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uBC Fumetti
SBE Editore

Tex Willer, mais de 50 anos de aventuras Livraria Italiana
Editora Mythos
Capa de TXH-038, retocada em tons de azul.

TEX 111
Ao Sul de Nogales


Verso&Reverso
Resenha elaborada
por
Felix Luciano da
Silva Gutierrez
, Uru-
guaiana, RS, Brasil.
 



A História
Ambientação
Personagens
Curiosidades
Ficha Técnica

Dúvidas mais freqüentes

Nessa edição:
Esta narrativa faz parte de um restrito número de aventuras que, por força de suas características, aparta-se das demais que compõe a evolução natural da obra de
Bonelli. Alguns dos textos ilustrados por Giovanni Ticci possuem estas características de enorme vigor narrativo, com cenas incomumente ágeis e com diagramação absolutamente fantástica. As cenas se sucedem de forma coerente e precisa. No dizer de Stephen King, célebre romancista norte-americano, as cenas mais intensas e de ação mais ininterrupta precisam ser permeadas com intervenções mais reflexivas, para que possamos obter um resultado final mais equilibrado. Bonelli aparentemente conhecia esta simples e eficiente regra do narrar mais correto, empregando-a de forma simples e eficiente. O resultado pode ser conferido em edições bastante similares não na trama, mas sim nas características próprias de sua construção. Narrativas como TEX-071 - Assalto ao Trem, TEX-129 - O Ouro do Colorado e TEX-130 - Grand Canyon, todas ilustradas por Giovanni Ticci.

Você sabia?
Não obstante as acima denominadas "intervenções reflexivas", podemos afirmar que esta aventura é uma das que possuem ritmo mais alucinante, com ação quase que ininterrupta. A trama, apesar de simples, é extremamente bem conduzida.

Depoimento:
É interessante notar a facilidade com que Giovanni Ticci determinava modificações no seu estilo de desenhar. Principiando de uma forma mais contida, semelhante ao estilo utilizado por seu mentor,
Alberto Giolitti, Ticci passa, em meio a uma cena de fuga (quando os traficantes conseguem afastar-se dos apaches que os perseguiam), a empregar um estilo mais semelhante ao que o caracterizaria no futuro, com traços mais vigorosos e longos, não tão elegante, é verdade, mais com o emprego de um estilo bem mais próprio e marcante, que mais tarde viria a ser copiado por artistas do porte de Fusco e Monti.
Felix Luciano da Silva Gutierrez

Felix Luciano da Silva Gurierrez escreveu esta resenha para o Portal TEXBR em setembro de 2001 (QG-TEXBR).

 

TEX-110 - A Sombra do PatíbuloTEX-111 - Ao Sul de NogalesTEX-112 - El Muerto

Clique sobre a imagem de capa para ampliar

Sinopse: Tex Willer e os pards confrontam-se com um bando de traficantes de armas e bebidas liderados por Solly Slade. Após um primeiro confronto, travado nas ruínas do povoado fantasma de San Vicente, os rangers partem em perseguição ao restante dos criminosos, que fogem em direção ao Sulphur Springs Valley. Aproxima-se o confronto final, que pode desenrolar-se de forma inesperada, em face do desaparecimento de um dos membros do bando de traficantes, que se apartou do grupo.


Ao final de uma tarde de verão, na região situada entre as montanhas Chiricahuas e o Rucker Canyon, Tex Willer e Kit Carson procuram rastros de um bando de traficantes de armas e bebidas alcoólicas que estaria atuando na região.

Em face das dificuldades apresentadas pela busca, a dupla (mediante escolha de Willer) decide cavalgar em direção ao Rucker Canyon. Como que para recompensar a escolha acertada, logo em seguida os rangers avistam abutres que sobrevoam a referida formação geológica.

Encontram uma carroça e os despojos do assalto abandonados, bem como os corpos de alguns índios mortos e de dois traficantes, um deles ainda vivo, embora seu estado bastante grave. Em seus últimos momentos o traficante, que pensa estar na presença de outros membros de seu bando, pede aos rangers que informem a Slade (chefe dos traficantes) o ocorrido, afirmando que os índios poderiam ter descoberto o depósito mantido na cidade-fantasma de San Vicente.

Os rangers percebem que as informações fornecidas pelo chefe apache Cochise, irmão de sangue de Willer, eram verdadeiras, e ambos decidem mandar sinais de fumaça para Kit Willer e Jack Tigre, que também batiam a região em busca de sinais.

Emitidos os sinais, os rangers rascunham algumas notas em um pedaço de papel, na intenção explicar suas ações futuras, e partem em direção a San Vicente, na caça ao bando. Chegando a Sulphur Springs, ambos se separam e seguem para o povoado tomando pistas diferentes, buscando evitar que ambos caíssem juntos em uma eventual armadilha dos traficantes.

Ao anoitecer Tex Willer chega ao local e, ao ouvir vários disparos, percebe que seu parceiro pode estar em graves dificuldades. Aproximando-se sorrateiramente dos prédios em ruínas, o ranger encontra seu companheiro imobilizado no centro do Saloon, tendo ao seu redor parte do bando: Carson havia sido surpreendido e identificado pelos criminosos.

