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Fora de Série: A
Livraria Italiana, de São Paulo, distribui por todo o
Brasil os exemplares originais italianos de Tex, Zagor e
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Capítulo 1 Após a já tradicional apresentação de Sergio Bonelli, que escreve sobre o importante marco atingido pelas HQs de faroeste com Tex, no seu cinqüentenário, inicia-se o primeiro capítulo do livro, chamado Born in U.S.A., com textos de Alfredo Castelli e Giulio C. Cuccolini.
Mas o livro Frontiere cita que a série mais surpreendente foi "Little Growling Bird in Windego Land", justamente sobre as diferenças culturais entre brancos e peles-vermelhas. Lançada em 1907 por S. N. T. Crichton, a série narra a história de Fanny, uma menina filha de um caçador de peles que se perde na região dos Grandes Lagos. Resgatada pelo chefe Pena Rossa, Fanny é adotada pela tribo e torna-se grande amiga da indiazinha Growling Bird.
No tema aventura western, houve duas correntes seguidas pelos quadrinistas dos EUA. Uma era publicada em fascículos ou em revistas populares (dime novels), baseados em rodeios e filmes mudos do gênero western com muita ação. A segunda corrente era mais real e jornalística, voltada para o público adulto.
"White Boy" (1933-1936), de Garret Price, sobre um rapaz branco levado pelos "peles-vermelhas", descrevendo a cultura deste povo (como no já citado Little Growling Bird in Windego Land). Surgiram também os justiceiros solitários, como "Ted Strong" (1935-1938), de Al Carreño, que era um caubói determinado na luta contra o crime. "Tex Thorne" (1936-1937), de Allen Dean, com textos inspirados nos romances de Zane Grey, realmente introduziu a figura do pistoleiro solitário em serviço da justiça. "Red Ryder" (1938-1964), de Fred Harman, foi o faroeste mais famoso das Américas. Interpretado por um jovem caubói do oeste contemporâneo junto de um pequeno indígena chamado Little Beaver. A série passou pela chegada do progresso, até acabar na epopéia dos pioneiros.
Muitos heróis de seriados televisivos ganharam sua versão nos balões, como "Hopalong Cassidy", "Bonanza", "Laredo" e "Cisco Kid", este do argentino José Luis Salinas. E mais duas obras inovadoras na década de cinqüenta, ambas de Warren Tufts, acabaram não tendo uma boa recepção pelo público.
Os últimos heróis "gringos" citados foram: "Bat Lash", de Nicholas Caray e Sergio Aragones, sobre um caubói solitário sem veias sentimentais; "Jonah Hex", de Joe Orlando e Michael Fleischer, sobre um caçador de escalpos de dupla personalidade; e "Red Wolf", de Stan Lee e Sid Shores, protagonizado por um indígena e com elementos de magia e horror. Como podemos notar no Capítulo 1, o gênero western nunca foi um grande sucesso nos Estados Unidos, apesar do país ter sido a verdadeira terra do bang-bang. Todas as séries lançadas sempre tiveram um fim prematuro, ou no máximo duraram algumas décadas, mas depois deixaram as bancas de revistas, que sempre foram bem ocupadas pelas séries de super-heróis.
"Le Frontiere di Carta, Piccola storia del western a fumetti", publicado pela Sergio Bonelli Editore. Esta edição Le Frontiere di Carta foi anexada ao TEX italiano 455, de setembro de 1998, quando Tex completou 50 anos na Itália, 132 páginas, papel couché e capa em gramatura especial. A imagem de abertura do capítulo 1, Born in the USA (Nascido nos Estados Unidos) é de Lone Ranger, o Cavaleiro Solitário, também chamado no Brasil de "Zorro". Em tempo: Agradecimentos especiais a Éder Ribeiro, webmaster e organizador do Tex Web Site, que também tem ótimas matérias sobre o ranger na internet. O Éder fez a pesquisa sobre a edição Le Frontiere di Carta, escaneou as imagens (com exceção da capa e contracapa) e bolou os textos de cada capítulo. Obrigado, Éder. Colaborou na Ficha Técnica Afrânio Braga. Agradecimentos também a Geraldo G. Carsan, o responsável pela seção Fora de Série. topo da página |
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