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uBC Fumetti
SBE Editore

Tex Willer, mais de 50 anos de aventuras Livraria Italiana
Editora Mythos
Capa de TXH-038, retocada em tons de azul.

TEX EDIÇÃO NORMAL
Algumas Curiosidades
que você precisa saber


Verso&Reverso:
Quando Tex surgiu
ninguém esperava
que fosse manter-se
por mais de 50 anos.
 



TEX EDIÇÃO
NORMAL

De 001 a 100
De 101 a 200
De 201 a 300
De 301 a 400
De 401 ao Atual
Resenhas
Curiosidades
Editoras

Você sabia?
...dizem que Aurellio
Galleppini, o criador
gráfico de Tex,
inspirou-se em seu
próprio rosto para
desenhar as feições
do personagem Tex.

As edições coloridas
de Tex são publicadas
na Itália de 100 em 100
números. Iniciou com
Forte Apache (100),
O Ídolo de Cristal (200),
A Lança de Fogo (300) e
A Voz na Tempestade
(400).

Em português, além
dessas quatro histórias,
foi publicada também
em cores as aventuras
A Cidade Corrompida e A Caravana do Medo,
que foram inteiramente
colorizadas no Brasil.

 

 

COMO FOI O SURGIMENTO DE TEX?

Tex nasceu em 1948, num momento difícil para seu país de origem. Era o pós guerra e a Itália tentava se reorganizar. Quase tudo ia mal, exceto a produção de quadrinhos, que àquela altura começava a crecer. Durante a II Guerra Mundial, Mussolini, inesperadamente, riscou do mapa os quadrinhos americanos (com exceção de Mickey), a ponto de os desenhistas locais serem convocados para terminar às pressas as aventuras já iniciadas de Flash Gordon, Mandrake e outros.

Se por um lado isso deu margem a produções apócrifas desses personagens, por outro serviu para estimular a produção nacional e propiciar o surgimento de novos talentos. Muitos profissionais se formaram e se aperfeiçoaram nesse período.

FOLHETIM - A FÓRMULA PARA O SUCESSO

Arte de Villa, extraída da capa de TXH-011A produção italiana do pós guerra se diferenciava da internacional porque incorporou um gênero literário muito popular na época, o folhetim. Finalizando a história em seu momento mais emocionante e deixando um gancho para o capítulo da semana seguinte (tal como os famosos seriados do cinema ou as atuais novelas televisivas), os folhetins encantaram uma geração e alcançaram na Itália a sua expressão máxima, favorecendo o surgimento de grandes impérios editoriais especializados nesse tipo de literatura. Era natural que a fórmula mágica, restrita aos romances lacrimogêneos intermináveis, tivesse o seu similar nos quadrinhos.

O editor e roteirista Giovanni Luigi Bonelli, que já havia dirigido várias publicações e elaborado uma série de roteiros para diversas revistas, foi praticamente o lançador de um gênero que teve dezenas de imitações, muitas delas saídas de sua própria pena.

Com a publicação de Tex, em setembro de 1948, um novo estilo editorial começava a se firmar: as revistas em forma de tiras (veja Tex Striscias). Pequenas, em formato horizontal e tiragem semanal, 32 páginas e com cerca de três quadros cada uma, elas logo conquistaram o público italiano, não só por causa do preço acessível, mas também pelo seu conteúdo. Os longos episódios se sucediam, atraindo a atenção do leitor, sempre ávido pelo desfecho de cada história. Além de Tex, dezenas de outros personagens foram lançados nesse formato, entre eles O Pequeno Xerife, também publicado no Brasil na mesma época, mas de todos, Tex foi seguramente o único remanescente.

Para definir os traços e a imagem propriamente dita de Tex, G.L. Bonelli contou com a co-autoria do desenhista Aurelio Galeppini, ou simplesmente Galep, que àquela época, cuidava praticamente sozinho das 32 tiras semanais. Depois foram surgindo outros colaboradores: Zamperoni e Jeva (que funcionavam como assistentes, revezando-se com Galep no lápis ou na arte-final), Gamba, Muzzi, Lettèri, Ticci, Nicolò e muitos outros.

Tex em formato de tiras durou quase 20 anos. Do primeiro número, em 1948, até o último, em 1967, foram trinta e seis séries, que corresponde a um número ainda maior de aventuras. Essas histórias foram compiladas e reeditadas em outros formatos, juntando vários episódios numa só edição, até chegar a estrutura atual - 112 páginas (na Itália), com três tiras cada uma. Quando as histórias em tiras se esgotaram, Bonelli e sua equipe foram produzindo outras inéditas e dando prosseguimento à série. 

Outras curiosidades

Uma pesquisa nas 400 capas da série Normal de Tex no Brasil feita pelo texmaníaco Orlando Portela, de Teresina, PI, revela informações importantes.

A primeira contatação é que, a julgar pelas aparições nas capas, o maior amigo de Tex não é o velho Carson, mas sim o bom e leal cavalo Dinamite. O "Camelo Velho" aparece apenas 21 vezes, enquanto o corcel está presente em 134 capas (contando as capas repetidas). 

O Ranger mais temido do Oeste aparece sozinho em 75 capas e entre os pards o que menos está com ele é o seu filho Kit, que apareceu apenas cinco vezes.

Veja abaixo outras curiosidades importantes:

Até o número 400 da Série Normal Tex aparece:
Sozinho - 91 vezes
Com cavalo - 134
Com outro animal - 25
Com índio - 64
Com Carson - 21
Com outro homem branco (sem sem nenhum dos pards) - 75
Com Jack Tigre - 14
Com Kit Willer - 05
Com sombras - 13
Com soldados da Cavalaria - 16
Com barco ou canoa - 11
Com carroça - 07
Com armas em geral - 322 
Com revólveres - 146
Com rifle - 108
Com faca - 16
Com lança - 19
Com mexicano - 14
Com lua ou sol - 27
Com água - 23
Com fogo (ou fumaça) - 25
Com flecha - 10
Com cruz ou túmulo - 09
Com caveira - 14 
Com trem - 07 
Em saloon 11
Com machadinha - 05

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