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uBC Fumetti
SBE Editore

Tex Willer, mais de 50 anos de aventuras Livraria Italiana
Editora Mythos
Capa de TXH-038, retocada em tons de azul.

TEX EDIÇÃO NORMAL
As Editoras que já publicaram
as aventuras de Tex


Verso&Reverso
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TEX EDIÇÃO

NORMAL

De 001 a 100
De 101 a 200
De 201 a 300
De 301 a 400
De 401 ao Atual
Resenhas
Curiosidades
Editoras

Você sabia?
...a idéia das edições
especiais é apresentar
sempre um desenhista
diferente para que os
leitores "sintam" o
traço de Tex nas mãos
de outros "experts" do
desenho, exceção quebrada com Galep
e com Ticci, que já
desenhavam a série
normal.

Na Itália são publicados
além do Tex Normal e
de Tutto Tex (equiva-
lente a Tex Coleção):
Tex Gigante - geralmen-
te no meio de cada ano;
Almanacco del West
- no começo do ano,
equivalente ao Almana-
que Tex da Mythos; e
Maxxi Tex, equivalente
ao Tex Anual, também
da Mythos.

Essas edições especiais
na Itália têm geralmente
a periodicidade anual.

 

Desenho alusivo ao Brasão dos Rangers do Texas

A FASE JÚNIOR

Da enxurrada de heróis do Velho Oeste que invadiu as bancas de revistas brasileiras, Tex é um dos raríssimos sobreviventes. Sua primeira aparição no Brasil deu-se na revista Júnior nº 28 (sem data), na década de 50, com o nome de Texas Kid, editado na época pela Rio Gráfica Editora. A Revista Júnior tinha o formato 16cm de largura por 7cm de altura, ou seja, o mesmo da edição original italiana. E foi assim até o número 178, quando a partir do número seguinte, a revista passou a ter 17,5 x 13,5cm. No nº 264 (junho de 1957), uma nova mudança: embora as medidas permanecessem as mesmas, a revista passava a ser publicada na posição vertical. Todavia, a carreira de Tex na Rio Gráfica estava chegando ao fim. Ele apareceu somente até o nº265, quando Júnior passou a abrigar outros personagens de faroeste. Saber Mais

A FASE VECCHI

Durante toda a década seguinte ninguém mais ouviu falar de Tex no Brasil, até que em fevereiro de 1971 a Editora Vecchi relançou o personagem em revista própria, em formato idêntico ao italiano (16 x 21cm), com cada número trazendo entre 100 e 130 páginas.

Ao contrário da fase anterior na revista Júnior, não era observada a ordem original das histórias. Com um arco e flecha de plástico de brinde, o número 1 de Tex nessa editora (TEX-001 - Signo da Serpente) logo demonstrou ser um sucesso de vendagem.

Arco e FlechaAs edições seguintes, porém, não alcançaram a marca do primeiro número, o que levou a Vecchi a cogitar o término da publicação. O fantasma da interrupção foi afastado com o crescente aumento das vendas, que estimulou a sua manutenção. Em poucos anos a situação se inverteu. A tiragem foi galgando números surpreendentes e, no final dos anos 70, Tex era a revista mais estável dessa editora, com a invejável marca de 150 mil exemplares (Saiba mais sobre esta estada de Tex na Vecchi lendo as revelações de Otacílio de Assunção, que chegou a ser editor de Tex na Vecchi)

O formato italiano (16 x 21cm) perdura até a edição TEX-037 - O Temível Coiote Negro. Já a partir do número TEX-038 - Emboscada na Ilha Misteriosa, o tamanho é diminuído para 13,5 por 17,5 cm, formato que perdura até hoje.

Em abril de 1977, atendendo a inúmeros pedidos de leitores, a Vecchi lança a 2ª edição de Tex, que consistia na republicação das revistas da primeira série, onde apenas os anúncios eram atualizados. Segundo o Ota, o que motivou o lançamento da 2ª edição de TEX foi que Tex tinha aumentado muito a tiragem desde que fora lançado, portanto havia um considerável número de leitores "atuais" que não tinham comprado a primeira edição, por isso o relançamento teria uns 100 mil leitores garantidos. E, de fato, teve, tendo vendido mais ainda, pois muita gente que já tinha a primeira edição comprou a segunda também. Tamanho é o sucesso deste relançamento que vários outros títulos de faroeste passam a ser publicados e aqueles da Vecchi trazem na capa a observação "Tex apresenta". 

