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A História
Ambientação
Personagens
Curiosidades
Ficha Técnica

Nessa
edição:
Em
determinado ponto da narrativa, quando as autoridades
chegam a Pantan depois de haverem sido alertadas do
assalto ao trem, mais precisamente na página 32 da 2ª
edição brasileira, Carson pergunta aos funcionários da
Southern Pacific, que naquele momento estava libertando,
se haviam escutado alguma eventual menção aos nomes dos
criminosos, ao que os funcionários respondem de forma
negativa. No entanto, não aconteceu assim. Na página 7,
primeiro quadro, na presença dos referidos funcionários
da ferrovia, um dos criminosos, dirigindo-se aos demais,
diz: "Amarrem bem estes dois. Eu e Joe vamos ver se
há mais alguém". Como se percebe claramente, houve
menção a um dos nomes. Efetivamente, mesmo os mais hábeis
escritores estão sujeitos a eventuais deslizes, fato que
não chega a diminuir a importância deste que é, sem a
menor sombra de dúvidas, um dos mais perfeitos roteiros
já elaborados pelo genial criador de Tex.
Você
sabia?
Ainda
que esta aventura seja anterior a, por exemplo, aquela
publicada pela Editora Vecchi em Tex 111, "Ao Sul de Nogales", ao menos no que
se refere ao traço do desenhista Giovanni Ticci parece
ter sido elaborada mais recentemente. Trata-se de algo
bastante curioso, uma vez que não se tem notícia de
nenhum outro célebre desenhista que costume utilizar-se
de uma nítida inversão na evolução de seu traço.
Acreditamos que não se pode descartar a hipótese de que
esta aventura tenha sido de fato produzida depois de
"Ao Sul de Nogales", e que a publicação desta
tenha acontecido em um primeiro momento por razões
editoriais.
Nota-se
que, diferentemente do traço utilizado no Tex 111 da
Vecchi, em "Assalto ao Trem" vemos Ticci já
liberto da influência de seu mentor Giolitti, apresentando um
traço mais particular, um estilo mais próprio, com o
qual seria conhecido pelos leitores mais recentes.
A evolução
do traço de Ticci pode ser dividida, no nosso ponto de
vista, em três fases distintas:
a) no início de sua carreira: empregava um traço
bastante semelhante ao de Giolitti, ainda que mais
definido e elegante, mais belo; desta fase podemos
destacar suas duas primeiras contribuições para a
revista Tex: "Vingança de Índia" ou "Vingança
Indígena", na qual percebe-se, de forma nítida, a
influência de seu mentor, e "Território Apache", mais bela
que a inicial, na qual seu estilo, ainda que bastante
similar àquele empregado anteriormente, já apresenta
algumas variações para o aquele que o consagraria; a
mais perfeita das aventuras desta fase compreende as edições
TEX-050, TEX-051 e TEX-052 (Editora Vecchi): "Flechas
Pretas Assassinas", "Tambores de Guerra" e
"Na Polícia Montada";
b) a
segunda fase: mais pessoal, com traços vigorosos,
definidos com pinceladas mais longas e retas; algumas
aventuras desta fase apresentam, ainda, algumas páginas
de traço similar ao da anterior, como "Ao Sul de
Nogales", outras apresentam uma curiosa variação
de seu traço pessoal, de características mais
conservadoras, distinguindo-se por um traço mais
envelhecido, a exemplo de "A Noite dos Assassinos"; os
exemplares mais marcantes desta fase podem ser conferidos
em aventuras como "O Ouro do
Colorado" e "Grand Canyon", "Assalto
ao Trem", "Cão Amarelo", "Fogueiras na Noite" e "O Círculo de Sangue", "O Solitário do Oeste", "Selva Cruel" e "O Rosto do Traidor", entre
outras;
c) a
terceira (e última) fase: apresenta uma variação
levemente caricata do estilo consagrado na fase anterior,
no qual a retidão dos traços é ainda mais acentuada,
demonstrando nitidamente a necessidade de uma execução
mais ágil e rápida dos desenhos (Ticci sempre foi um
desenhista muito solicitado, e cumprir com os prazos
diante do número de páginas necessários à feitura de
uma edição italiana é uma atividade verdadeiramente
extenuante); esta fase extende-se aos dias de hoje,
apresentando aventuras como "O Tesouro da velha Missão" e "Prata Maldita", "O Garoto Selvagem", "Seqüestro nas Colinas do Vento", "O Massacre de Red Hill" e a seqüência
que vem sendo publicada nos meses atuais, que compreende
"Golden Pass", "A Cidade Sem Nome" e as
demais edições que sucederam a estas;
De
acordo com o roteiro de Bonelli, as moedas de ouro não
se destinavam apenas ao pagamento habitual do corpo da
Guarnição de Fort Lowell. Fazendo uso das palavras de
Ben Farrel, repetimos: "Além do pagamento de praxe,
mandaram para o forte certos atrasados e mais uma boa
quantia, destinada ao agente de índios da reserva dos
papago. Uma fortuna". E, mais adiante, complementa:
"Oitenta mil dólares em moedas de ouro, lacradas em
vinte saquinhos da Wells Fargo, colocadas numa caixa
blindada". Não somos capazes de atestar a
veracidade destas informações, mas é possível que
esta descrição dos valores e da forma como foram
acondicionados corresponda efetivamente à verdade, uma
vez que Bonelli costumava ater-se à realidade dos fatos
históricos com bastante rigor.
