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A
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Nessa edição:
Um grupo de bandidos assaltava e escalpelava suas vítimas e vendia os escalpos a um comerciante inescrupuloso, que por sua vez, alimentava um círculo de comércio ilegal que dominava o sul do Arizona. Vemos Tex nesta história mais implacável do que nunca!
Você
sabia?
O costume de escalpelar, muito embora a maioria pense que foi
introduzido pelos índios, na verdade iniciou-se pelas mãos dos
conquistadores espanhóis, os índios apenas passaram a adotar este
cruel costume em vingança e para pagar na mesma moeda as afrontas por
eles sofridas.
Depoimento:
Entre os índios, escalpelar o inimigo era uma prática normal. O
escalpo do inimigo tombado em batalha era um troféu da mais alta relevância
e concebia poder e glória ao guerreiro que o exibia junto ao corpo ou
na sua cabana.
Todavia, os índios não saiam matando em busca de glória. As lutas com
tribos vizinhas e com índios de outras raças eram ocasionadas pela
defesa dos territórios e da própria preservação das raças. E o
fator principal era a detenção de alimentos e água.
Na época de Cochise, os Apaches receberam vários ataques da Cavalaria,
alguns a traição. Então o Grande Chefe ordenou que para cada
guerreiro morto trouxessem 100 escalpos de brancos, incluindo aí de
civis. Ainda assim, Cochise era um chefe calmo e preocupado com a sorte
do seu povo, como mostrado nas aventuras texianas.
Como então tivemos uma quadrilha de Caçadores de Escalpos formada por
homens brancos? Aqueles sujeitos eram astuciosos e encontraram um meio
de arrancar escalpos e jogar a culpa nos índios, para isso se pintavam
como os índios.
Tornou-se uma prática de índios e brancos escalpelarem os inimigos
mortos. De um lado os índios queriam mostrar que tinham força e
amedrontar os brancos. Estes também agiam desse modo, porém o objetivo
era outro. Os mexicanos pagavam bem por escalpos indígenas para se
vingarem dos Apaches, que ajudaram na Campanha contra o México (quando
os estados do Texas, Novo México, Arizona e Califórnia foram anexados
aos Estados Unidos) e ainda como represália aos Apaches de Mangas
Coloradas, que destruíram a cidade de Santa Rita, depois que a tribo do
Chefe José foi praticamente dizimada à traição. No final da história
é possível verificar toda a maldade daquela época, quando se juntava
idealismo e vingança. Os bandidos são presos com vida e tem a sua
morte decretada sumariamente com requintes de crueldade. As flechas
devem atingir pontos não vitais para que o inimigo sofra e tenha tempo
de sofrer como sofreram as suas vítimas, depois ardem sobre o fogo e o
crepitar de seus cabelos e carnes soam como música aos ouvidos dos
carrascos.
Assim, esta aventura texiana configura-se num clássico dos velhos
tempos, carregada de emoções fortes e um Tex decidido e forte, veloz
como o vento da pradaria e certeiro como os raios do sol. Aventura
cativante.
Não é à toa que a maioria dos texianos brasileiros tomaram gosto pelo
herói nesta fase áurea e prosseguem atualmente nas trilhas do Oeste
junto ao Ranger mais famoso de todos os tempos.
Geraldo G. Carsan
Geraldo G. Carsan é colaborador do Portal TEXBR e escreveu esta
resenha em junho de 2003 (Portal TEXBR).
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de capa da 2ª edição!
Sinopse: Muito mais fácil do que assaltar bancos e trens no Velho Oeste, era atacar viajantes indefesos e ranchos isolados, pilhando dinheiro, víveres e animais. Um grupo de bandidos, porém, além disso, escalpelava suas vítimas e vendia os escalpos a um comerciante inescrupuloso, que por sua vez, alimentava um
círculo de comércio ilegal que dominava o sul do Arizona. Tex, mais implacável do que nunca, e seus amigos executam perseguição a um bando de rebeldes Broncos e se deparam com as atrocidades dos bandidos, cujo objetivo se altera e nossos heróis não descansarão enquanto não banirem da face da terra essa corja de assassinos.

