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A seção "Os Personagens do Mundo de Zagor"
é dedicada a Hellingen. Homenagem
ao OTA. Nós,
brasileiros, estamos acostumados com as altas e baixas da inflação do
nosso país. Em janeiro de 1990 a inflação era quase 60% ao mês, o que
dificultava a vida de todos nós, as editoras tinham medo de lançar novas
revistas, principalmente com muitas páginas que a encareciam, e nós,
leitores, não tinhamos dinheiro para comprar muitas edições. Tinhamos que
escolher entre Tex ou Zagor, por isso muitos não tem as coleções
completas. Eu sou um felizardo, pois tenho todos os números de "Zagor
no Brasil", o que facilitou a construção deste "Site do Zagor".
È claro que não posso esquecer dos maiores colaboradores José Ricardo e
Gervásio. Mas escrevo tudo isso para Homenagear um grande Editor. Seu nome:
Otacílio d'Assunção Barros, ou simplesmente "Ota". Ele foi o
primeiro Editor de Zagor no Brasil ( extinta Editora Vecchi ) e foi o grande
responsável pela maior e melhor série de Zagor no Brasil, editada pela
Editora Record, que infelizmente parou com a publicação em setembro de
1995.
O Ota nos presenteou com inúmeras edições completas, sem aquele
maldito "continua no próximo número". Quando resolveu fazer esta
super-hiper-edição, Ota tinha a certeza que valeria a pena, pois conhecia
seus fiéis leitores, mas ele não era o dono da editora..., então leia
este Correio de Darkwood da edição 6:
"Outro dia desses eu estava
tranquilamente na minha sala folheando a coleção de Zagor italiana quando
fui chamado para uma reunião com o Alfredo Machado Jr. ( Diretor-Gerente da
Record ) e o Roberto Combochi ( Diretor Comercial da Record ). A primeira
pergunta que eles fizeram foi: -- Mas afinal Otacílio, por quê a edição
6 de Zagor vai ter 436 páginas? Respondi que isso era uma tradição da
revista Zagor desde os tempos da Vecchi: de 6 em 6 números saía um
especial com o dobro de páginas, correspondente mais ou menos ao período de
férias. Depois a revista voltava ao normal e dali a 5 ou 6 números havia
outro especial, e assim por diante.
Eles arregalaram os olhos, porque
justamente naquela reunião estavam fazendo o levantamento de custos.
Lançar uma edição com o triplo de páginas significava gastar o triplo de
papel, o triplo de tradução e letreiramento... Você já parou para pensar
quanto vai custar essa edição? Perguntaram os Diretores.
Sendo mais
caro, teoricamente menos leitores podem comprar, e consequentemente as
vendas podem cair, responderam os Diretores. Eu respondi que o nosso
público era bem fiel..."
Ota tinha razão, a edição n.6 "O Raio
da Morte vendeu 50% a mais que as edições normais, e se esgotou
rapidamente. O Ota teve coragem, ousadia e profissionalismo e acima de tudo
, entendia a cabeça dos leitores. Antes de pensar como editor, ele pensava
como leitor, e com isso nós ganhamos 13520 páginas de Zagor entre ago/1979
e jan/1996.
Hoje temos um editor com essa coragem, seu nome: Dorival Vitor
Lopes ( Diretor e Editor da Mythos, editora de Tex). Ele deu um tratamento
especial a Tex, acreditou em seus leitores e nos presenteou com inúmeros
especias gigantes, anuais, almanaques... Você está no caminho certo
Dorival, só falta usar essa força com Zagor, e tenho certeza que não se
arrependerá.
Em tempo:
Texto elaborado por Nilson P. Farinha - Webmaster do Site do
Zagor, em 4/03/2001
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ZG-006
- O Raio da Morte,
editada
em janeiro de 1990, 436 páginas, CZ$ 39,00,
publicada
pela editora Record,
medindo 15,5cm
de
largura
por 21cm
de
altura.
Roteiro
de Guido Nolitta,
desenhos e
capa
de
Gallieno
Ferri. Editor: Otacílio d'Assunção, Tradução:
Paulo Guanaes, Letras: W.Valim
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