Do ponto
de vista do ritmo da narrativa, esta aventura pode ser
comparada a outras duas que, coincidentemente, também
foram ilustradas por Giovanni Ticci. Nos referimos a "Ao Sul de Nogales" (Tex nº 111) e à seqüência
"O Ouro do Colorado" (Tex nº
129)/"Grand
Canyon" (Tex nº 130), cujas tramas são
mais lineares, é bem verdade, mas igualmente bem
conduzidas em todos os seus detalhes, e muito bem
acabadas, em sua ação vertiginosa.
Depoimento:
Jamais
existiu nação que prosperasse sem a estrada de ferro. O
trem é o símbolo máximo da evolução e da
prosperidade. A figura central desta trama determinou a
história do povo norte-americano, e lhe trouxe a riqueza
que hoje o distingue. Acaso o leitor tem alguma dúvida
quanto a isso? A evolução, assim como a marcha do
progresso, é inevitável, e as ruínas de Pantan servem
como uma ilustração perfeita a esta verdade. O fim das
diligências foi apenas o princípio desta evolução,
ilustrada não apenas nesta trama, mas também em
milhares de outras.
Apenas
para fazer referência a um tema mais largamente
difundido e, por essa razão, ao alcance da maioria dos
leitores e apreciadores dos quadrinhos, citamos o filme
"De Volta para o Futuro III" (Back to the
Future III), de Robert Zemeckis. Nesta película, o
personagem de Michael J. Fox vê-se perdido na época da
colonização norte-americana em face de uma circunstância
no mínimo curiosa: uma flecha, disparada por um índio
raivoso, perfura o tanque de combustível do De Lorean
que o garoto utilizara como máquina do tempo. Sem o
combustível adequado, uma vez que nos idos de 1800 não
existiam postos de gasolina, não havia como acelerar o
automóvel à velocidade de 80 km/h, necessária ao
acionamento do mecanismo que possibilitaria a viagem de
volta à sua própria época. De que que maneira poderia
o garoto mover a máquina do tempo a esta velocidade, em
tal época, para poder voltar ao seu tempo, ao futuro?
Para regressar, foi necessário fazer uso do próprio
conceito de progresso. O De Lorean foi impulsionado por
uma locomotiva movida à carvão: o trem, que nesta
narrativa de Bonelli desbanca as diligências para acenar
a épocas mais modernas.
Felix Luciano da
Silva Gutierrez
Felix
Luciano da Silva Gutierrez é colaborador do Portal TEXBR e
escreveu a resenha
para compor esta
página em outubro
de 2001 (QG-TEX).
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Clique sobre a imagem de capa para ampliar!
Clique Aqui para ver imagem
de capa da 2ª edição!
Sinopse: Tex Willer e
Kit Carson perseguem a quadrilha responsável pelo
assalto ao trem pagador da Southern Pacific, no posto de
abastecimento de Pantan, entre Benson e Tucson.
Inicialmente encurralados em uma enorme caverna esculpida
por um rio subterrâneo, a quadrilha, graças a uma hábil
manobra evasiva, consegue despistar os perseguidores,
deslocando-se para Wilcox, onde alguns dias depois seriam
alcançados pelos rangers. Do confronto sobrevive apenas
um dos assaltantes, que sustenta não saber o local onde
fora ocultado o dinheiro roubado. Os rangers decidem, então,
colocar em prática um audacioso ardil, buscando levar o
sobrevivente a, involuntariamente, levá-los ao local
onde foi efetivamente escondido o produto do roubo.

