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Zagor, num
belíssimo volume oferecido pelo semanário La Repubblica trás duas
histórias escolhidas a dedo por Sergio Bonelli. Leia a seguir o artigo
que saiu no site da SBE contando particularidades desta edição.
O Rei de
Darkwood entre os Clássicos dos Quadrinhos
No âmbito da prestigiosa e
muito bem aceita coleção "I Classici del Fumetto" (Os Clássicos
dos Quadrinhos), proposta semanalmente pelo jornal "La Repubblica",
comparecem também volumes dedicados aos heróis bonellianos. Depois de Tex,
Dylan
Dog, Martin
Mystère e Nathan Never (e à espera de Julia e Mister No), agora é a vez
de Zagor. Para a ocasião, fizemos algumas perguntas a Sergio Bonelli,
criador literário do personagem, sob o pseudônimo de Guido Nolitta.
Que efeito lhe fez ver o Espírito da Machadinha listado entre os Clássicos
dos Quadrinhos?
Bem, quando me foi comunicada a notícia de que poderia fazer parte dos
primeiros trinta personagens escolhidos para dar vida a essa importante
coleção, dei um pulo de alegria, como vocês bem podem imaginar. E, por
alguns instantes, não consegui acreditar que o meu Zagor apareceria ao
lado de Corto Maltese, do Fantasma, de Mandrake, de Tex, de Mickey e de
tantos outros "heróis de papel" de quem fui um leitor
apaixonado e um admirador incondicional.
Escolher quais histórias propor aos leitores de "La Repubblica",
numa produção tão vasta, não deve ter sido fácil...
Isso mesmo. Já que eu havia entrado na relação dos escolhidos, o
primeiro problema a enfrentar, como disse a mim mesmo, consistia em
demonstrar que eu havia merecido a lisonjeira "convocação": no
curso da minha vida de roteirista "nas horas vagas", havia
escrito milhares de páginas de Zagor que, como acontece com tantos outros
quadrinhistas, às vezes se revelavam boas, às vezes medíocres e outras
ainda sofríveis, infelizmente. Que história deveria escolher para a
ocasião? Indeciso como sempre, eu ainda estaria ocupado até agora em
folhear todos as 457 edições do Rei de Darkwood, se não me passassem
pela cabeça as frases que me foram dirigidas nos encontros com os
leitores, ou as palavras impressas em cartas.
Eliminados (pelo excesso de páginas) alguns episódios como "A
Origem de Zagor" (ZG
Vecchi 1 e Record
1) ou "A
Marcha do Desespero" (ZG
Globo 5 a 8), várias
vezes relançados na Itália, minha escolha recaiu em duas histórias que
os leitores dizem ser o melhor exemplo daquela alquimia entre aventura e
humorismo que constituía a fórmula vencedora dos gibis de Zagor entre o
final dos anos Sessenta e o início dos Setenta: duas aventuras, "Os
Caçadores de Homens" (Vecchi
4) e "A Casa
do Terror" (Vecchi
19), ilustradas
de maneira extraordinariamente eficaz por Gallieno Ferri, que colocaram a
dura prova o nosso herói.
Ao reapresentar histórias "clássicas", que ficaram
esculpidas nas lembranças dos leitores, pode-se correr algum risco.
Acontece, às vezes, de a distância e o efeito "nostalgia" nos
armarem uma arapuca e que, depois de tantos anos, aquilo que nos parecia tão
apreciável não nos divirta mais do mesmo modo. Não receia que possa
acontecer o mesmo no caso de "Os Caçadores de Homens" e "A
Casa do Terror"?
Confesso que me fiz essa pergunta. Como acontece com todas as propostas
editoriais, essa também representa uma pequena aposta com os leitores.
Mas devo dizer que, depois de tê-las relido, tenho motivos para crer que
estas minhas duas obras "juvenis" podem receber a aprovação do
público ainda hoje, entre as páginas do volume do qual lhes mostro a
capa, acima, e que estará nas bancas italianas no dia 15 de agosto de
2003. Depois me digam se aprovaram minha escolha.
IL
RE DI DARKWOOD TRA I CLASSICI DEL FUMETTO!
Nell'ambito della
prestigiosa, seguitissima collana "I Classici del Fumetto",
proposta settimanalmente dal quotidiano "La Repubblica",
compaiono anche volumi dedicati agli eroi bonelliani. Dopo Tex, Dylan Dog,
Martin Mystère e Nathan Never (e in attesa di Julia e Mister No) è ora
la volta di Zagor. Per l'occasione, abbiamo rivolto alcune domande a
