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TEX EDIÇÃO
NORMAL
De 001 a 100
De 101 a 200
De 201 a 300
De 301 a 400
De 401 ao Atual
Resenhas
Curiosidades
Editoras
Você
sabia?
...a idéia das edições
especiais é apresentar
sempre um desenhista
diferente para que os
leitores "sintam" o
traço de Tex nas mãos
de outros "experts" do
desenho, exceção quebrada com Galep
e com Ticci, que já
desenhavam a série
normal.
Na Itália são publicados
além do Tex Normal e
de Tutto Tex (equiva-
lente a Tex Coleção):
Tex Gigante - geralmen-
te no meio de cada ano;
Almanacco del West
- no começo do ano,
equivalente ao Almana-
que Tex da Mythos; e
Maxxi Tex, equivalente
ao Tex Anual, também
da Mythos.
Essas edições especiais
na Itália têm geralmente
a periodicidade anual.
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A FASE JÚNIOR
Da enxurrada de heróis do Velho Oeste que
invadiu as bancas de revistas brasileiras, Tex é um dos
raríssimos sobreviventes. Sua primeira aparição no
Brasil deu-se na revista Júnior nº 28 (sem data), na década
de 50, com o nome de Texas Kid, editado
na época pela Rio Gráfica Editora. A Revista Júnior tinha o formato
16cm de largura por 7cm de altura, ou seja, o mesmo da
edição original italiana. E foi assim até o número
178, quando a partir do número seguinte, a revista
passou a ter 17,5 x 13,5cm. No nº 264 (junho de 1957),
uma nova mudança: embora as medidas permanecessem as
mesmas, a revista passava a ser publicada na posição
vertical. Todavia, a carreira de Tex na Rio Gráfica
estava chegando ao fim. Ele apareceu somente até o nº265,
quando Júnior passou a abrigar outros personagens de
faroeste. Saber Mais
A FASE VECCHI
Durante toda a década seguinte ninguém
mais ouviu falar de Tex no Brasil, até que em fevereiro
de 1971 a Editora Vecchi relançou o personagem em
revista própria, em formato idêntico ao italiano (16 x
21cm), com cada número trazendo entre 100 e 130 páginas.
Ao contrário da fase anterior na revista
Júnior, não era observada a ordem original das histórias.
Com um arco e flecha de plástico de brinde, o número 1
de Tex nessa editora (TEX-001 - Signo
da Serpente) logo demonstrou ser um sucesso de
vendagem.
As edições
seguintes, porém, não alcançaram a marca do primeiro número,
o que levou a Vecchi a cogitar o término da publicação.
O fantasma da interrupção foi afastado com o crescente
aumento das vendas, que estimulou a sua manutenção. Em
poucos anos a situação se inverteu. A tiragem foi
galgando números surpreendentes e, no final dos anos 70,
Tex era a revista mais estável dessa editora, com a
invejável marca de 150 mil exemplares (Saiba mais sobre
esta estada de Tex na Vecchi lendo as revelações de
Otacílio de Assunção, que chegou a ser editor de Tex
na Vecchi)
O formato italiano (16 x 21cm) perdura até
a edição TEX-037 - O Temível
Coiote Negro. Já a partir do número TEX-038 - Emboscada na Ilha Misteriosa, o tamanho é
diminuído para 13,5 por 17,5 cm, formato que perdura até
hoje.
Em abril de 1977, atendendo a inúmeros
pedidos de leitores, a Vecchi lança a 2ª edição de
Tex, que consistia na republicação das revistas da
primeira série, onde apenas os anúncios eram atualizados. Segundo o Ota, o que motivou o lançamento da 2ª edição de TEX foi
que Tex tinha aumentado muito a tiragem desde que fora lançado, portanto havia um considerável
número de leitores "atuais" que não tinham comprado a primeira edição, por isso o relançamento teria uns 100 mil leitores garantidos. E, de fato,
teve, tendo vendido mais ainda, pois muita gente que já tinha a primeira
edição comprou a segunda também. Tamanho é o sucesso deste
relançamento que vários outros títulos
de faroeste passam a ser publicados e aqueles da Vecchi
trazem na capa a observação "Tex apresenta".