No posto de abastecimento da Ferrovia
Southern Pacific, estabelecido junto à caixa dágua
da cidade-fantasma de Pantan, entre Benson e Tucson,
quatro assaltantes rendem os dois empregados da empresa
ferroviária mantidos no local e, no momento em que o
comboio detém-se para o reabastecimento de água,
surpreendem maquinistas e encarregados da segurança,
roubando US$ 80.000,00 destinados ao pagamento de
oficiais e soldados do corpo militar de Fort Lowell.
Entrementes, graças a uma solicitação
especial junto ao comando dos rangers, efetuada pela
empresa Wells & Fargo (encarregada do transporte dos
valores), Tex Willer e Kit Carson chegam a Tucson, onde
encontram Ben Farrel, detetive da empresa mencionada, e o
Tenente Caldwell, de Fort Lowell, que aguardam o comboio.
Com a chegada ruidosa do trem pagador, a notícia do
roubo se espalha e imediatamente é formado numeroso
grupo de perseguidores, que se dirigem de imediato a
Pantan. Integram o grupo os dois rangers, o tenente
Caldwell junto a vinte soldados de elite de Fort Lowell e
Ben Farrel, seguidos a uma certa distância pelo xerife
de Tucson e dez bons atiradores voluntários.
Em Pantam, o grupo encontra os empregados
da Southern Pacific amarrados às colunas da caixa dágua.
Uma vez libertados, estes informam que os assaltantes
eram quatro e que, após ordenarem a partida do trem,
lhes haviam amarrado e amordaçado, para depois dirigir-se
à cavalo ao centro do povoado, onde se demoraram algum
tempo. Examinando o terreno, Willer encontra grande
quantidade de guimbas de cigarro jogadas ao solo, diante
dos escombros do que havia sido outrora o Cassino do
povoado.
Assim obtém a confirmação de que os
assaltantes efetivamente permaneceram um largo período
frente ao prédio do Cassino (havia algumas pegadas
voltadas ao interior da construção onde, imagina Willer,
tenham procurado garrafas de Whisky abandonadas). O
ranger, diante da cena que se expunha, conclui que ali se
detiveram para melhor planejar sua fuga imediata e,
possivelmente, os passos que a ela se seguiriam.
Um novo exame do terreno, nas cercanias do
povoado abandonado, determinou a direção tomada pelos
assaltantes, qual seja a trilha que leva aos montes
Rincon, em território apache. Feita a descoberta, o
xerife levanta a hipótese de que tenham partido aos
Rincon buscando esconder-se na "Toca dos Bandidos",
enorme caverna esculpida nos referidos montes por um rio
subterrâneo.
Com manifestações de concordância à
teoria apresentada pela autoridade de Tucson, o grupo
parte em direção ao território apache, atravessando a
região árida que se abria em seu caminho. Durante algum
tempo, Willer manifesta sua incredulidade ante a atitude
tomada pelos assaltantes, pois estes, a julgar pelos
fatos, haviam deliberadamente cavalgado em direção a
uma armadilha, uma vez que não poderiam abandonar a
caverna sem topar-se com eventuais perseguidores.
A visão de cavalos postados diante da
entrada do local confirma a exatidão do palpite proposto
pelo xerife, e os perseguidores fecham o cerco diante da
"Toca dos Bandidos". Segue-se intenso e breve
tiroteio, ao fim do qual os assaltantes optam por não
entregar-se, erguendo uma barricada de pedras no interior
da caverna, próxima à saída.
Sabendo que um ataque direto certamente
determinaria alguma baixa em seu grupo, os perseguidores
decidem manter o cerco pelo tempo que se mostrar necessário,
esperando que a fome e a sede provoquem a rendição dos
assaltantes. Para tanto, Willer pede que o tenente (que
precisava regressar ao forte para relatar o ocorrido e
receber novas instruções) providencie cobertores e víveres
para uma permanência de, no mínimo, 15 dias, a serem
enviados de Tucson, com uma escolta de dez voluntários,
destinados a suprir a ausência dos soldados. Ao fim do
dia, os homens do xerife erguem barricadas laterais junto
à entrada do local, e se preparam para um longo período
de cerco.
