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uBC Fumetti
SBE Editore

Tex Willer, mais de 50 anos de aventuras Livraria Italiana
Editora Mythos

Fora de Série
Tex, da Rizzoli Editore, 1999


Verso&Reverso
Compilação desta
edição feita pelo te-
xiano
Afrânio Braga,
de Manaus, AM
 



Curiosidades
Ficha Técnica

Dúvidas mais freqüentes

Depoimento
Um herói nascido por acaso: Tex Willer. No período no qual ainda trabalhava em Genova para o editor De Leo, Bonelli recebeu um telegrama da mulher que o convidava a estudar um novo herói western. Já envolvido em escrever textos para uma dezena de séries e, sobretudo, no projeto Occhio Cupo, Bonelli tinha pouco tempo para elaborar esse personagem, que além disso, nas intenções da editora, deveria desempenhar um papel de segundo plano no panorama da pequena "casa editrice" de Tea Bonelli. Assim, no verão de 1948, Bonelli se dedicava somente nas sobras de tempo em escrever as aventuras de um solitário fora-da-lei do Oeste, cujo nome provisório era Tex Killer. Tex, o lendário herói do Oeste, destinado a se tornar o ponto de referência do quadrinho italiano, fez timidamente a sua estréia nas bancas no final de setembro de 1948 em pequeno formato. No pós-guerra, cúmplice também da falta de papel, era difundido para o quadrinho um formato definido "em tira". Se tratava de álbuns horizontais de cerca 8,5 por 15 cm que, com periodicidade semanal, apresentavam uma trintena de páginas em quadrinhos. A obra "Tex", da série "I Classici del Fumetto" (Os Clássicos do Quadrinho), é emocionante, pois mostra o início difícil da saga dos Bonelli e do nosso amado Ranger mais temido do Oeste. Abordando aspectos técnicos e sentimentais, o conteúdo do volume é sobre arte, aventura e, essencialmente, vida.
Afrânio Braga

Afrânio Braga, texiano de Manaus, AM, Brasil, é colaborador do Portal Tex e compilou esta edição Fora de Série de Tex para o Portal TEXBR em junho de 2002.

 

CAPA - Clique sobre a imagem para Ampliar! CONTRACAPA - Clique sobre a imagem para Ampliar!

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OS AUTORES
Giovanni Luigi Bonelli (1908) e Aurelio Galleppini (1917-1994). N. C.: Giovanni Luigi Bonelli faleceu em 2001.
"Tex é a aventura. Como seria a vida de um homem sem a aventura? Uma chatice mortal". Gianluigi Bonelli.
Gianluigi Bonelli. Em 1927 ocorre o encontro destinado a mudar o curso de sua vida: conhece Tea Bertasi, na época com apenas 16 anos. A jovem desenhista de modelos ou, como se diz atualmente, estilista em uma empresa de vestuário, fica impressionada pelo jovem escritor "vagabundo", como Bonelli se definia. Três anos depois os dois se casam. Em 2 de dezembro de 1932 nasce o filho Sergio.
Bonelli continua a escrever em pleno ritmo as histórias mensais de Tex até à metade dos anos 70, quando, primeiro por causa de uma enfermidade, depois pela idade, deve forçadamente reduzir os ritmos de produção.
O seu último Tex é "Il medaglione spagnolo", de 1991 (n.364).
Nos anos seguintes, a realização dos textos foi primeiro confiada a Guido Nolitta, depois a Claudio Nizzi e a Mauro Boselli, que têm felizmente levado o Ranger do Texas aos limiares do novo milênio.
Aurelio Galleppini. Por 46 anos ininterruptos, Galleppini transcorreu as jornadas à mesa de desenho com o ranger leal e generoso, desenhando mais de 18.000 pranchas e todas as capas produzidas para as diversas séries do personagem, até àquela do número 400, publicado poucos dias antes da sua morte, ocorrida em Chiavari, em 10 de março de 1994.
Seu único "diverso", em tantos anos dedicados a Tex, foi a realização do volume "L'Uomo del Texas", com texto de Guido Nolitta, realizado em 1977 para a série "Un uomo, un'avventura".