Os traficantes, que eram liderados por Manuel, segundo em comando, deixam o Saloon com a chegada de Slade e o resto do bando. Willer aproveita o momento para entrar sorrateiramente no local e libertar o companheiro, mas a sorte os trai no momento em que estavam prestes a fugir. Vistos por um dos traficantes, os rangers se vêem acuados no interior do Saloon sob fogo cerrado.

Willer e Carson fogem por uma porta lateral nos fundos do prédio, ateando fogo a uma das construções. Percebendo o incêndio, os traficantes montam e passam a cavalgar em círculo ao redor do povoado, buscando não dar chance alguma aos rangers de empreender uma fuga bem sucedida. Estes terminam por firmar posição junto ao às cercas de madeira do curral, tentando defender-se da morte praticamente certa.

Quando a situação parecia decidir-se com vantagem aos criminosos, eis que surgem Wit Willer, Jack Tigre e um bando de apaches bastante furiosos. Estes partem em perseguição ao bando, enquanto Tigre e o jovem Kit Willer partem ao encontro de seus companheiros.

Informam que estavam aos pés dos montes Chiricahuas quando perceberam os sinais de fumaça. Tendo encontrado com os apaches junto aos restos da carroça abandonada no Rucker Canyon, partiram em disparada rumo a San Vicente, já pressentindo o pior.

Os bandidos, com montarias mais descansadas que as dos apaches, conseguem evadir-se com segurança, fugindo em direção aos montes Chiricahuas. Na fuga, Slade expõe um plano para liquidar com os rangers. 

Após a despedida dos apaches, que voltam para sua tribo, os rangers passam a noite no local, partindo pela manhã. Ao amanhecer, os bandidos deixam os Chiricahuas em direção à fronteira com o México, tendo em seu rastro, com algumas horas de desvantagem, os quatro pards.

Chegando ao local onde haviam acampado os traficantes, os rangers percebem que o bando partira em direção ao país vizinho, e seguem seus rastros até uma torrente, um pequeno curso de água, onde os estes tinham entrado. Assim tem início a ação dos bandidos, que planejam encurralar os rangers junto à mina abandonada de Sulphur Springs, localizada no interior de uma formação rochosa em forma de ferradura, ideal para uma emboscada, por apresentar apenas uma via de acesso.

Os rangers notam pegadas que partem de ambos os lados do curso de água, razão pela qual Tex e Carson seguem por um lado, Tigre e Kit Willer por outro. A manobra dos bandidos, aos olhos dos rangers, visa unicamente despistar.

Logo após, em plena caçada, comunicando-se através dos sinais de fumaça, os pards percebem que os dois grupos, apesar de inicialmente terem tomado direções opostas, em um segundo momento tomam o mesmo caminho, uma vez que os rastros indicam uma grande volta e a tomada do rumo norte, em direção a Sulphur Springs.

Em ambas as pistas percebe-se pegadas de três cavaleiros, perfazendo um total de seis. No entanto, o grupo de fugitivos era composto de sete homens, de forma que os rangers percebem a falta de um dos componentes do bando, o sétimo homem.

Tex Willer, ao perceber a manobra, envia sinais para que um de seus companheiros procure os rastros do traficante evadido. Kit Willer conclui que o sétimo traficante efetuou um giro ainda maior, partindo em busca de reforços para surpreender os rangers pela retaguarda. Separa-se de Tigre, que permanece no rastro dos outros três criminosos, e segue para a cidade de Douglas, perto da fronteira, lugar onde acredita que possa encontrar o último dos criminosos.

Logo depois, Willer, Carson e Tigre se encontram, pois os rastros indicam que os seis traficantes reuniram-se novamente, partindo para Sulphur Springs. Os três acompanham a trilha, sem saber dos detalhes da armadilha que tramam Slade e seus comparsas.

Em Douglas, Kit Willer encontra o sétimo traficante, e um tiroteio se estabelece no Saloon do lugar, despertando a atenção das autoridades. O cerco começa a se fechar e o desfecho é imprevisível.

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Ao contrário do estabelecido pelo título, a ação não transcorre ao sul de Nogales, e sim a leste. O texto da primeira página estabelece: "... entre as montanhas Chiricahuas e o Rucker Canyon, no estremo sudoeste do Arizona."

No entanto, basta uma consulta ao mapa incluído na mesma página para percebermos que a região do Rucker Canyon encontra-se, na verdade, no extremo sudeste do Arizona, onde verificamos a união de três fronteiras: Arizona, New Mexico (estados da federação norte-americana) e México. Parte da ação é estabelecida no Sulphur Springs Valley (a parte final) e parte entre o Rucker Canyon e os Chiricahua Mounts (início da aventura). 

Praticamente todos os locais citados na narrativa realmente existem, incluindo as cidades de Douglas e Nogales, esta última apenas citada. O Povoado de San Vicente, onde ocorre o primeiro confronto de Tex e seus companheiros com os traficantes, no entanto, provavelmente é fictício.

