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uBC Fumetti
SBE Editore

Zagor, mais de 40 anos de aventuras Livraria Italiana
Editora Mythos

Fora-de-série
Repubblica n.26 - Zagor


Verso&Reverso
Zagor foi criado na
 Itália em junho/61, por Guido Nolitta (Sergio Bonelli) e Galieno Ferri.
 



 

Fora de série - La Repubblica n.026 - Zagor

Clique sobre a imagem de capa para ampliá-la.

Zagor, num belíssimo volume oferecido pelo semanário La Repubblica trás duas histórias escolhidas a dedo por Sergio Bonelli. Leia a seguir o artigo que saiu no site da SBE contando particularidades desta edição.

O Rei de Darkwood entre os Clássicos dos Quadrinhos 

No âmbito da prestigiosa e muito bem aceita coleção "I Classici del Fumetto" (Os Clássicos dos Quadrinhos), proposta semanalmente pelo jornal "La Repubblica", comparecem também volumes dedicados aos heróis bonellianos. Depois de Tex, Dylan Dog, Martin Mystère e Nathan Never (e à espera de Julia e Mister No), agora é a vez de Zagor. Para a ocasião, fizemos algumas perguntas a Sergio Bonelli, criador literário do personagem, sob o pseudônimo de Guido Nolitta.

Que efeito lhe fez ver o Espírito da Machadinha listado entre os Clássicos dos Quadrinhos?
Bem, quando me foi comunicada a notícia de que poderia fazer parte dos primeiros trinta personagens escolhidos para dar vida a essa importante coleção, dei um pulo de alegria, como vocês bem podem imaginar. E, por alguns instantes, não consegui acreditar que o meu Zagor apareceria ao lado de Corto Maltese, do Fantasma, de Mandrake, de Tex, de Mickey e de tantos outros "heróis de papel" de quem fui um leitor apaixonado e um admirador incondicional.

Escolher quais histórias propor aos leitores de "La Repubblica", numa produção tão vasta, não deve ter sido fácil...
Isso mesmo. Já que eu havia entrado na relação dos escolhidos, o primeiro problema a enfrentar, como disse a mim mesmo, consistia em demonstrar que eu havia merecido a lisonjeira "convocação": no curso da minha vida de roteirista "nas horas vagas", havia escrito milhares de páginas de Zagor que, como acontece com tantos outros quadrinhistas, às vezes se revelavam boas, às vezes medíocres e outras ainda sofríveis, infelizmente. Que história deveria escolher para a ocasião? Indeciso como sempre, eu ainda estaria ocupado até agora em folhear todos as 457 edições do Rei de Darkwood, se não me passassem pela cabeça as frases que me foram dirigidas nos encontros com os leitores, ou as palavras impressas em cartas.
Eliminados (pelo excesso de páginas) alguns episódios como "A Origem de Zagor" (
ZG Vecchi 1 e Record 1) ou "A Marcha do Desespero" (ZG Globo 5 a 8), várias vezes relançados na Itália, minha escolha recaiu em duas histórias que os leitores dizem ser o melhor exemplo daquela alquimia entre aventura e humorismo que constituía a fórmula vencedora dos gibis de Zagor entre o final dos anos Sessenta e o início dos Setenta: duas aventuras, "Os Caçadores de Homens" (Vecchi 4) e "A Casa do Terror" (Vecchi 19), ilustradas de maneira extraordinariamente eficaz por Gallieno Ferri, que colocaram a dura prova o nosso herói.

Ao reapresentar histórias "clássicas", que ficaram esculpidas nas lembranças dos leitores, pode-se correr algum risco. Acontece, às vezes, de a distância e o efeito "nostalgia" nos armarem uma arapuca e que, depois de tantos anos, aquilo que nos parecia tão apreciável não nos divirta mais do mesmo modo. Não receia que possa acontecer o mesmo no caso de "Os Caçadores de Homens" e "A Casa do Terror"?

Confesso que me fiz essa pergunta. Como acontece com todas as propostas editoriais, essa também representa uma pequena aposta com os leitores. Mas devo dizer que, depois de tê-las relido, tenho motivos para crer que estas minhas duas obras "juvenis" podem receber a aprovação do público ainda hoje, entre as páginas do volume do qual lhes mostro a capa, acima, e que estará nas bancas italianas no dia 15 de agosto de 2003. Depois me digam se aprovaram minha escolha.