Passados quatro dias sem um mínimo de
atividade humana no interior do monte, o xerife decide
utilizar uma carga de dinamite, enviada de Tucson, para
abrir a passagem bloqueada pelos assaltantes,. Acreditava
já não mais expor seu grupo a risco algum, uma vez que,
passado tanto tempo, dificilmente se poderia encontrar
algum dos assaltantes ainda com vida. Os explosivos são
colocados e, em poucos instantes, a grande barreira de
pedra construida pelos criminosos explode, e a caverna é
tomada pelas autoridades.
Não encontrando o menor traço de presença
humana, os rangers decidem não acompanhar os demais
perseguidores em uma busca mais acurada na caverna,
alegando que, ao contrário do que se pensava, a caverna
efetivamente possuía outra saída, e que os assaltantes,
sabedores deste fato, haviam conseguido evadir-se em uma
manobra simples e ousada, coroada de êxito.
Os rangers decidem, então, costear o
monte à cavalo, buscando alguma evidência da passagem
dos assaltantes. Ao deixarem a caverna, encontram-se com
um vaqueiro à procura de reses extraviadas. Este, ao
saber das atividades dos rangers, informa-lhes que quatro
forasteiros haviam chegado em Wilcox há alguns dias,
vangloriando-se de haverem enganado o xerife de Tucson, e
que desde então dedicavam-se a esbanjar ouro nos
cassinos da cidade. Willer e Carson partem imediatamente
na pista dos assaltantes, pedindo ao vaqueiro que
informasse ao xerife seu destino.
Chegando à cidade pouco depois do pôr do
sol, Willer e Carson, acompanhados pelo delegado de
Wilcox, a quem puseram a par dos acontecimentos dos últimos
dias, encontram os fugitivos no Cassino Central,
decidindo confrontá-los. Segue-se uma intensa troca de
tiros, em virtude do fato de que um dos assaltantes
reconhecera os pards como dois famosos rangers.
O final do confronto contabiliza três
assaltantes mortos e um quarto com um ferimento
superficial. Preso e interrogado por Tex, já na presença
de Ben Farrel e do xerife de Tucson, o último assaltante,
Greg Carver, cai em contradição e, involuntariamente,
trai a existência de um quinto membro do bando, que
Willer julga ser o informante, uma vez que não
participara da ação junto aos demais.
Greg Carver é então preso e julgado,
sendo condenado a 28 anos de reclusão, a serem cumpridos
na penitenciária de Yuma. Sustenta, do primeiro ao último
momento, não saber o local onde fora ocultado o produto
do roubo. Willer e Carson decidem não abandonar Ben
Farrel, a quem a Wells & Fargo encarregara do
transporte do ouro, e de quem certamente a empresa
cobraria uma solução satisfatória para o caso.
Tex Willer decide, então, colocar em prática
um plano bastante ousado, sua última cartada na
tentativa de recuperar o ouro, que consiste em forjar a
fuga de Carver e permitir que este, uma vez em liberdade,
involutariamente o leve ao quinto cúmplice e ao ouro
roubado.
topo da página

Considerando o fato de que a trama se
desenrola no mês de abril, temos que a aventura se passa
na primavera (nos estados Unidos, é claro, pois na América
do Sul teríamos o outono).
1) A trama, quando se desdobra a céu
aberto, mostra basicamente duas pistas batidas
normalmente pelos andantes da época: o trecho de
ferrovia compreendido entre as cidades de Benson e Tucson,
em meio ao qual situamos o povoado de Pantan, e a trilha
que, partindo de Pantan, segue por um trecho bastante árido
para conduzir ao território apache, onde oncontramos,
entre outras formaçõés geológicas, os montes Rincon,
no interior dos quais foi descoberta a "Toca dos
Bandidos".
2) No princípio, Pantan era um posto de
muda das diligências da Wells & Fargo, um povoado
que abrigava algo em torno de dez casas. Com o advento da
ferrovia, o povoado foi aos poucos sendo abandonado, uma
vez que as diligências se haviam tornado obsoletas para
a função que desempenhavam. Os moradores partiram,
restando apenas o barraco da Southern Pacific, ao lado da
caixa dágua, para o reabastecimento dos trens. A
companhia mantinha continuamente dois funcionários no
local, que de hábito eram substituídos de semana em
semana. Como todos os demais prédios foram deixados
intactos, expostos à intempérie e à ação do tempo,
Pantan em pouco tempo assumiu o aspecto de uma cidade-fantasma,
conforme o cenário representado pelo desenhista Giovanni
Ticci. Segundo contam os livros de história, o povoado
realmente existiu, assim como as demais cidades mostradas
na aventura.