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Todos os quatro personagens principais participam da trama, que não apresenta nenhum dos coadjuvantes (personagens de apoio) habituais. Temos apenas uma menção a um deles: o chefe apache chiricahua Cochise, um vulto histórico retratado como amigo de Tex e seus habituais companheiros. Os coadjuvantes aparecem pela primeira vez e, ao que parece, jamais fizeram uma Segunda aparição.

TEX WILLER – Ranger do Texas, ex-criminoso foragido, chefe supremo da nação indígena navajo e também agente indígena responsável pelos referidos índios.

CHRISTOPHER(?) KIT WILLER – Ranger do Texas, filho de Tex Willer e da índia navajo Lylith, parceiro usual de seu pai nas missões a eles confiadas no desempenho de suas funções profissionais.

CHRISTOPHER(?) KIT CARSON – Ex-scout do exército norte-americano, atual ranger do Texas, um solitário por opção, e outro dos habituais parceiros de Tex Willer no combate aos crimes de alçada dos rangers.

JACK TIGRE – Navajo que acompanha Tex Willer há muitos anos, desde um fatídico encontro junto à fronteira mexicana. Desde então, passou a fazer parte da tribo de Flecha Vermelha, então chefe supremos dos navajos e pai de Lylith, que mais tarde se tornaria esposa de Tex. Exímio rastreador.

SOLLY SLADE – Ex-agente indígena da reserva de San Carlos, traficantes de armas e bebidas que atua na região dos Chiricahua Mounts.

MANUEL (+) – Homem de confiança de Solly Slade, segundo em comando frente ao bando de traficantes por este comandado.

PACO – Membro do bando de Solly Slade, traficante de armas e de bebidas. Sabe-se que Paco (re) conhece como poucos as boas qualidades e características da espécie eqüina, talvez por ter, no passado, desempenhado funções de cowboy, ou mesmo por já ter dedicado algum tempo a roubar este tipo de animais.

CARLITO – Antigo proprietário de um Saloon em Nogales, Carlito teve que abandonar o México às pressas, para não ser enforcado em função de algumas sérias desavenças com a lei daquele país. Estabeleceu-se, então, em Douglas, cidade próxima à fronteira, no estado do Arizona. É amigo de Paco, membro do bando de traficantes de armas e bebidas lidarado por Solly Slade.

TENENTE SAFFORD – Responsável por um pelotão da Quinta Cavalaria de Fort Huachuca, militar que, coincidentemente, havia também recebido ordens de patrulhar a região dos Chiricahuas Mounts em busca de Solly Slade e seus traficantes.

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O termo "Kit" é normalmente utilizado como forma abreviada de "Cristopher". Dessa forma, sabendo que este era o primeiro nome do Kit Carson real, por analogia estabelecemos que o filho de Tex Willer, por razões bastante óbvias, foi batizado como o nome do padrinho. Não havendo como comprovar a veracidade dessas conclusões, as oferecemos de forma inconclusa, buscando a opinião dos demais consultores deste site. Sempre convém lembrar que as fontes históricas consultadas para a obtenção do verdadeiro nome de Carson podem não ser corretas. É difícil, mas pode acontecer.

Na capa desta edição vemos Tex em primeiro plano, em pé junto ao seu cavalo, vistos de frente (o animal mais ao fundo e à esquerda). Como cenário, ao fundo (centro e direita) uma extensa formação montanhosa (montanhas rochosas, provavelmente), tendo um monte solitário à esquerda, semelhante ao Monument Valley, cenário recorrente na filmografia do cinesta norte-americano John Ford. Tex veste a roupa usual, com camisa azul.

Esta edição foi publicada na edição original italiana de TXI-199 - A Sud di Nogales. Podemos ver abaixo a lista das aventuras que a precedem, bem como aquelas publicadas na seqüência, além da correspondente no Brasil :
TXI-197 - Gli scorridori del Rio Grande - (TEX-127 - Locos!)
TXI-198 - Nel covo dei banditi - (TEX-128 - No covil dos bandidos)
TXI-199 – A SUD DI NOGALES
TXI-200 – L’idolo di cristallo - (O ídolo de cristal

Uma análise mais acurada das publicações revela não ter havido uma segunda tradução. Acredita-se que Paulo Guanaes tenha sido citado em face do emprego de uma página de créditos comuns a ambas as edições, uma vez que, à época, este havia assumido já há algum tempo a função de tradutor da edição original. Quando da primeira publicação da aventura, Guanaes respondia pela revisão das edições.

Leia as cartas e anúncios de classificados que foram publicados no Correio do Oeste desta edição de Tex Willer. Correio TEX-111.

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Para compor essa página foi tomada como base a revista TEX-111 - Ao Sul de Nogales. A 1ª Edição foi editada em Maio de 1980, Cr$ 25,00, Editora Vecchi, com tradução de Tizziana Giorgini. A 2ª Edição foi editada em fevereiro de 1985, Cr$ 1.380,00, Editora Rio Gráfica, com tradução de Paulo Guanaes. Em ambas as publicações a revista mediu 13,5cm de largura por 17,7cm de altura. Roteiro de G.L. Bonelli e arte de G. Ticci. Capa de Aurelio Galeppini.

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