OS OUTROS AUTORES
Por mais de 40 anos os textos de Tex foram realizados por Gianluigi Bonelli, auxiliado somente na metade dos anos 70 por Guido Nolitta. Nos anos 80 a maior parte dos textos foi realizada por Claudio Nizzi, com as "new entries", na última década, de Mauro Boselli e com participações esporádicas de Decio Canzio, Michele Medda, Antonio Segura e Giancarlo Berardi.
Giancarlo Berardi. Nasce em Genova, em 15 de novembro de 1949. Juntamente com o desenhista Ivo Milazzo, cria em 1974 o personagem western Ken Parker, que será publicado somente em 1977.
Em 1991 escreveu uma longa história de Tex, que foi publicada no primeiro número dos "Maxi Tex" com o título "Oklahoma".
Sergio Bonelli. Nasce em Milano, em 2 de dezembro de 1932. Em 1958 cria o personagem "Un Ragazzo nel Far West". No ano seguinte é a vez de "Il Giudice Bean". Em 1961 dá vida a Zagor, o personagem que, junto a Mister No (1975), o tem consagrado como um dos escritores mais importantes dos quadrinhos italianos. Escreveu dezenas de histórias também para Tex: a primeira foi "Caccia all'uomo" (183/185), a última, até esse momento, "Golden Pass" (466/467).
Guido Nolitta. É o pseudônimo que Sergio escolheu para assinar as suas histórias; uma forma de respeito ao pai, mantendo-se um escritor diletante e mais propriamente um editor. É o editor dos mais importantes sucessos em quadrinhos dos últimos trinta anos: Ken Parker (1977), Martin Mystère (1982), Dylan Dog (1986), Nick Raider (1988), Nathan Never (1991), Napoleone (1997), Magico Vento (1997), Brendon (1998) e Julia (1998). Publicou pequenas "jóias editoriais", entre as quais "La Storia del West" (1967), "I Protagonisti" (1974), e as séries "Un'uomo, un'avventura" (1977) e "I grandi comici del fumetto" (1997).
Mauro Boselli. Nasce em Milano, em 1953, é uma das colunas da redação Bonelli, onde começou a trabalhar em 1984 como Redator das revistas "Pilot" e "Orient Express". Em 1994 torna-se o responsável por Zagor, para o qual escreveu também numerosas histórias. No mesmo ano começou a escrever Tex.
Decio Canzio. Nasce em Milano, em 1930, é o atual Diretor Geral da Sergio Bonelli e o responsável pelo título Tex. Escreveu várias aventuras de Zagor e, nos anos 90, para Tex, a história "L'oro di Klaatu" (401/403) e, juntamente com Claudio Nizzi, "Il messaggio cifrato" (405/406).
Michele Medda. Nasce em Cagliari, em 1962. Estréia profissionalmente em 1986 realizando histórias para "Martin Mystère". Após escrever aventuras para "Nick Raider", em 1994 passa a fazer parte do restrito grupo dos escritores de Tex, com o episodio "Bande rivali" (403/405).
Claudio Nizzi. Nasce em Sefit, Argélia, em 1938. Em 1981 iniciava a sua colaboração com a Bonelli: escreveu inicialmente histórias de Mister No, para depois passar a Tex, cujo primeiro episódio, "La valanga d'acqua", foi publicado no número 273. Em 1982 torna-se o escritor principal da série, substituindo G. L. Bonelli. Em 1988 criou Nick Raider.
Antonio Segura. Nasce em 13 de junho de 1947, em Valencia, Espanha. Em 1993 a Bonelli lhe pede que prepare uma história para Tex, que seria desenhada por José Ortiz. O álbum em questão, "I cacciatori di fossili", foi publicado no segundo "Maxi Tex", suscitando um grande interesse no público.
Será o início de uma colaboração com a Bonelli que dura até hoje.