3) Algumas cidades são mostradas na
narrativa: Tucson (Arizona), local de destino do trem
pagador (a cidade de onde parte, Benson, é apenas citada),
de onde os valores deveriam seguir, sob escolta militar,
para Fort Lowell, e onde Greg Carver é julgado; Wilcox (Arizona),
onde o bando foi alcançado (e derrotado) pelos rangers;
Yuma (Arizona), local onde foi construída a penitenciária
homônima, e onde o ousado plano de Tex Willer é posto
em prática; Ogilby (Califórnia), para onde Greg Carver
foge depois de evadir-se da penitenciária de Yuma;
Ripley (Califórnia), para onde Carver se deslocou na
intenção de tomar o trem que o levaria de volta ao
Arizona e Tombstone (Arizona), cidade onde Jane Shanon
mantinha seu Cassino, na rua principal, última parada
antes do desfecho.
4) Sobre Wilcox acreditamos ser necessária
uma observação: não possuindo um conhecimento mais
aprofundado da distinção geopolítica das cidades
americanas, podemos apenas especular a respeito da questão,
mas acreditamos que Wilcox não fosse uma cidade, e sim
uma vila ou povoado, uma vez que, ao invés de um xerife,
possuía um delegado, subordinado ao xerife de Tucson,
como a narrativa deixa transparecer. Para maiores
detalhes, sugerimos ao freqüentador do site a leitura do
comentário sobre os delegados incluído no item
curiosidades.
5) Também é mostrada a penitenciária
territorial de Yuma, que, juntamente com a de Alcatraz,
é uma das mais célebre de todas aquelas construídas em
solo americano. Para Yuma eram mandados apenas os
criminosos tidos como extremamente perigosos. Depoimentos
históricos classificam Yuma como uma antecâmara do
inferno, não tanto pelas condições do local, que eram
verdadeiramente terríveis, mas principalmente pelos
homens que lá eram mantidos.
6) Todos os lugares mencionados na
narrativa, incluindo a formação geológica denominada
"Toca dos Bandidos", realmente existem. Esta última
é hoje conhecida como Caverna Colossal. Para maiores
informações, ver o item curiosidades.
topo da página

Os personagens são apresentados na ordem
em que são mostrados na trama.
1) JOE (+) Um dos membros da
denominada quadrilha Runyon, que assaltou o trem pagador
em Pantan. Morto no tiroteio com Tex Willer, Kit carson e
o delegado de Wilcox, em um dos cassinos da referida
cidade, Joe foi um dos que deteve o trem, enquanto dois
de seus companheiros escondiam-se para melhor surpreender
os passageiros.
2) TED RUNYON (+) Aparentemente o líder
de campo, por dar nome ao bando e por, ao menos
aparentemente, saber mais que seus companheiros (exceto
Carver). Juntamente com Joe, deteve o trem em Pantan,
para que seus companheiros pudessem dominar os
passageiros. Também foi morto no tiroteio em Wilcox.
Talvez tenha sido o responsável pelo fracasso do roubo,
pois como líder não poderia ter permitido os excessos
cometidos em Wilcox que, ao final, os expuseram ao
agentes da lei.
3) GREG CARVER (+) Outro dos
membros da quadrilha, o único sobrevivente, aquele que,
ao menos aparentemente, possuía alguma ligação com o
quinto membro, que Willer julga ser o informante.
Utilizando-se de Carver, Willer executa seu audacioso
plano para recuperar o ouro roubado.
4) SLIM (+) Último membro da
quadrilha Runyon, também morto em Wilcox. De todos,
parece ser o menos importante do grupo. Assim como Joe, não
tinha conhecimento da identidade do informante e, também
por essa razão, do modo como souberam da remessa do ouro.
5) TRAVERS Maquinista do trem
pagador assaltado em Pantan.
6) TEX WILLER Ranger do Texas, ex-criminoso
foragido, chefe supremo da nação indígena navajo e
também agente indígena responsável pelos referidos índios.
Tem sua participação na remessa do ouro solicitado pela
Wells & Fargo ao Comando dos Rangers.
7) KIT CARSON Ex-scout do exército
norte-americano, atual ranger do Texas, um solitário por
opção, e outro dos habituais parceiros de Tex Willer no
combate aos crimes de alçada dos rangers. Também teve
sua participação na remessa do ouro solicitada pela
Wells & Fargo.
