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Tex Willer, mais de 50 anos de aventuras Livraria Italiana
Editora Mythos

Fora de Série
Le Frontiere di Carta
Capítulo 1 - Capítulo 2 - Capítulo 3 - Capítulo 4


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Voltar para Página inicial de Le Frontiere di Carta Indice da Obra - Clique para Ampliar! Capítulo 1 - Clique para Ampliar!

Capítulo 1
Born in the U.S.A.
* Por Éder Ribeiro, do Tex Website

Após a já tradicional apresentação de Sergio Bonelli, que escreve sobre o importante marco atingido pelas HQs de faroeste com Tex, no seu cinqüentenário, inicia-se o primeiro capítulo do livro, chamado Born in U.S.A., com textos de Alfredo Castelli e Giulio C. Cuccolini.

Cheerful Charley - Clique para Ampliar!Eles citam que o primeiro protagonista dos quadrinhos western norte-americano foi "Lariat Pete", em 1900. Era um caubói ágil e corajoso, criado por Daniel McCarthy. Porém a série durou somente 3 anos. Não demorou muito e em 1905 os índios apareceram nas HQs: "Cheerful Charley", uma série mais voltada para o gênero humorístico (característica muito comum nas HQs dos EUA até 1928, conforme Castelli e Cuccolini). 

Mas o livro Frontiere cita que a série mais surpreendente foi "Little Growling Bird in Windego Land", justamente sobre as diferenças culturais entre brancos e peles-vermelhas. Lançada em 1907 por S. N. T. Crichton, a série narra a história de Fanny, uma menina filha de um caçador de peles que se perde na região dos Grandes Lagos. Resgatada pelo chefe Pena Rossa, Fanny é adotada pela tribo e torna-se grande amiga da indiazinha Growling Bird. 

Kid Colt Outlaw - Clique para Ampliar!Mais tarde, o selvagem oeste foi o ambiente de vários personagens, como "Bibì e Bibò", de Rudolph Dirks, e "Little Jimmy", de James Swinnerton. O livro cita também "Out Our Way", de James Williams, no final dos anos 20; "Texas Slim", de Ferd Johnson; e "Mescal Ike", de S. Huntley e Art Huhta, como as últimas séries com veias humorísticas.

No tema aventura western, houve duas correntes seguidas pelos quadrinistas dos EUA. Uma era publicada em fascículos ou em revistas populares (dime novels), baseados em rodeios e filmes mudos do gênero western com muita ação. A segunda corrente era mais real e jornalística, voltada para o público adulto.

Bronco Bill - Clique para Ampliar!Surgiram então os heróis a cavalo, como "Bronco Bill" (1928-1950), de Harry O´Neill, contando a aventura de um grupo de adolescentes na luta contra o crime; "Little Joe" (1933-1969), de Ed Leffingwell, uma simpática saga familiar que descrevia a vida simples mas dura de um rapaz. 

"White Boy" (1933-1936), de Garret Price, sobre um rapaz branco levado pelos "peles-vermelhas", descrevendo a cultura deste povo (como no já citado Little Growling Bird in Windego Land). Surgiram também os justiceiros solitários, como "Ted Strong" (1935-1938), de Al Carreño, que era um caubói determinado na luta contra o crime. 

"Tex Thorne" (1936-1937), de Allen Dean, com textos inspirados nos romances de Zane Grey, realmente introduziu a figura do pistoleiro solitário em serviço da justiça. "Red Ryder" (1938-1964), de Fred Harman, foi o faroeste mais famoso das Américas. Interpretado por um jovem caubói do oeste contemporâneo junto de um pequeno indígena chamado Little Beaver. A série passou pela chegada do progresso, até acabar na epopéia dos pioneiros.

King of the Royal Mounted - Clique para Ampliar!O capítulo chega ao Canadá, com "King of the Royal Mounted" (1935-1954), de Zane Grey. A série era protagonizada por um sargento da Polícia Montada; "Lone Ranger" (1933-1984), de Frank Striker, mostrava um tradicional justiceiro das pradarias, que tinha um ajudante chamado Tonto. A série pulou dos quadrinhos para uma rádio.

Muitos heróis de seriados televisivos ganharam sua versão nos balões, como "Hopalong Cassidy", "Bonanza", "Laredo" e "Cisco Kid", este do argentino José Luis Salinas. E mais duas obras inovadoras na década de cinqüenta, ambas de Warren Tufts, acabaram não tendo uma boa recepção pelo público. 

Lance - Clique para Ampliar!Eram "Casey Ruggles" (1949-1955), ambientado na Califórnia da corrida do ouro, e "Lance" (1955-1960), sobre um tenente da Cavalaria que fica amigo dos indígenas. Após isso, o livro cita "Rick O´Shay" (1958-1981), de Stan Lynde, série bem mais duradoura, com tons humorísticos no início e seriedade no final. 

Bat Lash - Clique para Ampliar!Lynde ainda lançou "Latigo" (1979-1983), ambientado no ano de 1867 e com grande precisão nos desenhos, mostrando a passagem de uma economia baseada na pequena propriedade rural para uma economia capitalista e industrial. Até Alberto Giolitti (que colaborou com Tex de 1989 a 1993), quando mudou-se para os EUA, participou de algumas séries como "Tonto", "Indian Chef", "Gunsmoke" e "Turok".

Os últimos heróis "gringos" citados foram: "Bat Lash", de Nicholas Caray e Sergio Aragones, sobre um caubói solitário sem veias sentimentais; "Jonah Hex", de Joe Orlando e Michael Fleischer, sobre um caçador de escalpos de dupla personalidade; e "Red Wolf", de Stan Lee e Sid Shores, protagonizado por um indígena e com elementos de magia e horror.

Como podemos notar no Capítulo 1, o gênero western nunca foi um grande sucesso nos Estados Unidos, apesar do país ter sido a verdadeira terra do bang-bang. Todas as séries lançadas sempre tiveram um fim prematuro, ou no máximo duraram algumas décadas, mas depois deixaram as bancas de revistas, que sempre foram bem ocupadas pelas séries de super-heróis.

Outras imagens desse capítulo


"Le Frontiere di Carta, Piccola storia del western a fumetti", publicado pela Sergio Bonelli Editore. Esta edição Le Frontiere di Carta foi anexada ao TEX italiano 455, de setembro de 1998, quando Tex completou 50 anos na Itália, 132 páginas, papel couché e capa em gramatura especial. A imagem de abertura do capítulo 1, Born in the USA (Nascido nos Estados Unidos) é de Lone Ranger, o Cavaleiro Solitário, também chamado no Brasil de "Zorro".

Em tempo: Agradecimentos especiais a Éder Ribeiro, webmaster e organizador do Tex Web Site, que também tem ótimas matérias sobre o ranger na internet. O Éder fez a pesquisa sobre a edição Le Frontiere di Carta, escaneou as imagens (com exceção da capa e contracapa) e bolou os textos de cada capítulo. Obrigado, Éder. Colaborou na Ficha Técnica Afrânio Braga. Agradecimentos também a Geraldo G. Carsan, o responsável pela seção Fora de Série.

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