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uBC Fumetti
SBE Editore

Tex Willer, mais de 50 anos de aventuras Livraria Italiana
Editora Mythos
Capa de TXH-038, retocada em tons de azul.

TEX 071
Assalto ao Trem


Verso&Reverso
Resenha elaborada
por
Felix Luciano da
Silva Gutierrez
, Uru-
guaiana, RS, Brasil.
 



A História
Ambientação
Personagens
Curiosidades
Ficha Técnica

Dúvidas mais freqüentes

Nessa edição:
Em determinado ponto da narrativa, quando as autoridades chegam a Pantan depois de haverem sido alertadas do assalto ao trem, mais precisamente na página 32 da 2ª edição brasileira, Carson pergunta aos funcionários da Southern Pacific, que naquele momento estava libertando, se haviam escutado alguma eventual menção aos nomes dos criminosos, ao que os funcionários respondem de forma negativa. No entanto, não aconteceu assim. Na página 7, primeiro quadro, na presença dos referidos funcionários da ferrovia, um dos criminosos, dirigindo-se aos demais, diz: "Amarrem bem estes dois. Eu e Joe vamos ver se há mais alguém". Como se percebe claramente, houve menção a um dos nomes. Efetivamente, mesmo os mais hábeis escritores estão sujeitos a eventuais deslizes, fato que não chega a diminuir a importância deste que é, sem a menor sombra de dúvidas, um dos mais perfeitos roteiros já elaborados pelo genial criador de Tex.

Você sabia?
Ainda que esta aventura seja anterior a, por exemplo, aquela publicada pela Editora Vecchi em Tex 111, "Ao Sul de Nogales", ao menos no que se refere ao traço do desenhista Giovanni Ticci parece ter sido elaborada mais recentemente. Trata-se de algo bastante curioso, uma vez que não se tem notícia de nenhum outro célebre desenhista que costume utilizar-se de uma nítida inversão na evolução de seu traço. Acreditamos que não se pode descartar a hipótese de que esta aventura tenha sido de fato produzida depois de "Ao Sul de Nogales", e que a publicação desta tenha acontecido em um primeiro momento por razões editoriais.

Nota-se que, diferentemente do traço utilizado no Tex 111 da Vecchi, em "Assalto ao Trem" vemos Ticci já liberto da influência de seu mentor Giolitti, apresentando um traço mais particular, um estilo mais próprio, com o qual seria conhecido pelos leitores mais recentes.

A evolução do traço de Ticci pode ser dividida, no nosso ponto de vista, em três fases distintas:
a) no início de sua carreira: empregava um traço bastante semelhante ao de Giolitti, ainda que mais definido e elegante, mais belo; desta fase podemos destacar suas duas primeiras contribuições para a revista Tex: "
Vingança de Índia" ou "Vingança Indígena", na qual percebe-se, de forma nítida, a influência de seu mentor, e "Território Apache", mais bela que a inicial, na qual seu estilo, ainda que bastante similar àquele empregado anteriormente, já apresenta algumas variações para o aquele que o consagraria; a mais perfeita das aventuras desta fase compreende as edições TEX-050, TEX-051 e TEX-052 (Editora Vecchi): "Flechas Pretas Assassinas", "Tambores de Guerra" e "Na Polícia Montada";

b) a segunda fase: mais pessoal, com traços vigorosos, definidos com pinceladas mais longas e retas; algumas aventuras desta fase apresentam, ainda, algumas páginas de traço similar ao da anterior, como "Ao Sul de Nogales", outras apresentam uma curiosa variação de seu traço pessoal, de características mais conservadoras, distinguindo-se por um traço mais envelhecido, a exemplo de "A Noite dos Assassinos"; os exemplares mais marcantes desta fase podem ser conferidos em aventuras como "O Ouro do Colorado" e "Grand Canyon", "Assalto ao Trem", "Cão Amarelo", "Fogueiras na Noite" e "O Círculo de Sangue", "O Solitário do Oeste", "Selva Cruel" e "O Rosto do Traidor", entre outras;

c) a terceira (e última) fase: apresenta uma variação levemente caricata do estilo consagrado na fase anterior, no qual a retidão dos traços é ainda mais acentuada, demonstrando nitidamente a necessidade de uma execução mais ágil e rápida dos desenhos (Ticci sempre foi um desenhista muito solicitado, e cumprir com os prazos diante do número de páginas necessários à feitura de uma edição italiana é uma atividade verdadeiramente extenuante); esta fase extende-se aos dias de hoje, apresentando aventuras como "O Tesouro da velha Missão" e "Prata Maldita", "O Garoto Selvagem", "Seqüestro nas Colinas do Vento", "O Massacre de Red Hill" e a seqüência que vem sendo publicada nos meses atuais, que compreende "Golden Pass", "A Cidade Sem Nome" e as demais edições que sucederam a estas;

