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uBC Fumetti
SBE Editore

Zagor, mais de 40 anos de aventuras Livraria Italiana
Editora Mythos

Zagor Extra 49 inicia
fase de transição


Verso&Reverso
Zagor foi criado na
  Itália em junho/61, por Guido Nolitta (Sergio Bonelli) e Galieno Ferri.
 



 

O Espírito da Machadinha na série Zagor Extra entrou em uma nova e espetacular fase. Nem todos os leitores têm acesso à cronologia italiana, mas os que estão por dentro já perceberam que Zagor Extra 48 tinha trazido uma aventura de ZG-385 e que Zagor Extra 49 trará uma aventura de ZG-301.

O que isso significa? Fomos perguntar diretamente a Júlio Schneider, profundo conhecedor dos fumetti no Brasil e da epopéia editorial de Zagor. Veja:

Portal TexBR: A quais fatores deveu-se a escolha da edição 301 para esta nova fase do título Zagor Extra?
Júlio Schneider: Como não é novidade para os leitores que acompanham as páginas do Portal e do Fórum, além do Correio de Darkwood (a pág. 4 das edições de Zagor), a partir do nosso n° 11 a série Zagor Extra vinha publicando histórias que, na série italiana, saíram a partir da edição n°345, escolhida por ser o início de um ciclo realmente espetacular. De vez em quando intercalamos histórias do Almanaque Aventura e antecipamos outras, por razões editoriais. Havia a necessidade de se escolher um caminho a seguir depois que a série Zagor Extra publicasse o gibi italiano n°385, visto que a série normal de Zagor da Mythos já havia publicado (curiosamente também a partir do n° 11) histórias a partir do gibi italiano n° 386. Como todas as edições de Zagor publicadas no Brasil pelas editoras anteriores (Vecchi, Globo e Record) foram extraídas de pontos salteados da série 
italiana entre os n°s 1 e 300, a Mythos decidiu partir do n° 301, de modo a publicar um grande arco de histórias na exata seqüência em que foram às bancas da Velha Bota. E a largada foi com Zagor Extra 49 (o 301 italiano).

Portal TexBR: No hiato de publicação, esta "fase" que inicia-se agora a partir da edição 301 vai até que número disponível? Ou seja: a partir de que número já temos material publicado no Brasil?
Júlio Schneider: Esta fase vai dos gibis italianos 301 ao 344, pulando as edições 336 a 338 (cuja história saiu no nosso Zagor Especial 5, "O Homem do Rifle"). Outros eventuais "pulos" ocorrerão para publicarmos os Almanaques italianos. Ou seja, com a série Extra teremos quase quatro anos em boa companhia zagoriana.

Portal TexBR: O que os leitores devem esperar desta fase? Quais as aventuras mais importantes?
Júlio Schneider: Esta é uma fase que podemos definir como "de transição", com histórias de um período que ficou marcado pela união do tradicional com o inovador, publicando histórias que, na Itália, foram às bancas a partir de 1990. É um período que mostra autores então já afirmados, como o roteirista Marcello Toninelli e os desenhistas Franco Donatelli e Michele Pepe, além de novas histórias escritas por Ade Capone e outros, e as estréias de novas promessas que em seguida se tornaram verdadeiras colunas de sustentação do Senhor de Darkwood, como os roteiristas Mauro Boselli e Moreno Burattini e os desenhistas Stefano Andreucci e Mauro Laurenti. Como em qualquer série, haverá histórias consideradas excelentes e outras nem tanto, mas o julgamento é sempre individual e sempre subjetivo: uma história pode ganhar nota máxima de uma ala de leitores e nota mínima de outra, tanto uma história "das antigas" quanto uma mais recente, publicada na Itália nos últimos dez anos. É uma fase que - esperamos - contentará tanto os que preferem histórias "antigas" quanto os que curtem as "novas".

Portal TexBR: Alguns dos inimigos "tradicionais" de Zagor vão dar as caras nesta fase?
Júlio Schneider: Não haverá um grande "retorno estrondoso", já que o grande diferencial dessa fase é a experimentação e a transição e, por isso mesmo, em vez de grandes retornos de personagens já conhecidos foram criados novos vilões marcantes, daqueles que nos fazem torcer para que voltem em novas aventuras.

Portal TexBR: Zagor Especial está se consolidando como o terceiro título regular de Zagor no Brasil (os outros são Zagor e Zagor Extra). Os leitores podem continuar sonhando com um quarto título, que poderíamos chamar "Zagor Coleção"? Já haveria mercado para isso?
Júlio Schneider: Por enquanto, infelizmente, ainda não há mercado para um quarto título regular. Alguns leitores nos escrevem comentando sobre a idéia de um Zagor Coleção com todas as aventuras do herói a partir do n° 1 italiano, mas isso é totalmente inviável, ao menos no momento. Nem todos os zagorianos que acompanham as séries inéditas teriam interesse em republicações, como está mais do que provado com Tex e Tex Coleção, por exemplo. Até mesmo na Itália tentou-se uma reedição, mas ela teve de ser interrompida pela baixa aceitação - e isso apesar dos zagorianos italianos serem várias vezes mais numerosos que os brasileiros. Zagor também conta com uma peculiaridade: com maior ou menor dificuldade, praticamente todas as edições publicadas pelas outras editoras podem ser encontradas em sebos. Mas nós brasileiros temos uma vantagem em relação aos zagorianos italianos: embora os amigos da Velha Bota tenham quatro séries regulares, só uma é mensal - as outras três (Almanaque, Especial e Maxi) são anuais. Nós temos duas séries mensais e uma bimestral, o que representa 30 gibis novos por ano contra 15 do outro lado do Atlântico.

Portal TexBR: E as histórias que saíram entre os n°s 1 e 300 na Itália e que ainda estão inéditas por aqui?
Júlio Schneider: Algumas poderão sair nos Especiais bimestrais, outras poderão ganhar edições fora-de-série. Nada é definitivo e tudo é possível, só depende da aceitação dos leitores. Deve-se sempre ter em mente que os editores/redatores da Mythos, antes de serem profissionais dos quadrinhos, são leitores. E eu sou zagoriano de carteirinha.

Portal TexBR: Zagor completará 30 anos de publicações no Brasil em agosto. Está sendo preparado algo para brindar os zagorianos na altura?
Júlio Schneider: Em março último nós tivemos uma reunião com os editores da Mythos, da qual participei junto com Nilson Farinha, meu parceiro na revista dos 25 anos de Zagor no Brasil, lançada em 2003. Foram discutidas muitas idéias, às vezes falávamos com o coração de zagorianos, jogando as idéias mais apaixonantes e deixando totalmente de lado os aspectos de viabilidade editorial e comercial, e outras vezes trocávamos idéias com os pés no chão, analisando custos e perspectivas. O único ponto fixo da longa reunião era: a data não pode passar em branco. As mensagens e cartas que têm chegado à redação abordando esse assunto, além da salutar troca de idéias havida no Fórum do Portal TexBR, na sala de Zagor, tudo isso 
foi levado em conta. Também discutimos com Moreno Burattini, o principal roteirista atual do herói, e uma das idéias abordadas nesses bate-papos ganhou corpo. Falaremos dela mais para a frente, mas posso adiantar que já foi levantada no fórum de Zagor, no tópico "30 Anos de Zagor no Brasil".

Em tempo:
Questões elaboradas por Gervásio Santana de Freitas e gentilmente respondidas por Júlio Schneider, tradutor da Mythos Editora e consultor e colaborador do Portal TexBR.

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  Seja um dos colaboradores desse Site!Nota publicada em 05/04/08
 
 

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