Na época da Vecchi, nas lombadas das revistinhas aparecia a logomarca do Tex. O curioso é que elas eram editadas em azul para as "primeiras edições" e, em vermelho para as "segundas edições" (curiosidade enviada pelo texiano Sílvio Raimundo da Silva).

No início dos anos 80, tanto a primeira quanto a segunda edição de Tex passaram a ser quinzenais, o que na prática significava nada menos do que quatro edições de Tex por mês! Nesta época TEX era a segunda revista que mais vendia no Brasil, perdendo apenas para a Turma da Mônica.

Publicidade na revista Tex A Editora Vecchi, oscilou momentos de grande número de anúncios com outros de quase nenhum. Em TEX-046 - O Grande Rei (2ª Edição), tivemos 12 páginas; no Tex-070 - Os Caçadores de Escalpos, foram 3 anúncios em 190 páginas e, diga-se de passagem, que aventura, não?; mas em TEX-116 - A Hora da Violência (140 pg.), temos 20 de anúncios; e pasmem, em TEX-159 - Caminho sem Regresso, (132 pg), temos o provável recorde da Editora, com 26 páginas, um anúncio a cada 3 ou 4 de história (curiosidade enviada por G.G.Carsan).

No ano de 1980 a Editora Vechi publicaria uma edição gigante (20,5 x 28,3cm) que se tornaria épica para os colecionadores: O Ídolo de Cristal, de Bonelli & Galep, com capa cartonada, papel especial e 122 páginas (esta edição havia saído originalmente na Itália no número 200), história depois republicada como o primeiro exemplar colorido de Tex no Brasil (já pela Editora Globo).

Mas a fase áurea da Vecchi, que se tornou o paraíso das revistas de faroeste, não foi muito longe, infelizmente. Em meados de 1983, a editora viu-se tragada por uma grave crise financeira e teve que encerrar suas atividades. A primeira edição de Tex foi publicada até TEX-164 - Selva Cruel - e a reedição até o número TEX-094 - Pacto de Sangue, deixando incompleta esta lendária aventura que apresenta o casamento de Tex com a índia Lilyth e frustrados seus inúmeros e fiéis leitores.

A FASE RIO GRÁFICA / GLOBO

Em outubro de 1983, um fio de esperança se reacendeu: a Rio Gráfica Editora (que mais tarde teve o nome trocado para Editora Globo) adquiria os direitos de Tex no Brasil. A Editora manteve a numeração e lançou TEX-165 - O Rosto do Traidor - no mesmo formato já definido pela Vecchi e consagrado pelos leitores brasileiros (13,5 x 17,5 cm), concluindo a aventura que ficara incompleta pela Vecchi.

A segunda edição de Tex também foi mantida pela Rio Gráfica. A Editora lançou TEX-094A, terminando a aventura que ficara incompleta (a Vecchi lançara a TEX094 2ª edição com a metade da história da 1ª edição) e seguiu republicando as histórias da primeira edição até novembro de 1986, quando foi lançado TEX Coleção, série com 100 páginas cada número que publica as aventuras de Tex Willer na mesma ordem que saíra na Itália, cuja primeira história é A Mão Vermelha (no italiano "La Mano Rossa").

Mas a Rio Gráfica não conseguiu manter o estilo da Vecchi e a qualidade que os leitores estavam acostumados com Tex. A revista entra num período de declínio e a editora, para enquadrar a revista em seu novo padrão, chegou ao absurdo de mutilar as histórias cortando tiras, quadrinhos e por vezes, páginas inteiras para fazer a revista com número certo de páginas.

Em janeiro de 1987, Tex passa a ser apresentado aos leitores pela Editora Globo, na verdade a mesma Editora Rio Gráfica, porém com outro nome. Os últimos exemplares de Tex publicados pela Rio Gráfica são: na 1ª edição o número TEX-206 - Fuga de Anderville, na 2ª edição TEX-133 - Tortura - e TXC-001 - Mão Vermelha.