De acordo com o roteiro de Bonelli, as moedas de ouro não se destinavam apenas ao pagamento habitual do corpo da Guarnição de Fort Lowell. Fazendo uso das palavras de Ben Farrel, repetimos: "Além do pagamento de praxe, mandaram para o forte certos atrasados e mais uma boa quantia, destinada ao agente de índios da reserva dos papago. Uma fortuna". E, mais adiante, complementa: "Oitenta mil dólares em moedas de ouro, lacradas em vinte saquinhos da Wells Fargo, colocadas numa caixa blindada". Não somos capazes de atestar a veracidade destas informações, mas é possível que esta descrição dos valores e da forma como foram acondicionados corresponda efetivamente à verdade, uma vez que Bonelli costumava ater-se à realidade dos fatos históricos com bastante rigor.

Do ponto de vista do ritmo da narrativa, esta aventura pode ser comparada a outras duas que, coincidentemente, também foram ilustradas por Giovanni Ticci. Nos referimos a "Ao Sul de Nogales" (Tex nº 111) e à seqüência "O Ouro do Colorado" (Tex nº 129)/"Grand Canyon" (Tex nº 130), cujas tramas são mais lineares, é bem verdade, mas igualmente bem conduzidas em todos os seus detalhes, e muito bem acabadas, em sua ação vertiginosa.

Depoimento:
Jamais existiu nação que prosperasse sem a estrada de ferro. O trem é o símbolo máximo da evolução e da prosperidade. A figura central desta trama determinou a história do povo norte-americano, e lhe trouxe a riqueza que hoje o distingue. Acaso o leitor tem alguma dúvida quanto a isso? A evolução, assim como a marcha do progresso, é inevitável, e as ruínas de Pantan servem como uma ilustração perfeita a esta verdade. O fim das diligências foi apenas o princípio desta evolução, ilustrada não apenas nesta trama, mas também em milhares de outras.

Apenas para fazer referência a um tema mais largamente difundido e, por essa razão, ao alcance da maioria dos leitores e apreciadores dos quadrinhos, citamos o filme "De Volta para o Futuro III" (Back to the Future III), de Robert Zemeckis. Nesta película, o personagem de Michael J. Fox vê-se perdido na época da colonização norte-americana em face de uma circunstância no mínimo curiosa: uma flecha, disparada por um índio raivoso, perfura o tanque de combustível do De Lorean que o garoto utilizara como máquina do tempo. Sem o combustível adequado, uma vez que nos idos de 1800 não existiam postos de gasolina, não havia como acelerar o automóvel à velocidade de 80 km/h, necessária ao acionamento do mecanismo que possibilitaria a viagem de volta à sua própria época. De que que maneira poderia o garoto mover a máquina do tempo a esta velocidade, em tal época, para poder voltar ao seu tempo, ao futuro? Para regressar, foi necessário fazer uso do próprio conceito de progresso. O De Lorean foi impulsionado por uma locomotiva movida à carvão: o trem, que nesta narrativa de Bonelli desbanca as diligências para acenar a épocas mais modernas.
Felix Luciano da Silva Gutierrez

Felix Luciano da Silva Gutierrez é colaborador do Portal TEXBR e
escreveu a resenha
para compor esta
página em outubro
de 2001 (QG-TEX).

 

 

TEX-070 - Os Caçadores de EscalposTEX-071 - Assalto ao Trem - 1ª EdiçãoTEX-072 - Texas Bill

Clique sobre a imagem de capa para ampliar!
Clique Aqui para ver imagem de capa da 2ª edição!