Ao cabo de uma perseguição a um bando de índios rebeldes, Tex e seus pards cruzam a trilha de sangue deixada por uma terrível quadrilha de assassinos. Primeiro uma pequena caravana cujos viajantes são atacados, mortos e escalpelados. Tex muda os planos e passa a perseguir estes demônios, que se sentem imunes e arrogantes.
Antes que os nossos heróis os alcancem, atacam um rancho onde estão quatro homens, uma mulher e um menino. Pintados de índios e utilizando suas táticas, destroem e matam todos. Chegando ali, Tex confirma que se tratam de brancos Caçadores de Escalpos, pois não escalparam o garoto ruivo. Enterram os mortos e partem.
Os bandidos alcançam o Rancho de Huerta, um mexicano que comercializa desde escalpos a cavalos roubados. Acertam negócios com os escalpos, mas preferem vender os cavalos em Tombstone, onde outro receptador paga bem melhor e partem, deixando os cavalos sob os cuidados do rancheiro.
Tex chega ao rancho de modo fulminante e aplica o interrogatório "massacre" em Huerta (primeiro o "clic" do cão do revólver, depois um tiro raspa sua testa, em seguida um direto de direita da cara, um outro no estômago, outro no queixo e mais um que o atira fora de casa), até que a empregada mexicana abre o jogo para salvar Carlito, seu homem, interrogado por Carson. Sabendo de tudo, os pards tocam fogo no ninho de víboras e vão criando assim a sua fama de incendiários. Soltam os cavalos e ouvem os impropérios de Huerta, que em resposta ouve um bem humorado "Cuidado com o seu escalpo, Huerta" e se põem na pista.
Nisso, a quadrilha de Clen Colter chega em Tombstone e se encontra com o Xerife, um corrupto que figura na lista de pagamento de Kurt Mayer, comerciante vulgar e rico. Ao par da conversa, falam sobre as incursões dos índios rebeldes e se divertem, pois metade da culpa dos índios são culpa deles próprios. E se informam sobre o humor do comerciante que comprará seus cavalos, longe de saberem que nessa altura, estão livres nos pastos e seus dias podem estar contados.
A caminho de Tombstone, Tex encontra uma patrulha do Exército liderada pelo Tenente O'malley, que lhe coloca a par de como andam as coisas na região e fornece informações confiáveis sobre o comércio ilegal na região e quem são os responsáveis. Como sempre, mesmo sabendo quem são os culpados, não tem provas e nada podem fazer senão vigiar e dificultar um pouco. Mas Tex manda um recado ao comandante do Forte Huachuca ¾ Que ele coma o regulamento.
Próxima parada: Tombstone.
Os Caçadores de Escalpos chegam a Kurt e negociam os cavalos roubados. Depois vão para um Cassino jogar cartas. Longe de sentirem o cheiro de perigo, pois a impunidade vem de longe e não suspeitam que tem homens da lei nos calcanhares, estão tranqüilos e sorridentes, ainda mais agora com os bolsos recheados de dólares.
É noite quando Tex e seu grupo chegam na cidade, decididos a trabalhar o Xerife. E irrompem na delegacia. Tex mostra o jogo e parte para cima do corrupto representante da Lei com gosto de gás, fazendo-o abrir o jogo e depois expulsando-o da cidade. E preso numa cela, encontram um Ranger que chegara na cidade na noite anterior e foi roubado e preso. Ao mesmo tempo, enquanto vigiam a delegacia, Kit e Tigre dominam dois bandidos que tentam roubar os cavalos de Tex e Carson. O Sargento Verny conta como e porque foi parar em Tombstone. E juntos se preparam para agir.
Jack Tigre acompanha o ex-Xerife, que após pegar seu cavalo na estrebaria, se afasta. Mas o Navajo erra nos cálculos e Bill Blyte volta atrás, disposto a se vingar de Tex e companhia. Para isso, manda avisar Clem Colter e tenta juntar todos os bandidos para atacarem os justiceiros ainda delegacia.