Na época da Vecchi, nas lombadas das
revistinhas aparecia a logomarca do Tex. O curioso é que
elas eram editadas em azul para as "primeiras edições"
e, em vermelho para as "segundas edições" (curiosidade
enviada pelo texiano Sílvio Raimundo da Silva).
No início dos anos 80, tanto a primeira
quanto a segunda edição de Tex passaram a ser
quinzenais, o que na prática significava nada menos do
que quatro edições de Tex por mês! Nesta época TEX
era a segunda revista que mais vendia no Brasil, perdendo
apenas para a Turma da Mônica.
Publicidade na revista Tex A
Editora Vecchi, oscilou momentos de grande número de anúncios
com outros de quase nenhum. Em TEX-046 - O Grande Rei (2ª
Edição), tivemos 12 páginas; no Tex-070 - Os Caçadores
de Escalpos, foram 3 anúncios em 190 páginas e, diga-se
de passagem, que aventura, não?; mas em TEX-116 - A Hora
da Violência (140 pg.), temos 20 de anúncios; e pasmem,
em TEX-159 - Caminho sem Regresso, (132 pg), temos o provável
recorde da Editora, com 26 páginas, um anúncio a cada 3
ou 4 de história (curiosidade enviada por G.G.Carsan).
No ano de 1980 a Editora Vechi publicaria
uma edição gigante (20,5 x 28,3cm) que se tornaria épica
para os colecionadores: O Ídolo de
Cristal, de Bonelli & Galep, com capa
cartonada, papel especial e 122 páginas (esta edição
havia saído originalmente na Itália no número 200),
história depois republicada como o primeiro exemplar colorido de Tex
no Brasil (já pela Editora Globo).
Mas a fase áurea da Vecchi, que se tornou
o paraíso das revistas de faroeste, não foi muito longe,
infelizmente. Em meados de 1983, a editora viu-se tragada
por uma grave crise financeira e teve que encerrar suas
atividades. A primeira edição de Tex foi publicada até
TEX-164 - Selva Cruel - e a reedição
até o número TEX-094 - Pacto
de Sangue, deixando incompleta esta lendária
aventura que apresenta o casamento de Tex com a índia
Lilyth e frustrados seus inúmeros e fiéis leitores.
A FASE RIO GRÁFICA / GLOBO
Em outubro de 1983, um fio de esperança
se reacendeu: a Rio Gráfica Editora (que mais tarde teve
o nome trocado para Editora Globo) adquiria os direitos
de Tex no Brasil. A Editora manteve a numeração e lançou
TEX-165 - O Rosto do Traidor - no mesmo
formato já definido pela Vecchi e consagrado pelos
leitores brasileiros (13,5 x 17,5 cm), concluindo a aventura que ficara
incompleta pela Vecchi.
A segunda edição de Tex também foi
mantida pela Rio Gráfica. A Editora lançou TEX-094A, terminando a
aventura que ficara incompleta (a Vecchi lançara a TEX094 2ª edição
com a metade da história da 1ª edição) e seguiu republicando as
histórias da primeira edição até novembro de 1986,
quando foi lançado TEX Coleção, série com 100
páginas cada número que publica as aventuras de Tex
Willer na mesma ordem que saíra na Itália, cuja
primeira história é A Mão Vermelha (no italiano
"La Mano Rossa").
Mas a Rio Gráfica não conseguiu manter o
estilo da Vecchi e a qualidade que os leitores estavam
acostumados com Tex. A revista entra num período de declínio
e a editora, para enquadrar a revista em seu novo padrão,
chegou ao absurdo de mutilar as histórias cortando tiras,
quadrinhos e por vezes, páginas inteiras para fazer a
revista com número certo de páginas.
Em janeiro de 1987, Tex passa a ser
apresentado aos leitores pela Editora Globo, na verdade a
mesma Editora Rio Gráfica, porém com outro nome. Os últimos
exemplares de Tex publicados pela Rio Gráfica são: na 1ª
edição o número TEX-206 - Fuga de
Anderville, na 2ª edição TEX-133 - Tortura - e TXC-001 - Mão Vermelha.