Sinopse: Tex Willer e Kit Carson perseguem a quadrilha responsável pelo assalto ao trem pagador da Southern Pacific, no posto de abastecimento de Pantan, entre Benson e Tucson. Inicialmente encurralados em uma enorme caverna esculpida por um rio subterrâneo, a quadrilha, graças a uma hábil manobra evasiva, consegue despistar os perseguidores, deslocando-se para Wilcox, onde alguns dias depois seriam alcançados pelos rangers. Do confronto sobrevive apenas um dos assaltantes, que sustenta não saber o local onde fora ocultado o dinheiro roubado. Os rangers decidem, então, colocar em prática um audacioso ardil, buscando levar o sobrevivente a, involuntariamente, levá-los ao local onde foi efetivamente escondido o produto do roubo.


No posto de abastecimento da Ferrovia Southern Pacific, estabelecido junto à caixa d’água da cidade-fantasma de Pantan, entre Benson e Tucson, quatro assaltantes rendem os dois empregados da empresa ferroviária mantidos no local e, no momento em que o comboio detém-se para o reabastecimento de água, surpreendem maquinistas e encarregados da segurança, roubando US$ 80.000,00 destinados ao pagamento de oficiais e soldados do corpo militar de Fort Lowell.

Entrementes, graças a uma solicitação especial junto ao comando dos rangers, efetuada pela empresa Wells & Fargo (encarregada do transporte dos valores), Tex Willer e Kit Carson chegam a Tucson, onde encontram Ben Farrel, detetive da empresa mencionada, e o Tenente Caldwell, de Fort Lowell, que aguardam o comboio. Com a chegada ruidosa do trem pagador, a notícia do roubo se espalha e imediatamente é formado numeroso grupo de perseguidores, que se dirigem de imediato a Pantan. Integram o grupo os dois rangers, o tenente Caldwell junto a vinte soldados de elite de Fort Lowell e Ben Farrel, seguidos a uma certa distância pelo xerife de Tucson e dez bons atiradores voluntários.

Em Pantam, o grupo encontra os empregados da Southern Pacific amarrados às colunas da caixa d’água. Uma vez libertados, estes informam que os assaltantes eram quatro e que, após ordenarem a partida do trem, lhes haviam amarrado e amordaçado, para depois dirigir-se à cavalo ao centro do povoado, onde se demoraram algum tempo. Examinando o terreno, Willer encontra grande quantidade de guimbas de cigarro jogadas ao solo, diante dos escombros do que havia sido outrora o Cassino do povoado. 

Assim obtém a confirmação de que os assaltantes efetivamente permaneceram um largo período frente ao prédio do Cassino (havia algumas pegadas voltadas ao interior da construção onde, imagina Willer, tenham procurado garrafas de Whisky abandonadas). O ranger, diante da cena que se expunha, conclui que ali se detiveram para melhor planejar sua fuga imediata e, possivelmente, os passos que a ela se seguiriam.

Um novo exame do terreno, nas cercanias do povoado abandonado, determinou a direção tomada pelos assaltantes, qual seja a trilha que leva aos montes Rincon, em território apache. Feita a descoberta, o xerife levanta a hipótese de que tenham partido aos Rincon buscando esconder-se na "Toca dos Bandidos", enorme caverna esculpida nos referidos montes por um rio subterrâneo. 

Com manifestações de concordância à teoria apresentada pela autoridade de Tucson, o grupo parte em direção ao território apache, atravessando a região árida que se abria em seu caminho. Durante algum tempo, Willer manifesta sua incredulidade ante a atitude tomada pelos assaltantes, pois estes, a julgar pelos fatos, haviam deliberadamente cavalgado em direção a uma armadilha, uma vez que não poderiam abandonar a caverna sem topar-se com eventuais perseguidores.

A visão de cavalos postados diante da entrada do local confirma a exatidão do palpite proposto pelo xerife, e os perseguidores fecham o cerco diante da "Toca dos Bandidos". Segue-se intenso e breve tiroteio, ao fim do qual os assaltantes optam por não entregar-se, erguendo uma barricada de pedras no interior da caverna, próxima à saída. 

Sabendo que um ataque direto certamente determinaria alguma baixa em seu grupo, os perseguidores decidem manter o cerco pelo tempo que se mostrar necessário, esperando que a fome e a sede provoquem a rendição dos assaltantes. Para tanto, Willer pede que o tenente (que precisava regressar ao forte para relatar o ocorrido e receber novas instruções) providencie cobertores e víveres para uma permanência de, no mínimo, 15 dias, a serem enviados de Tucson, com uma escolta de dez voluntários, destinados a suprir a ausência dos soldados. Ao fim do dia, os homens do xerife erguem barricadas laterais junto à entrada do local, e se preparam para um longo período de cerco.