IL RE DI DARKWOOD TRA I CLASSICI DEL FUMETTO!
Nell'ambito della prestigiosa, seguitissima collana "I Classici del Fumetto", proposta settimanalmente dal quotidiano "La Repubblica", compaiono anche volumi dedicati agli eroi bonelliani. Dopo Tex, Dylan Dog, Martin Mystère e Nathan Never (e in attesa di Julia e Mister No) è ora la volta di Zagor. Per l'occasione, abbiamo rivolto alcune domande a Sergio Bonelli, creatore letterario del personaggio, sotto lo pseudonimo di Guido Nolitta.

Che effetto le ha fatto vedere lo Spirito con la Scure annoverato tra i Classici del Fumetto?
Beh, quando mi è stata comunicata la notizia che avrebbe potuto far parte dei primi trenta personaggi scelti per dar vita a questa importante collana, ho fatto il balzo di gioia che potete facilmente immaginare. E, per qualche minuto, non riuscivo a credere che anche il mio Zagor apparisse al fianco di Corto Maltese, dell'Uomo Mascherato, di Mandrake, di Tex, di Topolino e di tanti altri "eroi di carta" dei quali ero stato appassionato lettore e incondizionato ammiratore.

Scegliere quali storie proporre ai lettori di "La Repubblica", in una produzione così vasta, non dev'essere stato facile…
Proprio così. Già che ero entrato nel numero dei prescelti, il primo problema da affrontare, mi sono detto, consisteva nel dimostrare di essermi comunque meritato quella lusinghiera "convocazione": nel corso della mia vita di sceneggiatore "a tempo perso", avevo scritto migliaia di pagine di Zagor che, come succede a tutti i fumettari, si erano rivelate talvolta buone, talvolta mediocri e talaltra anche scadenti, purtroppo. Quale storia avrei dovuto scegliere per l'occasione? Indeciso come sempre, a quest'ora sarei ancora intento a sfogliare la raccolta dei 457 numeri del Re di Darkwood se non mi fossero balenate nella mente le frasi rivoltemi in occasione degli incontri con i lettori, oppure le parole impresse sui fogli di una lettera. Eliminati (per eccesso di pagine) alcuni episodi, come "Zagor racconta…" o "La marcia della disperazione", da sempre gettonatissimi, la mia scelta è caduta su due vicende che mi vengono indicate come migliore esempio di quella alchimia tra l'avventura e l'umorismo che costituiva la formula vincente degli albi di Zagor fra la fine degli anni Sessanta e l'inizio dei Settanta; due vicende, "La preda umana" e "La casa del terrore", illustrate in maniera straordinariamente efficace da Gallieno Ferri, che hanno messo a dura prova il nostro eroe.

Nel riproporre delle storie "classiche", che sono rimaste scolpite nel ricordo dei lettori, si può correre qualche rischio. Capita, a volte, che la distanza e l'effetto "nostalgia" ci tendano una trappola e che, dopo tanti anni, quello che ci sembrava così apprezzabile non ci diverta più allo stesso modo. Non teme che possa accadere lo stesso anche nel caso de "La preda umana" e "La casa del terrore"?
Confesso di essermi posto la domanda; come per tutte le proposte editoriali, anche questa rappresenta una piccola scommessa con i lettori. Devo dire, però, che, dopo averle rilette a mia volta, ho ragione di credere che queste due mie opere "giovanili" potrebbero incontrare l'approvazione del pubblico anche oggi, fra le pagine del volume di cui vi mostro in alto la copertina, e che sarà in edicola venerdì 15 agosto 2003. Fatemi sapere se condividete la mia scelta.

Em tempo: artigo extraído do site da Sergio Bonelli Editore, seção Comics News, traduzido por Julio Schneider.


Foram excluídas as 14 últimas páginas desta história,onde Zagor e Chico encontram-se pela primeira vez com Guitar Jim. Sabe alguma curiosidade desta edição? Envie para o Portal TEXBR e deixe seu nome registrado na galeria de colaboradores!

 


La Repubblica n.026 - Zagor, editado em 15 de agosto de 2003, 274 páginas, 4,90 euros, publicado pela La Repubblica em conjunto com a Panini Comics (Itália), medindo 15cm de largura por 21cm de altura. Roteiro de Guido Nolitta, desenhos e capa de Gallieno Ferri.
Referência italiana:
1ª história: Zagor Gigante n.029 - I Cacciatori di Uomini (nov/1967) e n.030 - La Preda Humana (dez/1967)


2ª história: Zagor Gigante n.032 - Il Fuggiasco (fev/1968), n.033 - La Casa del Terrore (mar/1968) e n.034 - Gli Sciacalli della Foresta (abr/1968)

Referência brasileira
1ª história: Zagor vecchi n.04 - Os Caçadores de Homens (nov/78)
2ª história: Zagor vecchi n.19 - A Casa do Terror (fev/80)

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