  
Clique sobre a imagem de capa para
ampliar!
Sinopse:
Conclusão
da aventura Acima da Lei, iniciada em TEX-370. Tex e
Carson são chamados por Tom Devlin a San Francisco, onde
precisam investigar uma cadeia de homicídios que tem
deixado a polícia sobressaltada e os cidadãos em pânico...
Início da aventura Rumo ao Forte Apache, escrita por
Mauro Boseli e desenhada por José Ortiz.

Rumo ao Forte Apache - O Arizona encontra-se a ferro e fogo, uma vez que um grupo de Apaches rebeldes chefiados por Chunz luta contra o exército americano instalado em Forte Apache.
Cansado dos métodos repressivos do tenente Parkman, Cardona, o chefe índios coioteiros, vai abandonar a sua reserva em Forte Apache e juntar-se a Chunz, apesar de não partilhar nem aprovar o ódio radical que este nutre pelos brancos.
Entretanto, uma patrulha de soldados conduz Liz Starret que chegou ao Arizona para se encontrar com Parkman, o seu noivo, mas cai numa cilada, sendo salva por Tex e Tigre que estão na região para resgatar alguns jovens navajos que se juntaram a Chunz.
Ingredientes quanto baste para um ambiente tenso e violento, onde Tex vai jogar muita da sua perícia e diplomacia como Águia da Noite.
Índios confinados a reservas onde não são permitidas muitas das suas práticas e tradições parece ser um tema recorrente na saga texiana. G.L. Bonelli tratou por diversas vezes da temática, criticando sempre de modo bem vincado a pouca dignidade com que Washington tratou as tribos índias.
Boselli vai buscar um pouco destas raízes bonellianas e constrói uma aventura plena e grandiosa, uma verdadeira
epopéia. No ambiente que a rodeia, com um forte isolado em pleno território controlado por índios rebeldes; no estoicismo de alguns em defesa de valores; pela relação que se estabelece entre duas personagens (Liz e Laredo) que se opõem numa primeira fase e que é digna dos melhores clássicos do gênero; ou ainda pelo conjunto de sentimentos contraditórios, como o ódio índio ao branco, mas também o respeito por todos aqueles que conseguem compreender os valores e as velhas tradições indígenas, a repulsa por métodos inflexíveis em defesa de políticas emanadas dos gabinetes de Washington, mas também o sentimento de
atração vivido entre Laredo e Liz.
Esta real capacidade de Boselli em saber sempre ir mais além dos cânones texianos, começa sempre na natural habilidade do autor em construir personagens, conferindo outra densidade e alcance às aventuras do ranger.
Repare-se, por exemplo, que a ausência de Carson é notavelmente compensada pela personagem de Laredo, um batedor do exército que passa por toda a aventura como um verdadeiro aliado de Tex, compreendendo-o, auxiliando-o e sustentando toda a
ação de Águia da Noite.
Numa só aventura, Laredo assume-se como uma personagem marcante, por força da sua vincada personalidade. Boselli também marca pontos com a composição do tenente Parkman, um oficial inflexível, cujo ódio aos índios não lhe permite
atuar na melhor defesa dos interesses dos homens que comanda, preferindo sempre
adotar uma postura que lhe granjeie outros vôos na sua carreira.
Em Parkman Boselli representa toda a cegueira e a prepotência de Washington e só quando acossado e diante de uma inevitável derrota, consegue afinal destrinchar o real do acessório.
Também o traço de Ortiz contribui, e de que maneira, para a dinâmica da aventura. Ortiz consegue sempre expressar no papel a plenitude de sentimentos e o dramatismo da
ação, construindo personagens de modo expressivo notável, com especial realce para a caracterização física do bando que vende armas aos rebeldes, onde o autor espanhol
adota um profundo maniqueísmo que nos habituámos a ver, por exemplo, em Ticci.
Ágil e nervoso, o seu desenho marca pontos nas cenas nocturnas, onde os seus pretos intensos e carregados conseguem ampliar o suspense da acção, conferindo-lhe ainda uma maior carga dramática.No fundo, uma aventura vivamente aconselhada a todos os amantes do verdadeiro western.
Resenha escrita por Mário João Marques (Marinho), de Lisboa, Portugal.
topo da página

Na página 60 desta edição, último quadro, notem Tex e Carson com os chapéus no chão. Na página 61, último quadro, tem um chapéu no barco e outro em cima de Carson (se o intuito do vilão era matar Tex e Carson não precisava carregar os chapéus deles). Na página 63, os chapéus estão junto com os pards no tanque onde eles estão prisioneiros. Notem agora a página 64, no 2º quadro, aqui eles estão colocando os chapéus. Depois entra água no tanque e eles perdem os chapéus. Finalmente podemos ver um chapéu perto do tanque na página 73, 2º quadro, e na cabeça de ambos no último quadro. Seria isto um erro do desenhista desta edição? curiosidade enviada por Rogério, Gravataí, RS, Brasil
Leia as cartas e anúncios de
classificados que foram publicados no Correio do Oeste
desta edição de Tex Willer. Correio TEX-372.
topo da página

TEX-372 -
A Verdadeira Justiça. Nesta edição, a partir da página 74 inicia-se
a aventura Rumo ao Forte Apache (Boselli/Ortiz), que continua
nas edições TEX-373, TEX-374, terminando em TEX-375.
topo da página
Relação de 301 ao 400
TEX
WILLER
TEXBR
|