OS DESENHISTAS
Aldo Capitanio. Nasce em Camisano Vicentino, em 28 de maio de 1952; N. C.: falece em 2001. Após desenhar diversas histórias de "Nick Raider", em 1991 passa a integrar o "staff" dos desenhistas de Tex, inicialmente para realizar uma história prevista para os álbuns gigantes (será publicada em 1994 com o título "Il soldato Comanche"), depois para realizar episódios previstos nas outras séries do Ranger. Para recordar é a história "Bad River" ("Almanacco del West" 1977).
Fabio Civitelli. Nasce em Arezzo, em 1995. Em 1979 entrou na Cepim como desenhista de Mister No. Em 1984 passou a Tex, personagem que não abandonou mais. Entre as histórias recordamos "Gli spiriti della notte" (346/349), "Intrigo a Santa Fé" (393/395) e "Il ritorno della Tigre Negra" (443/445).
Ferdinando Fusco. Nasce em Ventimiglia, em 1929. Desde 1974 é da Bonelli. Coluna da série Tex, estreou na história "L'idolo di smeraldo" (168/169). Ofereceu, ao personagem criado por Bonelli & Galleppini, uma nova, pessoal interpretação, após Galep, Letteri e Ticci. Para recordar as histórias "Missione a Great Falls" (203/207), "Il marchio di Satana" (248/249), "Yukon selvaggio" (412/414).
Francesco Gamba. Nasce em La Spezia, em 15 de outubro de 1926. Em 1956 inicia a colaboração com as Edizioni Audace de Tea Bonelli. Em 1958, com Andrea Lavezzolo, cria o personagem de "Il Piccolo Ranger", cuja realização gráfica o ocupará completamente pelos sucessivos vinte anos, exceto esporádicas colaborações a Tex e a Zagor.
Alberto Giolitti. Nasce em Roma, em 14 de novembro de 1923, onde falece em 15 de abril de 1993. Em 1976 entra no "staff" de Tex, realizando a inesquecível história "Il sentiero dei Broncos" (188/189). Memoráveis são os álbuns "Terra senza legge" ("Tex Gigante" 2), "La strage dei Red Hill" (431/434).
Guglielmo Letteri. Nasce em Roma, em 1926. Em 1963 passa a fazer parte do ainda restrito círculo dos desenhistas de Tex. Estréia com o episódio "Duelo Apache" (N. 68). Célebres são as suas histórias "Il misterioso Mister P" (86/87), "Il Signore dell'Abisso" (101/103), "Diablero" (135/137), "Il tesoro di Victorio" (191/193).
Carlo Raffaele (Raphael) Marcello. Nasce em Ventimiglia, em 16 de novembro de 1929. Em 1991 inicia a colaboração com a Bonelli passando a integrar o "staff" dos desenhistas de Tex e de Zagor. Por mencionar são as histórias "Il passato di Carson" (407/408), "Tulac" (416/418), "I sette assassini" (463/465).
Vicenzo Monti. Nasce em Milano, em 10 de junho em 1941; N. C.: faleceu em 2002. Inicia a colaboração com a Bonelli no final dos anos 70, realizando primeiro histórias completas para "La Collana Rodeo", depois para Mister No, para então fazer parte do "staff" de Tex em 1982. Célebres são as histórias "Piste insanguinate" (270/271), "L'arma del massacro" (321/322), "Il testimone" (395/397).
Virgilio Muzzi. Nasce em Codogno, em 1923, foi um dos primeiros desenhistas, desde abril de 1960, a alternar-se com Galep. Recentemente para as edições Little Nemo ilustrou os volumes da série "Cavalcando com Tex", percorrendo os momentos mais importantes da vida do Ranger. Dignas de nota são as histórias "Pony Express" (73/74), "La dama di picche" (116/117) e "Gila River" (149/151).
Erio Nicolò. Nasce em Firenze em 1919 e falece em 1983, foi um dos desenhistas principais de Tex. Desde 1964 até à morte realizou episódios completos de Tex. Memoráveis são as histórias "La paga di Giuda" (106/108), "In nome della legge" (141/145), "Quattro sporche canaglie" (202/203).
José Ortiz Moya. Nasce em Cartagena, Espanha, em 1o. de novembro de 1932. Com Antonio Segura cria diversas séries em quadrinhos, até 1991, quando Ortiz aceita desenhar um número do "Tex Gigante". A história, publicada no número 6 com o título "La grande rapina", texto de Nizzi, assinala o início de uma nova carreira profissional. A dupla Segura-Ortiz se recompõe na Itália, e os dois começam a preparar novas aventuras de Tex. Para recordar são as histórias "Gli uomini Che uccisero Lincoln" (449/450), "Sulla pista di Fort Apache" (458/460).
Giovanni Ticci. Nasce em Siena, em 1940. Em 1966, com a história "Vendetta indiana" (N. 91), inicia a sua colaboração a Tex, que dura até hoje. Para recordar são as suas histórias "La croce tragica" (121/124), "Terra promessa" (146/149), "L'oro del Colorado" (201/202), "Orgoglio navajo" (384/387), "Il pueblo perduto" ("Tex Speciale" N. 7).
Andrea Venturi. Nasce em 1963, é o último a chegar no selecionado grupo dos desenhistas titulares de Tex. Em 1997 torna-se o capista oficial de Magico Vento, série horror-western criada para a Bonelli por Gianfranco Manfredi, e contemporaneamente entra no "staff" de Tex. Para recordar são as histórias "L'uccisore di indiani" ("Almanacco del West" N. 1) e "Oppio" (451/452).
Claudio Villa. Nasce em 1959. Inicia a colaboração com a Bonelli em 1983, estreando nas páginas de Martin Mystère. Imediatamente, mostrando-se como um dos jovens autores mais ricos de talento, lhe foi confiada, 1986, a realização das capas de Dylan Dog, que desenhou até o número 41. Em 1986 realizou o seu primeiro episódio de Tex, "Il ranch degli uomini perduti" (311/312). Tem feito capas para os álbuns anexos aos especiais de verão da Bonelli e, desde TEX-401, "L'oro di Klaatu", se tornou o titular das capas, seja da série inédita italiana, seja da reedição cronológica brasileira de Tex (N. C.: Tex Edição Histórica). Para recordar, as histórias "La Tigre Negra" (382/384) e "L'uomo senza passato" (423/425).
N. C.: Resumo da biografia dos autores, escritores e desenhistas. Trechos, principalmente, relacionados ao Ranger mais temido do Oeste.