Sem saber do novo perigo que ronda, Tex e sua turma entram no Cassino Cavalo Doido, deixando Tigre para trás. O Cassino apinhado de gente é grande sensação da cidade, oferecendo jogatina e bebidas para quem tem dólares suados ou roubados. Clem Coltem é avisado da presença dos Guarda-Rurais e se preparam para ataca-los entre dois fogos.
Mas nem tudo está perdido, pois na sua ronda, Jack Tigre é surpreendido pelo Xerife, mas consegue domina-lo e obriga-lhe a contar os seus planos diante da ponta perigosa do seu punhal. Sabendo dos planos dos bandidos, que ainda incluía assaltar o banco depois da morte dos agentes, Tigre se apressa para ajudar os amigos fiéis.
No Cavalo Doido é hora de decisão e Clem Colter e seus asseclas atacam Tex, Carson, Kit e Verny (estamos apenas na página 110). Segue-se um cerrado tiroteio, onde Tex vale por dois, pois atira com as duas mãos. São obrigados a se protegerem atrás do balcão. Lá fora, Tigre intercepta um grupo chamado pelo Xerife que pretendia atacar pelos fundos e consegue dizima-los numa batalha digna do valente guerreiro. No Cassino, Tex encontra um barril de combustível atrás do balcão e o lança no salão, depois atira nos lustres e tem inicio um incêndio que coloca os bandidos em polvorosa e Tigre chega arrombando a porta dos fundos e criando uma via de escape. Porém, os bandidos vão para o beco fechar a saída.
O fogo avança pelas costas e diante deles homens enfurecidos em maior número buscam vingança pelos mortos e tentam liquidar quem os ameaça. Segue-se novo e intenso tiroteio no beco. Para escaparem do fogo, Tigre os leva para a casa onde interrogara o Xerife, que volta a si com o barulho e para seu grande azar, recebe mais uma sova, desta vez aplicada por Kit Carson, que se diverte em nocauteá-lo. De parte a parte, a troca de tiros permanece durante algum tempo, mas fica claro que os homens da Lei são muito perigosos e os bandidos vão caindo, um a um.
Então abre-se uma trégua, onde Tex e seus amigos vão se abastecer de munição na delegacia e resolvem jogar uma informação falsa para os três prisioneiros (ex-ajudante do Xerife e dois ladrões de cavalos), que consiste na chegada de mais Guardas Rurais e um Esquadrão do Exército para limpar a cidade. Os bandidos são soltos e espalham esta informação para os demais e todos sentem "frio nos pés", expressão que significa medo.
E Clem e Mark, os dois sobreviventes da quadrilha? Resolvem fugir da cidade, mas antes decidem aprontar mais uma: roubar Kurt Mayer, vosso amigo. Dirigem-se a sua casa e penetram no escritório onde tem um cofre. Kurt é alertado pela Secretária e desce, mas é dominado pelos bandidos e obrigado a abrir o cofre. Pega uma arma e num impulso fulminante, tenta surpreender os calejados bandidos e paga um preço muito alto pelo seu ultimo gesto. Quando os nosso heróis chegam na casa, encontram apenas a moça presa e amordaçada, o patrão morto e o cofre completamente vazio. E uma informação preciosa: ¾ Seguiram para o México.
Deixando Verny para representar a Lei em Tombstone até que um novo Xerife seja eleito, Tex e seus pards seguem a pista dos bandidos na manhã seguinte, sem saberem que a mão do destino caprichosamente colocou os índios rebeldes na trilha dos bandidos e tudo se resolverá num povoado fantasma, de modo muito dramático e terrivelmente forte para corações fracos. Os rebeldes broncos tentam matar os bandidos e descobrem escalpos em suas selas, bem como os disfarces que os transformavam em índios. E planejam uma vingança implacável. Tex e sua trupe chegam a tempo de fechar a
conta.