Passados quatro dias sem um mínimo de atividade humana no interior do monte, o xerife decide utilizar uma carga de dinamite, enviada de Tucson, para abrir a passagem bloqueada pelos assaltantes,. Acreditava já não mais expor seu grupo a risco algum, uma vez que, passado tanto tempo, dificilmente se poderia encontrar algum dos assaltantes ainda com vida. Os explosivos são colocados e, em poucos instantes, a grande barreira de pedra construida pelos criminosos explode, e a caverna é tomada pelas autoridades.

Não encontrando o menor traço de presença humana, os rangers decidem não acompanhar os demais perseguidores em uma busca mais acurada na caverna, alegando que, ao contrário do que se pensava, a caverna efetivamente possuía outra saída, e que os assaltantes, sabedores deste fato, haviam conseguido evadir-se em uma manobra simples e ousada, coroada de êxito.

Os rangers decidem, então, costear o monte à cavalo, buscando alguma evidência da passagem dos assaltantes. Ao deixarem a caverna, encontram-se com um vaqueiro à procura de reses extraviadas. Este, ao saber das atividades dos rangers, informa-lhes que quatro forasteiros haviam chegado em Wilcox há alguns dias, vangloriando-se de haverem enganado o xerife de Tucson, e que desde então dedicavam-se a esbanjar ouro nos cassinos da cidade. Willer e Carson partem imediatamente na pista dos assaltantes, pedindo ao vaqueiro que informasse ao xerife seu destino.

Chegando à cidade pouco depois do pôr do sol, Willer e Carson, acompanhados pelo delegado de Wilcox, a quem puseram a par dos acontecimentos dos últimos dias, encontram os fugitivos no Cassino Central, decidindo confrontá-los. Segue-se uma intensa troca de tiros, em virtude do fato de que um dos assaltantes reconhecera os pards como dois famosos rangers. 

O final do confronto contabiliza três assaltantes mortos e um quarto com um ferimento superficial. Preso e interrogado por Tex, já na presença de Ben Farrel e do xerife de Tucson, o último assaltante, Greg Carver, cai em contradição e, involuntariamente, trai a existência de um quinto membro do bando, que Willer julga ser o informante, uma vez que não participara da ação junto aos demais.

Greg Carver é então preso e julgado, sendo condenado a 28 anos de reclusão, a serem cumpridos na penitenciária de Yuma. Sustenta, do primeiro ao último momento, não saber o local onde fora ocultado o produto do roubo. Willer e Carson decidem não abandonar Ben Farrel, a quem a Wells & Fargo encarregara do transporte do ouro, e de quem certamente a empresa cobraria uma solução satisfatória para o caso. 

Tex Willer decide, então, colocar em prática um plano bastante ousado, sua última cartada na tentativa de recuperar o ouro, que consiste em forjar a fuga de Carver e permitir que este, uma vez em liberdade, involutariamente o leve ao quinto cúmplice e ao ouro roubado.

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Considerando o fato de que a trama se desenrola no mês de abril, temos que a aventura se passa na primavera (nos estados Unidos, é claro, pois na América do Sul teríamos o outono).

1) A trama, quando se desdobra a céu aberto, mostra basicamente duas pistas batidas normalmente pelos andantes da época: o trecho de ferrovia compreendido entre as cidades de Benson e Tucson, em meio ao qual situamos o povoado de Pantan, e a trilha que, partindo de Pantan, segue por um trecho bastante árido para conduzir ao território apache, onde oncontramos, entre outras formaçõés geológicas, os montes Rincon, no interior dos quais foi descoberta a "Toca dos Bandidos".

2) No princípio, Pantan era um posto de muda das diligências da Wells & Fargo, um povoado que abrigava algo em torno de dez casas. Com o advento da ferrovia, o povoado foi aos poucos sendo abandonado, uma vez que as diligências se haviam tornado obsoletas para a função que desempenhavam. Os moradores partiram, restando apenas o barraco da Southern Pacific, ao lado da caixa d’água, para o reabastecimento dos trens. A companhia mantinha continuamente dois funcionários no local, que de hábito eram substituídos de semana em semana. Como todos os demais prédios foram deixados intactos, expostos à intempérie e à ação do tempo, Pantan em pouco tempo assumiu o aspecto de uma cidade-fantasma, conforme o cenário representado pelo desenhista Giovanni Ticci. Segundo contam os livros de história, o povoado realmente existiu, assim como as demais cidades mostradas na aventura.