O PERSONAGEM
TEX WILLER (1948)
Tex nasce por vontade de uma jovem empreendedora, a senhora Tea Bertasi, depois Bonelli (1911-1999), que no imediato pós-guerra havia herdado do ex-marido Gianluigi Bonelli a propriedade da pequena editora Audace.
Entrando em contanto com o jovem Aurelio Galleppini, a senhora Tea o convidou para desenhar um novo herói em quadrinhos que fizesse par ao velho Furio, personagem de ponta, até aquele momento, do título "L'Audace". Galleppini, que então residia em Cagliari, entusiasmado pela proposta recebida, decide transferir-se para Milano.
À nova série se acrescenta logo uma segunda. A primeira seria publicada no formato do "Albo d'Oro", grande e prestigioso, a outra naquele pequeno, em tira.
Bonelli, naquele período, trabalhava em Genova para o editor De Leo; este publicava uma série de discreto sucesso, de título "Red Killer", e estava pensando em fazer uma série em quadrinhos. Assim, com objetivo, Bonelli estava desenvolvendo algumas histórias aventurosas. Naquele exato momento recebe a proposta da Audace, que Bonelli aceitou. Os nomes que o escritor escolhe para os novos personagens foram: "Occhio Cupo", para o capa e espada em grande formato, e Tex Killer, para o western em tira.
Para esse último foram utilizadas as histórias precedentes escritas para Red Killer e, como se pode notar, também o sobrenome era o mesmo.
À senhora Tea, porém, o nome Killer, que em inglês significa assassino, não agradava: decide, então, substituir o K por um W. Tudo estava no ponto, enfim, para a estréia daquela potente máquina de aventuras, que se tornaria Tex.