Consagrado
o sucesso de TEX COLEÇÃO, para atender a um crescente número de
novos leitores que outra vez solicitavam reedição das
aventuras mais antigas, é lançado Tex Edição Histórica, em tiragem
bimestral e respeitando o original italiano. Cada número
de Tex Edição Histórica traz um número bem maior de páginas
(de 260-350), de tal forma que cada volume chegue às
bancas apenas com histórias completas.
TXH-001, por exemplo,
apresenta 736 tiras (publicadas na Itália de setembro de
1948 a fevereiro de 1949). As capas, desenhadas por
Claudio Villa, são conhecidas também do público
italiano, pois são reproduzidas no interior de sua última
reedição, chamada "Tex Nuova Ristampa".
Também algumas edições especiais saíram
publicadas pela Globo, mas em ordem diferente dos
especiais publicados na Itália. Mas Tex estava por
trocar de mãos no final de 1998. Os últimos números do
ranger na Editora Globo foram: 1ª edição: TEX-350 - A Bomba Humana (dezembro de
1998), TXC-143-Lei da
Fuga e TXH-033.
Para saber mais sobre a saída de Tex da
Editora Globo, acesse:
Fatos que
motivaram a saída de Tex da Ed. Globo
A FASE MYTHOS
A jovem Editora Mythos assume o
personagem com coragem e ousadia. No anúncio da edição
TEX-351-O Bando dos Irlandeses (com uma capa inédita
desenhada por Magnus) a Mythos promete manter os três títulos
periódicos de Tex, mais as edições especiais de três
em três meses, formato gigante e com 228 páginas, e
ainda algumas edições extras.
Além de manter a seqüência da numeração
de Tex edição normal, Tex Coleção e Tex Edição Histórica,
a Mythos mantém também o tamanho da revista e melhora a
gramatura do papel da capa, porém diminuindo o número
de páginas de 114 para 100 para poder reduzir o preço
da revista. A Editora elimina também o frontspício,
presente na página 3 da revista desde o nº 1 publicado
pela Vecchi - O Signo da Serpente.
Os primeiros números de Tex na nova
editora são: da edição normal TEX-351 - O Bando dos
Irlandeses, TXC-144 - Mais
Forte que a Lei e Tex Edição Histórica 034. A Mythos retoma
as publicações especiais gigantes e já em março de
1999 lança o Especial nº1, TXE-001 - O Homem de Atlanta - uma história
escrita por Claudio Nizzi e Jordi Bernet. Não demora
muito e, com o tratamento editorial dado pela editora ao
personagem, o Tex publicado pela Editora Mythos é eleito
pelos italianos como "a melhor edição
internacional do ranger fora da Itália".
As edições extras prometidas também
apareceram, iniciando pelo Tex Anual nº1 - TXA-001 - O Caçador de Fósseis (editada em
dezembro de 1999 com texto de Antonio Segura e arte de
José Ortiz) e pelo Almanaque Tex nº1 - ATX-001 - Vendetta Navajo, uma aventura
escrita por Claudio Nizzi, desenhada por Giovanni Ticci e
editada em março de 2000, história que marcou, na Itália,
os 50 anos de Águia da Noite.
A Mythos esmerou-se em publicar em Tex Normal e na série Tex Coleção
passam a seqüência original das histórias italianas, bem como
preservou a identidade das capas da série original italiana. Como
porém a revista brasileira pela Mythos tinha 98 páginas, a cada
quatro ou cinco meses era preciso usar o recurso de uma capa inédita, fornecida
especialmente para as edições brasileiras extraída dos minipôsteres
do TEX Italiano Nuova Ristampa.
Este
problema foi sanado pela Mythos a partir da edição TEX-400 (a primeira
múltipla de 100 em cores da série Normal, como na Itália) e a partir
de TEX COLEÇÃO 203, quando a edição brasileira, com 114 páginas,
nas duas séries passou a ter a mesma capa e o mesmo conteúdo da
edição italiana.
Outros
títulos especiais tomaram forma na mão da Mythos, como a primeira
Revista Pôster que TEX já recebeu no Brasil, o espetacular TEX ANUAL,
o TEX OURO, o TEX Especial de Férias e, é claro, a minissérie de
Mefisto em 2004, um marco editorial na epopéia do ranger em terras
brasilis.
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