8) BENJAMIN (BEN) FARREL Velho
conhecido dos rangers, detetive da Wells & Fargo,
responsável pelo carregamento da remessa de ouro
destinada ao pagamento de Fort Lowell.
9) TENENTE CALDWELL Tenente do exército
dos Estados Unidos da América, pertencente à Guarnição
de Fort Lowell, líder da escolta de vinte soldados
encarregados de escoltar a remessa do ouro destinado ao
pagamento da referida Guarnição.
10) XERIFE DE TUCSON Embora sequer
tenha seu nome mencionado, o xerife toma parte da ação
de forma decisiva. Demonstra ser bastante conciliador
desde o princípio, sendo favorável ao cerco, embora
saiba que este possa alongar-se por vários dias. Tentou,
de todas as formas, a rendição pacífica da quadrilha,
sem sucesso.
11) DELEGADO DE WILCOX Subordinado
ao xerife de Tucson, sua ação dependia de prévias
instruções deste; ainda assim, mesmo sem ordens
expressas, exigidas de uma autoridade com jurisdição
limitada como a dele, vê-se conduzido por suas convicções
pessoais e pelo desejo de não abandonar os rangers em
uma empreitada perigosa, razão pela qual decide-se a
auxiliar os rangers na ação contra os ladrões, da qual
resultaram três mortes e a captura de Greg Carver.
12) RICHARD (DICK) TERREL Embora não
mencionado, acredita-se que Terrel faça parte do corpo
dos rangers. Desempenha papel fundamental no plano de
Willer para recuperar o ouro roubado do trem pagador, na
medida em que a ele cabe a missão de fazer com que toda
a engenhosa ação montada em torno de Greg Carver aconteça
de forma satisfatória.
13) LARRY Carcereiro em Yuma, era
encarregado do setor onde fora encarcerado Greg carver.
14) SARGENTO DE YUMA Seu verdadeiro
nome não é mencionado, mas em face de sua participação
na farsa montada pelas autoridades para obrigar Carver a
trair-se, é aqui mencionado.
15) JANE SHANNON (+) Irmã de Greg
Carver, dona do Cassino Paraíso, de Tombstone, e esposa
de Rick Shannon, tenente do exército que servia em Fort
Defiance.
16) RICHARD (RICK) SHANNON (+)
Tenente do exército dos Estados Unidos da América,
pertencente à Guarnição de Fort Defiance, era casado
com Jane Carver, irmã de um dos membros da quadrilha
Runyon. Entre seus antecedentes, possuía ligações com
civis de baixa reputação da cidade de Gallup, próxima
ao forte onde servia.
topo da página

Este número de Tex teve repeteco.
Ao lado você vê a capa da 2ª Edição, publicada no
Brasil pela Editora Vecchi, a mesma editora que publicou
a primeira edição.
Compare esta imagem da 2ª Edição com a
capa da 1ª Edição (no alto desta página) e repare nas
diferenças. Se você é bom observador, vai notar que
muitas características diferenciam a 1ª da 2ª edição.
Clique sobre a imagem ao lado para ampliar a mesma!
1) O roteiro da aventura não é de todo
fictício. O trem pagador de Fort Lowell foi efetivamente
assaltado no trecho da ferrovia Southern Pacific
compreendido entre as cidades de Benson e Tucson. Bonelli,
no auge de sua força criativa, percebeu as múltiplas
possibilidades narrativas que o fato concreto apresentava,
e apenas adaptou-o ao universo de Tex.
2) Elemento de importância fundamental na
trama, a "Toca dos Bandidos" é uma formação
geológica real, uma imensa caverna esculpida no interior
dos montes Rincon por um rio subterrâneo, ainda em
tempos pré-históricos. Em tempos modernos, era
conhecida inicialmente apenas pelos índios, tendo sido
descoberta pelo homem branco apenas com o passar de muito
tempo. Hoje é conhecida como "Caverna Colossal",
e seu descobrimento, por parte do homem branco, é atribuído
a um homem conhecido como Ross.
3) Buscando complementar as breves informações
fornecidas, no item "ambientação", a respeito
da penitenciária de Yuma, convém ressaltar a menção
feita aos índios de mesmo nome, utilizados pelos
diretores da instituição para a recaptura de eventuais
fugitivos. Para tanto, podemos buscar nas páginas 101 e
102 a breve aparição dos referidos indígenas. Estes
eram frequentemente utilizados para esta função,
principalmente em virtude de serem exímios rastreadores
e conhecerem a fundo a região de Yuma e suas cercanias.