Sergio Bonelli, creatore letterario del personaggio, sotto lo pseudonimo
di Guido Nolitta.
Che effetto le
ha fatto vedere lo Spirito con la Scure annoverato tra i Classici del
Fumetto?
Beh, quando mi è stata comunicata la notizia che avrebbe potuto far parte
dei primi trenta personaggi scelti per dar vita a questa importante
collana, ho fatto il balzo di gioia che potete facilmente immaginare. E,
per qualche minuto, non riuscivo a credere che anche il mio Zagor
apparisse al fianco di Corto Maltese, dell'Uomo Mascherato, di Mandrake,
di Tex, di Topolino e di tanti altri "eroi di carta" dei quali
ero stato appassionato lettore e incondizionato ammiratore.
Scegliere quali
storie proporre ai lettori di "La Repubblica", in una produzione
così vasta, non dev'essere stato facile…
Proprio così. Già che ero entrato nel numero dei prescelti, il primo
problema da affrontare, mi sono detto, consisteva nel dimostrare di
essermi comunque meritato quella lusinghiera "convocazione": nel
corso della mia vita di sceneggiatore "a tempo perso", avevo
scritto migliaia di pagine di Zagor che, come succede a tutti i fumettari,
si erano rivelate talvolta buone, talvolta mediocri e talaltra anche
scadenti, purtroppo. Quale storia avrei dovuto scegliere per l'occasione?
Indeciso come sempre, a quest'ora sarei ancora intento a sfogliare la
raccolta dei 457 numeri del Re di Darkwood se non mi fossero balenate
nella mente le frasi rivoltemi in occasione degli incontri con i lettori,
oppure le parole impresse sui fogli di una lettera. Eliminati (per eccesso
di pagine) alcuni episodi, come "Zagor racconta…" o "La
marcia della disperazione", da sempre gettonatissimi, la mia scelta
è caduta su due vicende che mi vengono indicate come migliore esempio di
quella alchimia tra l'avventura e l'umorismo che costituiva la formula
vincente degli albi di Zagor fra la fine degli anni Sessanta e l'inizio
dei Settanta; due vicende, "La preda umana" e "La casa del
terrore", illustrate in maniera straordinariamente efficace da
Gallieno Ferri, che hanno messo a dura prova il nostro eroe.
Nel riproporre
delle storie "classiche", che sono rimaste scolpite nel ricordo
dei lettori, si può correre qualche rischio. Capita, a volte, che la
distanza e l'effetto "nostalgia" ci tendano una trappola e che,
dopo tanti anni, quello che ci sembrava così apprezzabile non ci diverta
più allo stesso modo. Non teme che possa accadere lo stesso anche nel
caso de "La preda umana" e "La casa del terrore"?
Confesso di essermi posto la domanda; come per tutte le proposte
editoriali, anche questa rappresenta una piccola scommessa con i lettori.
Devo dire, però, che, dopo averle rilette a mia volta, ho ragione di
credere che queste due mie opere "giovanili" potrebbero
incontrare l'approvazione del pubblico anche oggi, fra le pagine del
volume di cui vi mostro in alto la copertina, e che sarà in edicola
venerdì 15 agosto 2003. Fatemi sapere se condividete la mia scelta.
Em tempo:
artigo extraído do site da Sergio Bonelli Editore, seção Comics News,
traduzido por Julio Schneider.

Foram excluídas as 14
últimas páginas desta história,onde Zagor e Chico encontram-se pela
primeira vez com Guitar Jim. Sabe
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La Repubblica n.026 - Zagor, editado em 15 de agosto de
2003, 274 páginas, 4,90 euros, publicado pela La Repubblica em
conjunto com a Panini Comics (Itália), medindo 15cm de largura por 21cm
de altura. Roteiro de Guido Nolitta, desenhos e capa de Gallieno Ferri.
Referência
italiana:
1ª história: Zagor Gigante n.029 - I Cacciatori di Uomini (nov/1967)
e n.030 - La Preda Humana (dez/1967)

2ª história:
Zagor Gigante n.032 - Il Fuggiasco (fev/1968), n.033 - La Casa del
Terrore (mar/1968) e n.034 - Gli Sciacalli della Foresta (abr/1968)

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Referência
brasileira
1ª
história: Zagor
vecchi n.04 - Os Caçadores de Homens (nov/78)
2ª história:
Zagor vecchi n.19 - A Casa do Terror (fev/80)
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