mas no final, fica-nos uma certa sensação de um falso
caminho trilhado.
Mário Marques
Mário Marques é
colaborador do Portal TEXBR e mora em Lisboa, Portugal. Esta resenha
foi publicada pelo Portal TEXBR em junho 2004 (QG-TEXBR).
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Sinopse: O seqüestro de três meninos
mexicanos. Uma cidade amordaçada pelo medo. Um empresário desumano
que despreza qualquer forma de vida. Uma gigantesca mina de ouro
explorada por escravos. Esses são os atos de uma tragédia humana na
qual apenas Tex e Carson podem colocar um final feliz.

Sommer esteve longos anos sem trabalhar em Banda Desenhada e isso é bem patente nesta aventura do ranger. É certo que o autor confessou ter sentido novamente o prazer de desenhar e prepara mesmo uma nova aventura de Tex com argumento de Boselli. Quem desenha um dia, desenha todos os dias, é certo, mas existem pormenores, um estilo ou uma técnica que se perde facilmente com a falta de prática e que só esta pode voltar a dar.
O autor espanhol tem um estilo que, pessoalmente, cativa, mas toda a aventura está caracterizada por um desenho falho de um certo rigor: alguma falta de proporção nas personagens e um Tex que nunca se assume. A figura do ranger lembra vagamente um cow-boy dos primeiros filmes de Hollywood (existem semelhanças em algumas fases com o actor Randolph Scott), por vezes alude ao tex de De La Fuente, ou chega a assemelhar-se com Paul Foran (um herói do espanhol Montero).
O Tex de Sommer nunca se assume verdadeiramente sommeriano, nunca está à vontade e repare-se, por exemplo, que numa só página (139) o Tex do primeiro quadrado é completamente diferente do Tex do quarto quadrado.
Em Mercadores de Escravos, Sommer está bem mais à vontade no desenho das cenas de acção ou nos grandes espaços e fazemos votos para que na próxima oportunidade o autor consiga dar ao herói o seu cunho pessoal, mantendo-o ao longo de toda a aventura.
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A aventura começa no Sul do Arizona, decorrendo na Missão de San Juan, em Nogales (sobretudo na cantina), em Hermosillo (Pousada Paloma Blanca), posteriormente atravessa a fronteira até ao México, indo até Sierra de Pinitos Quartel dos Rurales, Convento de La Trinidad, Povoado de Santa Clara e terminando nas minas.
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Tex Willer, Kit Carson, Juanito, José, Léon, Xavier, Padre Mateo, Bradley (Xerife de Nogalles), Pablo Mendez (+), Dom Manuel Obregon (+), Justino Moncado, Torres (+), Padre Eliseo, Soror Jazmina, Reinaldo.

Esta
edição tem 244 páginas
com a arte maravilhosa do espanhol Manfred
Sommer, criador de diversos
personagens de sucesso na Europa, em seu primeiro trabalho com Tex.
E mais: texto de
Sergio Bonelli, entrevista com Manfred Sommer e matéria sobre A Longa
Linha Quente; um histórico sobre a presença de Cortez e outros
conquistadores espanhóis no México e sul dos Estados Unidos.
Na página 32 desta edição, a luva da mão esquerda do Ranger foi esquecida pelo desenhista, Tex de luvas e Carson não, mas para que luvas em um clima tão quente? A arte de Sommer melhora a partir da metade do volume, mesmo com algumas perspectivas um tanto fora de enquadramento, mas, o álbum é muito válido pelo histórico do renomado artista espanhol. O editor Sergio Bonelli está sempre a convidar artistas famosos, porém, alguns em final de carreira e até mesmo aposentados, como é o caso de Manfred Sommer, que retornou para os quadrinhos com o Ranger mais temido do Oeste. Note-se que na contracapa o quadrinho é da
Edição Gigante O Último
Rebelde, desenhada por Colin
Wilson - curiosidade enviada por Afranio
Braga, Manaus, AM, Brasil

Para montar esta página tomamos por base
TXE-012 - Mercadores de Escravos, editado pela Mythos Editora em
17 outubro de 2003, 244 páginas,
preço R$ 12,90, dimensão 18,5 por 27,4 cm. Com roteiro de Claudio
Nizzi e desenhos e capa de Manfred
Sommer. Editor: Dorival Vitor Lopes,
Tradução de Julio
Schneider, Letras: Marcos Valério.
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