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Esta aventura acontece no sudeste do Arizona, numa região de Montanhas e Rios, bem perto das fronteiras com o Novo México a leste e México ao sul. Ali estão as cidades de Nogales, Bisbee, Tombstone, Sierra Vista e Douglas, bem próximas uma da outra.
A história se inicia ao norte de Tombstone e passamos por vales e colinas e o rancho onde ocorrem as selvagerias dos Caçadores de Escalpos, o rancho de Huerta; e a trilha onde Tex encontra os soldados. Depois vamos para Tombstone, cujo plano de fundo divide-se entre o Escritório do Xerife, a Cassino Cavalo Doido e arredores e a casa de Kurt Mayer. Na parte do desfecho, o cenário selvagem fica no Rio San Pedro, no afluente Rio Lewis e no Vale de Sulphur Springs, e por fim na Cidade Abandonada.
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Tex está com a turma completa, atuante e participativa, principalmente Jack Tigre e Kit Carson.
Do lado da Lei, temos o Tenente O'malley e seu Esquadrão, depois o Sargento Verny. da Guarda Rural.
O pessoal do rancho (+)
Bandidos: Huerta, Carlito e a Mexicana.
A Quadrilha de Clem Colter (Caçadores de Escalpos) (+) (Clem, Mark, Preston...)
A Quadrilha de Ron (alguns mortos) e Carter.
O Xerife (corrupto) Bill Blythe e o seu auxiliar Tom.
Os dois ladrões de cavalos presos
O Bando de Broncos rebeldes liderados por Mangas (+).
Kurt Mayer (+) e sua Secretária.
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Este número de Tex teve repeteco.
Ao lado você vê a capa da 2ª Edição, publicada no
Brasil pela Editora Vecchi, a mesma editora que publicou
a primeira edição.
Compare esta imagem da 2ª Edição com a
capa da 1ª Edição (no alto desta página) e repare nas
diferenças. Se você é bom observador, vai notar que
muitas características diferenciam a 1ª da 2ª edição.
Clique sobre a imagem ao lado para ampliar a mesma!
1 - Uma grande e maravilhosa curiosidade foi que a Vecchi, impulsionada por uma alta tiragem, publicava histórias completas com quase 200 páginas a cada 6 meses.
2 - Não existem comerciais no meio dessa história, como era comum naquela época. Desta feita, as propagandas ficaram nas capas.
3 - O Guarda Rural Verny apareceu nesta aventura e nunca mais foi citado nas histórias de Tex. Curiosidade mesmo é saber
porque a Editora Vecchi adotou o termo Guarda Rural para os pards,
diferente de G. L. Bonelli, que sempre utilizou o termo Rangers.
4 - A sumiço de um bandido: iniciamos a história com 5 Caçadores de Escalpos. E assim segue até quando o bando deixa a casa de Kurt Mayer para ir ao Cassino (pág. 68). Quando o bando é avisado por Colter de que os Guardas Rurais estão no Cassino, só estão em 4 homens na mesa e pelo modo de vestir, o informante não é o quinto homem, parecendo mais ser o "gambler" (pág. 104). Quando os bandidos atacam os homens da Lei, são em 4 (pág. 110). O quinto bandido sumiu mesmo. Outros surgem para ajudar Clem Colter, mas certamente homens do lugar.
Sabe de
alguma curiosidade desta edição? Então envie para a gente e deixe seu
nome registrado como colaborador do Portal TEXBR.
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Para compor essa página foi tomada como
base a revista Super Edição de Natal TEX-070 - Caçadores de Escalpos,
1ª edição, editada em dezembro de 1976, 194 páginas, Cr$ 8,00 ,
publicada pela Editora Vecchi, medindo 13,5cm de largura
por 17,7cm de altura. Esta edição apresenta a história completa. Texto: G. L. Bonelli, Desenhos: Gallep, Capa: Gallep. Editor: Otacílio Barros,
Tradução: Paulo Násser, Revisão: Paulo Guanaes.
Referência
italiana:
TXI-175 - I
Cacciatori di Scalpi (a partir da pg.37) e TEX-176
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