3) Algumas cidades são mostradas na narrativa: Tucson (Arizona), local de destino do trem pagador (a cidade de onde parte, Benson, é apenas citada), de onde os valores deveriam seguir, sob escolta militar, para Fort Lowell, e onde Greg Carver é julgado; Wilcox (Arizona), onde o bando foi alcançado (e derrotado) pelos rangers; Yuma (Arizona), local onde foi construída a penitenciária homônima, e onde o ousado plano de Tex Willer é posto em prática; Ogilby (Califórnia), para onde Greg Carver foge depois de evadir-se da penitenciária de Yuma; Ripley (Califórnia), para onde Carver se deslocou na intenção de tomar o trem que o levaria de volta ao Arizona e Tombstone (Arizona), cidade onde Jane Shanon mantinha seu Cassino, na rua principal, última parada antes do desfecho.

4) Sobre Wilcox acreditamos ser necessária uma observação: não possuindo um conhecimento mais aprofundado da distinção geopolítica das cidades americanas, podemos apenas especular a respeito da questão, mas acreditamos que Wilcox não fosse uma cidade, e sim uma vila ou povoado, uma vez que, ao invés de um xerife, possuía um delegado, subordinado ao xerife de Tucson, como a narrativa deixa transparecer. Para maiores detalhes, sugerimos ao freqüentador do site a leitura do comentário sobre os delegados incluído no item curiosidades.

5) Também é mostrada a penitenciária territorial de Yuma, que, juntamente com a de Alcatraz, é uma das mais célebre de todas aquelas construídas em solo americano. Para Yuma eram mandados apenas os criminosos tidos como extremamente perigosos. Depoimentos históricos classificam Yuma como uma antecâmara do inferno, não tanto pelas condições do local, que eram verdadeiramente terríveis, mas principalmente pelos homens que lá eram mantidos.

6) Todos os lugares mencionados na narrativa, incluindo a formação geológica denominada "Toca dos Bandidos", realmente existem. Esta última é hoje conhecida como Caverna Colossal. Para maiores informações, ver o item curiosidades.

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Os personagens são apresentados na ordem em que são mostrados na trama.

1) JOE (+) – Um dos membros da denominada quadrilha Runyon, que assaltou o trem pagador em Pantan. Morto no tiroteio com Tex Willer, Kit carson e o delegado de Wilcox, em um dos cassinos da referida cidade, Joe foi um dos que deteve o trem, enquanto dois de seus companheiros escondiam-se para melhor surpreender os passageiros.

2) TED RUNYON (+) – Aparentemente o líder de campo, por dar nome ao bando e por, ao menos aparentemente, saber mais que seus companheiros (exceto Carver). Juntamente com Joe, deteve o trem em Pantan, para que seus companheiros pudessem dominar os passageiros. Também foi morto no tiroteio em Wilcox. Talvez tenha sido o responsável pelo fracasso do roubo, pois como líder não poderia ter permitido os excessos cometidos em Wilcox que, ao final, os expuseram ao agentes da lei.

3) GREG CARVER (+) – Outro dos membros da quadrilha, o único sobrevivente, aquele que, ao menos aparentemente, possuía alguma ligação com o quinto membro, que Willer julga ser o informante. Utilizando-se de Carver, Willer executa seu audacioso plano para recuperar o ouro roubado.

4) SLIM (+) – Último membro da quadrilha Runyon, também morto em Wilcox. De todos, parece ser o menos importante do grupo. Assim como Joe, não tinha conhecimento da identidade do informante e, também por essa razão, do modo como souberam da remessa do ouro.

5) TRAVERS – Maquinista do trem pagador assaltado em Pantan.

6) TEX WILLER – Ranger do Texas, ex-criminoso foragido, chefe supremo da nação indígena navajo e também agente indígena responsável pelos referidos índios. Tem sua participação na remessa do ouro solicitado pela Wells & Fargo ao Comando dos Rangers.