Consagrado o sucesso de TEX COLEÇÃO, para atender a um crescente número de novos leitores que outra vez solicitavam reedição das aventuras mais antigas, é lançado Tex Edição Histórica, em tiragem bimestral e respeitando o original italiano. Cada número de Tex Edição Histórica traz um número bem maior de páginas (de 260-350), de tal forma que cada volume chegue às bancas apenas com histórias completas.

TXH-001, por exemplo, apresenta 736 tiras (publicadas na Itália de setembro de 1948 a fevereiro de 1949). As capas, desenhadas por Claudio Villa, são conhecidas também do público italiano, pois são reproduzidas no interior de sua última reedição, chamada "Tex Nuova Ristampa".

Também algumas edições especiais saíram publicadas pela Globo, mas em ordem diferente dos especiais publicados na Itália. Mas Tex estava por trocar de mãos no final de 1998. Os últimos números do ranger na Editora Globo foram: 1ª edição: TEX-350 - A Bomba Humana (dezembro de 1998), TXC-143-Lei da Fuga e TXH-033.

Para saber mais sobre a saída de Tex da Editora Globo, acesse:
Fatos que motivaram a saída de Tex da Ed. Globo

A FASE MYTHOS

A jovem Editora Mythos assume o personagem com coragem e ousadia. No anúncio da edição TEX-351-O Bando dos Irlandeses (com uma capa inédita desenhada por Magnus) a Mythos promete manter os três títulos periódicos de Tex, mais as edições especiais de três em três meses, formato gigante e com 228 páginas, e ainda algumas edições extras.

Além de manter a seqüência da numeração de Tex edição normal, Tex Coleção e Tex Edição Histórica, a Mythos mantém também o tamanho da revista e melhora a gramatura do papel da capa, porém diminuindo o número de páginas de 114 para 100 para poder reduzir o preço da revista. A Editora elimina também o frontspício, presente na página 3 da revista desde o nº 1 publicado pela Vecchi - O Signo da Serpente.

Os primeiros números de Tex na nova editora são: da edição normal TEX-351 - O Bando dos Irlandeses, TXC-144 - Mais Forte que a Lei e Tex Edição Histórica 034. A Mythos retoma as publicações especiais gigantes e já em março de 1999 lança o Especial nº1, TXE-001 - O Homem de Atlanta - uma história escrita por Claudio Nizzi e Jordi Bernet. Não demora muito e, com o tratamento editorial dado pela editora ao personagem,  o Tex publicado pela Editora Mythos é eleito pelos italianos como "a melhor edição internacional do ranger fora da Itália".

As edições extras prometidas também apareceram, iniciando pelo Tex Anual nº1 - TXA-001 - O Caçador de Fósseis (editada em dezembro de 1999 com texto de Antonio Segura e arte de José Ortiz) e pelo Almanaque Tex nº1 - ATX-001 - Vendetta Navajo, uma aventura escrita por Claudio Nizzi, desenhada por Giovanni Ticci e editada em março de 2000, história que marcou, na Itália, os 50 anos de Águia da Noite.

A Mythos esmerou-se em publicar em Tex Normal e na série Tex Coleção passam a seqüência original das histórias italianas, bem como preservou a identidade das capas da série original italiana. Como porém a revista brasileira pela Mythos tinha 98 páginas, a cada quatro ou cinco meses era preciso usar o recurso de uma capa inédita, fornecida especialmente para as edições brasileiras extraída dos minipôsteres do TEX Italiano Nuova Ristampa.

Este problema foi sanado pela Mythos a partir da edição TEX-400 (a primeira múltipla de 100 em cores da série Normal, como na Itália) e a partir de TEX COLEÇÃO 203, quando a edição brasileira, com 114 páginas, nas duas séries passou a ter a mesma capa e o mesmo conteúdo da edição italiana.

Outros títulos especiais tomaram forma na mão da Mythos, como a primeira Revista Pôster que TEX já recebeu no Brasil, o espetacular TEX ANUAL, o TEX OURO, o TEX Especial de Férias e, é claro, a minissérie de Mefisto em 2004, um marco editorial na epopéia do ranger em terras brasilis. 

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