OS PRIMEIROS ANOS
O número 1 de Tex foi publicado no final de setembro de 1948. A série, de periodicidade semanal, foi lançada com uma tiragem de cerca de 50.000 cópias, bem pouco comparado às mais de 200.000 do então contemporâneo "Piccolo Sceriffo".
As tiras, impressas três por vez, eram realizadas em seqüência por Galep. A equipe de trabalho inicial era formada por três pessoas: Bonelli, Galleppini e Gino Rognoni, o letrista. Esse último se tornou o companheiro de apartamento do desenhista, uma vez que havia deixado a casa Bonelli, passando a viver por conta própria. O primeiro Tex era anônimo, quanto ao rosto: em parte Gary Cooper e, em parte, o próprio Galep.

O MAIOR PERSONAGEM DO OESTE
"As histórias de Tex constituem", segundo o filósofo Giulio Giorello, "uma belíssima história épica. Uma grande manifestação humana, verdadeira como aquela de Ulisses, que a nós chegou contida em um par de livros, mas, que no mundo grego nasceu como uma série de histórias. Assim foi para Tex: tantas histórias às quais cada escritor, cada desenhista acrescentaram, nesses 50 anos, algo de si".
Lançado com uma venda de cerca de 20.000 cópias, após 5 anos Tex se fixou em tornou das 40.000.

O CÉLEBRE FORMATO TEX
Adoção do novo formato 17X24, com o qual seriam apresentadas as reedições das aventuras de Tex nos famosos "Albi d'Oro", de 1952.
Sergio Bonelli, Diretor Editorial, em março de 1958 decidiu padronizar esse formato: as aventuras de Tex seriam reeditadas, partindo do número 1, em uma nova série gigante.

OS ANOS DO GRANDE SUCESSO
Em 1967 a série inédita em tiras cessava a publicação após 36 séries e 973 números. Em 1969 a série gigante, a partir do número 95, começava a apresentar histórias inéditas. Eram os anos do grande sucesso dos filmes spaghetti-western de Sergio Leone, e Tex tornava-se o álbum em quadrinhos mais vendido na Itália.

OS DIFÍCEIS ANOS 80
Os anos 80 foram realmente anos difíceis para todos os editores de quadrinhos. Tex foi o personagem que se saiu melhor, com as 400.000 cópias vendidas somente com a série inédita. Com bons resultados de venda se fixavam também as reedições "Tre stelle" (iniciada em 1964) e "TuttoTex" (lançada em 1985).
Em 1988, "TuttoTex", por solicitação dos leitores, tornou-se um periódico quinzenal. Somente Dylan Dog, outro herói da "scuderia" Bonelli, é reeditado, por um longo período conserva-se nos mesmos níveis de venda de Tex.
No mesmo ano, para celebrar os 40 anos de vida editorial do Ranger, foi publicado um volume gigante inédito, com o título "Tex il grande!", desenhado por Guido Buzzeli, um ilustrador que jamais foi medido com o herói bonelliano.
O volume vendeu em apenas três dias mais de 100.000 cópias, o dobro do previsto, obrigando o editor a uma imediata reedição. Era o início de uma série periódica anual de histórias desenhadas "ad hoc" por autores famosos que se aventuram na interpretação do universo gráfico texiano.

OS ANOS 90
Nos anos 90 a Bonelli iniciou uma lenta renovação no sulco da tradição.
A mudança ocorrida na década anterior (o reforço a Gianluigi Bonelli, de outros escritores, entre os quais Guido Nolitta e Claudio Nizzi) tem enfoque, nesses anos, na experimentação de novas fórmulas editoriais (Maxi e Almanacchi), na ampliação da parca equipe de escritores (Boselli e Segura) e dos desenhistas. Do número 401 em diante, Claudio Villa torna-se o capista oficial da série. Simbolicamente esse número constitui um enésimo ponto de partida rumo a um futuro que prospera rico de novas idéias, estímulos e sugestões.
O mundo de Tex. O tradicional frontispício que abre todos os álbuns da série, desenho de Galep.