7) KIT CARSON – Ex-scout do exército norte-americano, atual ranger do Texas, um solitário por opção, e outro dos habituais parceiros de Tex Willer no combate aos crimes de alçada dos rangers. Também teve sua participação na remessa do ouro solicitada pela Wells & Fargo.

8) BENJAMIN (BEN) FARREL – Velho conhecido dos rangers, detetive da Wells & Fargo, responsável pelo carregamento da remessa de ouro destinada ao pagamento de Fort Lowell.

9) TENENTE CALDWELL – Tenente do exército dos Estados Unidos da América, pertencente à Guarnição de Fort Lowell, líder da escolta de vinte soldados encarregados de escoltar a remessa do ouro destinado ao pagamento da referida Guarnição.

10) XERIFE DE TUCSON – Embora sequer tenha seu nome mencionado, o xerife toma parte da ação de forma decisiva. Demonstra ser bastante conciliador desde o princípio, sendo favorável ao cerco, embora saiba que este possa alongar-se por vários dias. Tentou, de todas as formas, a rendição pacífica da quadrilha, sem sucesso.

11) DELEGADO DE WILCOX – Subordinado ao xerife de Tucson, sua ação dependia de prévias instruções deste; ainda assim, mesmo sem ordens expressas, exigidas de uma autoridade com jurisdição limitada como a dele, vê-se conduzido por suas convicções pessoais e pelo desejo de não abandonar os rangers em uma empreitada perigosa, razão pela qual decide-se a auxiliar os rangers na ação contra os ladrões, da qual resultaram três mortes e a captura de Greg Carver.

12) RICHARD (DICK) TERREL – Embora não mencionado, acredita-se que Terrel faça parte do corpo dos rangers. Desempenha papel fundamental no plano de Willer para recuperar o ouro roubado do trem pagador, na medida em que a ele cabe a missão de fazer com que toda a engenhosa ação montada em torno de Greg Carver aconteça de forma satisfatória.

13) LARRY – Carcereiro em Yuma, era encarregado do setor onde fora encarcerado Greg carver.

14) SARGENTO DE YUMA – Seu verdadeiro nome não é mencionado, mas em face de sua participação na farsa montada pelas autoridades para obrigar Carver a trair-se, é aqui mencionado.

15) JANE SHANNON (+) – Irmã de Greg Carver, dona do Cassino Paraíso, de Tombstone, e esposa de Rick Shannon, tenente do exército que servia em Fort Defiance. 

16) RICHARD (RICK) SHANNON (+) – Tenente do exército dos Estados Unidos da América, pertencente à Guarnição de Fort Defiance, era casado com Jane Carver, irmã de um dos membros da quadrilha Runyon. Entre seus antecedentes, possuía ligações com civis de baixa reputação da cidade de Gallup, próxima ao forte onde servia.

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TEX-071 - Assalto ao Trem - 2ª EdiçãoEste número de Tex teve repeteco. Ao lado você vê a capa da 2ª Edição, publicada no Brasil pela Editora Vecchi, a mesma editora que publicou a primeira edição.

Compare esta imagem da 2ª Edição com a capa da 1ª Edição (no alto desta página) e repare nas diferenças. Se você é bom observador, vai notar que muitas características diferenciam a 1ª da 2ª edição. Clique sobre a imagem ao lado para ampliar a mesma! 

1) O roteiro da aventura não é de todo fictício. O trem pagador de Fort Lowell foi efetivamente assaltado no trecho da ferrovia Southern Pacific compreendido entre as cidades de Benson e Tucson. Bonelli, no auge de sua força criativa, percebeu as múltiplas possibilidades narrativas que o fato concreto apresentava, e apenas adaptou-o ao universo de Tex.

2) Elemento de importância fundamental na trama, a "Toca dos Bandidos" é uma formação geológica real, uma imensa caverna esculpida no interior dos montes Rincon por um rio subterrâneo, ainda em tempos pré-históricos. Em tempos modernos, era conhecida inicialmente apenas pelos índios, tendo sido descoberta pelo homem branco apenas com o passar de muito tempo. Hoje é conhecida como "Caverna Colossal", e seu descobrimento, por parte do homem branco, é atribuído a um homem conhecido como Ross.