Com isso não se quer afirmar, vejam os senhores, que as
fugas eram freqüentes em Yuma. Sabemos que, na verdade,
não era assim.
4) O leitor mais atento certamente
perceberá uma sutil diferença, que acreditamos ter sido
mencionada somente nesta edição, à respeito dos
agentes encarregados da manutenção da lei e da ordem
nas cidades americanas de então (característica que
pode manter-se inalterada até os dias de hoje). Nos
referimos à diferença entre delegado e xerife.
Na página 65 podemos conferir algumas
interessantes distinções entre ambos os cargos,
especialmente no que se refere à jurisdição. Quando
Willer e Carson procuram o delegado para pedir-lhe ajuda,
uma vez feita uma exposição dos fatos até o momento, o
delegado comenta: "Sem ordens do xerife eu não
posso fazer nada". Não se trata, de forma alguma,
de expressa má vontade do delegado, como podemos
verificar no segundo quadrinho desta mesma página,
quando Willer afirma: "Mesmo que não queira agir
sem ordem do xerife de Tucson, não poderá nos recusar
ajuda". Ambas as frases demonstram a subordinação
do delegado ao xerife (de Tucson, no caso), demonstrando
que naquele lugar (Wilcox) a jurisdição, ou seja, o
poder de polícia, competia ao segundo.
Isso posto, podemos considerar a seguinte
hipótese: Wilcox poderia não ser uma cidade, mas sim
uma vila, ou mesmo um povoado, razão pela qual a manutenção
da lei tenha sido confiada a um delegado, subordinado ao
xerife da cidade ao qual Wilcox fosse subordinada
politicamente (Tucson).
Convém repetir: trata-se de uma suposição,
pois falta a este que elabora esta resenha um
conhecimento mais aprofundado do tema. De qualquer forma,
conforme podemos observar na referida página 65, um
delegado possuía poderes em escala notadamente menor que
um xerife, tendo autoridade tão somente na cidade onde
atuava, o que nos leva a considerar que a jurisdição do
xerife extrapola os limites do perímetro urbano (ou
rural) de sua cidade.
Sabe de
alguma curiosidade desta edição? Então envie para a gente e deixe seu
nome registrado como colaborador do Portal TEXBR.
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Título Original: Assalto al treno. A
primeira publicação desta aventura aconteceu na edição
original italiana de n° 179, conforme a lista seguinte;
nela podemos observar as aventuras que a precedem, bem
como aquelas publicadas na seqüência (o leitor que
procura informações mais precisas encontrá também,
ainda neste mesmo tópico, as reedições italianas para
esta aventura, publicadas nas séries Tex Tre Stelle e
Tutto Tex):
177
Fantasmi nel deserto ("Fantasmas no deserto")
178 I
cavalieri della vendetta ("A vingança dos Tuaregs")
179
ASSALTO AL TRENO
180 Il
quinto uomo (introdução para "Texas Bill")
181 Una
stella per Tex ("Texas Bill")
Título em português: Assalto ao trem.
Roteirista: Giovanni Luigi Bonelli; Desenhista: Giovanni
Ticci; Capista: Aurelio Gallepinni. Capa: Tex à galope,
visto de frente, em primeiro plano, no lado direito,
segurando com a mão direita, acima da cabeça, um de
seus colts; atrás, em segundo plano, no lado esquerdo da
capa, o seguem outros três cavaleiros, também à galope,
sendo que o primeiros destes traz um rifle atravessado na
sela; em toda a linha do horizonte, montanhas rochosas e
algumas nuvens mais baixas acompanham os contrafortes;
Tex veste a camisa amarela (para esta descrição, foi
utilizada a capa de Tex 2ª edição (brasileira, é
claro);Tradução: Tizziana Giorgini; Publicações no
Brasil: duas, até a nov/2001, Tex e Tex 2ª Edição,
ambas pela Editora Vecchi; O exemplar da segunda edição
saiu em abril de 1982, na época quinzenal, ao preço de
Cr$ 90,00.
Referência
italiana:
TXI-179 - Assalto al Treno e TXI-180 - Il Quinto Uomo
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Relação Tex 001 a 100
TEX
WILLER
TEXBR
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