OS PROTAGONISTAS
Tex Willer, Águia da Noite. Tex Willer, Ranger do Texas, é também o agente índio na reserva dos navajos, situada no Arizona. Além disso, com o nome de Águia da Noite é o chefe da tribo, título herdado do chefe anterior, Flecha Vermelha.
Kit Carson, Cabelos de Prata.
Kit Willer, Falcão Pequeno.
Jack Tigre, o pard índio.

OS GRANDES AMIGOS
Lilyth, a esposa índia.
El Morisco, "el brujo".
Jim Brandon, o Casaca Vermelha.
Gros-Jean, o forçudo trapper francês.
Cochise, o irmão de sangue.
Montales, "el desperado".
Pat Mac Ryan, o hilariante irlandês.

OS GRANDES INIMIGOS
Brennan & Teller, os obscuros traficantes.
El Carnicero, o massacrador de índios.
El Muerto, o morto que anda.
Mah-Shai, sob a marca da serpente.
Mefisto, o diabo enganador.
Yama, o filho do diabo.
Mitla e Diablero, a bela e a fera.
Proteus, o homem do rosto de borracha.
Ruby Scott, o pistoleiro.
O Tigre Negro, o diabólico adversário.
Vindex, o cientista louco.
Zhenda, a feiticeira dos montes navajos.

O MUNDO DE TEX
Quem é Tex.
Os índios.
Dinamite.
As armas.
O Far West.
Os militares.
Águia da Noite.
A filosofia de Tex.

UM HERÓI QUE RESISTE AO TEMPO
MAS, TEX É DE DIREITA OU DE ESQUERDA?
TEX E A IDENTIFICAÇÃO PSICOLÓGICA

O QUE DIZEM DELE
Depoimentos de Gian Luigi Bonelli; Oreste Del Buono, jornalista e crítico literário; Roberto Benigni, ator e diretor; Antonio Bozzo, jornalista; Francesco Guccini, musicista e escritor; Giulio Giorello, filósofo e docente de Filosofia da Ciência; Giulio Cesare Cuccolini, escritor e crítico dos quadrinhos; Sergio Cofferati, secretário da CGIL; Ermanno Detti, escritor e educador; Gino e Michele, autores teatrais e televisivos; Andrea Sani, escritor e crítico dos quadrinhos; Giovanni Trapattoni, campeão de futebol e treinador; Roberto Abruzzese, jornalista e escritor; Vincenzo Mollica, jornalista e apresentador televisivo; Mauro Paganelli e Sergio Valzania, escritores; Gianni Bono, editor e estudioso dos quadrinhos; Stefano Di Marino, escritor; Stefano Gorla, jornalista; Franco Fossati, jornalista e escritor; Leonardo Gori, jornalista e crítico; Manuel Hirz e Henry Morgan, estudiosos da literatura western.

CURIOSIDADES
O verdadeiro modelo de Tex. Para Aurelio Galleppini, Gary Cooper; para Sergio Bonelli, Tom Mix e Ken Maynard; para Giovanni Bonelli, o John Wayne de "Ombre Rosse" e "Sentieri selvaggi".
Os índios navajos.
O inspirador de Mefisto. Mefisto, de Mefistófeles, o nome dado por Goethe ao demônio em "Faust".
O "bravo" Kit Carson. N. C.: Kit Carson, o personagem real.
Tex e a censura.
Os quadrinhos mais amados pelos italianos.
Os maravilhosos anos 70.
A série de Kit Willer. Na metade dos anos 50 se pensou em lançar uma série derivada de Tex. Todavia, em seguida, a iniciativa foi abandonada.
E a publicidade?
Tex na glória. É comum se dizer que aparecer em um selo significa obter imortalidade. Tex conseguiu cruzar a linha de chegada duas vezes. A primeira, em 1996, quando foi lançado um selo da República Italiana, no valor de 750 liras, com a imagem do Ranger. No mesmo ano foi lançada uma série de 12 selos de San Marino dedicados aos grandes personagens dos quadrinhos. Obviamente Tex estava. Somente outro herói dos balões falantes conseguiu esse êxito: Corto Maltese, de Hugo Pratt.