3) Buscando complementar as breves informações fornecidas, no item "ambientação", a respeito da penitenciária de Yuma, convém ressaltar a menção feita aos índios de mesmo nome, utilizados pelos diretores da instituição para a recaptura de eventuais fugitivos. Para tanto, podemos buscar nas páginas 101 e 102 a breve aparição dos referidos indígenas. Estes eram frequentemente utilizados para esta função, principalmente em virtude de serem exímios rastreadores e conhecerem a fundo a região de Yuma e suas cercanias. Com isso não se quer afirmar, vejam os senhores, que as fugas eram freqüentes em Yuma. Sabemos que, na verdade, não era assim.

4) O leitor mais atento certamente perceberá uma sutil diferença, que acreditamos ter sido mencionada somente nesta edição, à respeito dos agentes encarregados da manutenção da lei e da ordem nas cidades americanas de então (característica que pode manter-se inalterada até os dias de hoje). Nos referimos à diferença entre delegado e xerife. 

Na página 65 podemos conferir algumas interessantes distinções entre ambos os cargos, especialmente no que se refere à jurisdição. Quando Willer e Carson procuram o delegado para pedir-lhe ajuda, uma vez feita uma exposição dos fatos até o momento, o delegado comenta: "Sem ordens do xerife eu não posso fazer nada". Não se trata, de forma alguma, de expressa má vontade do delegado, como podemos verificar no segundo quadrinho desta mesma página, quando Willer afirma: "Mesmo que não queira agir sem ordem do xerife de Tucson, não poderá nos recusar ajuda". Ambas as frases demonstram a subordinação do delegado ao xerife (de Tucson, no caso), demonstrando que naquele lugar (Wilcox) a jurisdição, ou seja, o poder de polícia, competia ao segundo.

Isso posto, podemos considerar a seguinte hipótese: Wilcox poderia não ser uma cidade, mas sim uma vila, ou mesmo um povoado, razão pela qual a manutenção da lei tenha sido confiada a um delegado, subordinado ao xerife da cidade ao qual Wilcox fosse subordinada politicamente (Tucson).

Convém repetir: trata-se de uma suposição, pois falta a este que elabora esta resenha um conhecimento mais aprofundado do tema. De qualquer forma, conforme podemos observar na referida página 65, um delegado possuía poderes em escala notadamente menor que um xerife, tendo autoridade tão somente na cidade onde atuava, o que nos leva a considerar que a jurisdição do xerife extrapola os limites do perímetro urbano (ou rural) de sua cidade.

Sabe de alguma curiosidade desta edição? Então envie para a gente e deixe seu nome registrado como colaborador do Portal TEXBR.

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Título Original: Assalto al treno. A primeira publicação desta aventura aconteceu na edição original italiana de n° 179, conforme a lista seguinte; nela podemos observar as aventuras que a precedem, bem como aquelas publicadas na seqüência (o leitor que procura informações mais precisas encontrá também, ainda neste mesmo tópico, as reedições italianas para esta aventura, publicadas nas séries Tex Tre Stelle e Tutto Tex): 

177 – Fantasmi nel deserto ("Fantasmas no deserto")
178 – I cavalieri della vendetta ("A vingança dos Tuaregs")
179 – ASSALTO AL TRENO
180 – Il quinto uomo (introdução para "Texas Bill")
181 – Una stella per Tex ("Texas Bill") 

Título em português: Assalto ao trem. Roteirista: Giovanni Luigi Bonelli; Desenhista: Giovanni Ticci; Capista: Aurelio Gallepinni. Capa: Tex à galope, visto de frente, em primeiro plano, no lado direito, segurando com a mão direita, acima da cabeça, um de seus colts; atrás, em segundo plano, no lado esquerdo da capa, o seguem outros três cavaleiros, também à galope, sendo que o primeiros destes traz um rifle atravessado na sela; em toda a linha do horizonte, montanhas rochosas e algumas nuvens mais baixas acompanham os contrafortes; Tex veste a camisa amarela (para esta descrição, foi utilizada a capa de Tex 2ª edição (brasileira, é claro);Tradução: Tizziana Giorgini; Publicações no Brasil: duas, até a nov/2001, Tex e Tex 2ª Edição, ambas pela Editora Vecchi; O exemplar da segunda edição saiu em abril de 1982, na época quinzenal, ao preço de Cr$ 90,00. 

Referência italiana: TXI-179 - Assalto al Treno e TXI-180 - Il Quinto Uomo

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Relação Tex 001 a 100
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