AS PRODUÇÕES DE TEX
Edições em quadrinhos italianas.
Os formatos históricos de Tex.
Edições em quadrinhos estrangeiras.
O fenômeno das reedições.
Desenhos animados.
Filme.

BIBLIOGRAFIA
Sobre a Sergio Bonelli Editore: 14 obras. N. C.: no nosso site: Come Tex non c'è nessuno. La storia di un Eroe e del suo Editore.
Sobre Tex Willer: 47 obras. N. C.: no nosso site: Tex. Un eroe per amico; I cinquant'anni di Tex; Io sparo positivo. Istruzioni per l'uso di Tex Willer; Non son degno di Tex. Vita, morti e miracoli del mitico ranger; In viaggio con Tex. La geografia del Far West in 50 anni di avventure del più famoso personaggio del fumetto italiano; Silenzio! Parla Tex. Massime, pensieri e filosofia del più amato ranger del West.
Sobre Gian Luigi Bonelli e Aurelio Galleppini: 12 obras.
Sobre o mundo dos quadrinhos: 73 obras.

A HISTÓRIA
Il patto di sangue. O Pacto de Sangue.
Texto de Gianluigi Bonelli e desenhos de Aurelio Galleppini (Zamperoni desenhou as primeiras 15 pranchas do capítulo "Il rapimento di Lilyth", que depois foram pintadas por Galleppini).
A aventura de Tex é de 640 tiras para um total de 213 páginas.

Sabe de alguma curiosidade desta edição? Então envie para a gente e deixe seu nome registrado como colaborador do Portal TEXBR!

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" Tex", de Gian Luigi Bonelli e Aurelio Galleppini. Milano, Rizzoli Editore, 1999. 

BUR - Biblioteca Universale Rizzoli, Série: I Classici del Fumetto
Prêmio ANAFI (Associazione Nazionale Amici del Fumetto e dell'Illustrazione) pela melhor iniciativa editorial de 1999

Capa: desenho de Aurelio Galleppini; verso da capa: capas de oito volumes publicados, de Braccio di Ferro a Alan Ford, incluindo Tex.

Características: Tex, apresentado por Beppe Severgnini. 3a. edição. Propriedade literária reservada. Copyright 1999 Sergio Bonelli Editore sobre a presente edição. Copyright 1999 RCS Libri S.p.A., Milano, sob licença da Sergio Bonelli Editore S.p.A. Primeira edição: novembro 1999; terceira edição: janeiro de 2001. Notícias históricas e bibliográficas: Luigi Codazzi; Projeto gráfico: Studio Wise; Coordenação redacional: Ernesto Pipino

Apresentação: de Beppe Severgnini. Trecho, introdução: "Durante a primeira viagem à América - verão de 1977, com cinco amigos a bordo de um mastodôntico camper - apontei logo rumo ao Far West, que não desiludiu as expectativas: era longe, estava a ocidente e, sobretudo, parecia copiado dos álbuns de Tex Willer".

Dimensões: 17,5X25,5 cm. Espessura: 2,0 cm. Páginas: 292. Ilustrações: a cores e em preto e branco. Preço: L. 18.000 (capa); Euro 8,26 (promoção), 9,30 (capa); aproximadamente R$ 19,53 (capa).

Informações sobre a Contracapa: definições de Tex por Gianluigi Bonelli, e Oreste del Buono, jornalista e crítico literário - entre as mesmas uma tira da história. Nesse volume, Tex em: "Il patto di sangue" (O Pacto de Sangue); verso da contracapa: capas dos demais volumes publicados - seis, de L'Uomo Ragno a Zio Paperone.

Em tempo: Imagem e informações desta página enviadas por Afrânio Braga, de Manaus, AM, Brasil.

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